|
A matemática do sucesso
NÃO HÁ QUEM NÃO QUEIRA SER UM SUCESSO NA VIDA.
O engraçado e o engraçadinho BOM HUMOR, TODO MUNDO SABE, É FUNDAMENTAL PARA CRIAR UM bom ambiente de trabalho. Mas existe uma enorme diferença entre o humor que diverte e o humor que ofende. Eu senti isso na pele, já no meu primeiro emprego. Eu trabalhava numa fábrica. Uns 70% dos funcionários usavam macacões, e o resto se vestia como bem entendia. Um dia, a Direção da empresa resolveu implantar um programa de padronização. E decidiu que quem não usasse macacões passaria a usar jalecos. Todos os jalecos eram de cor cinza, mas os graus hierárquicos seriam diferenciados pela gola. Os chefes teriam gola vermelha, os supervisores teriam gola azul, os encarregados teriam gola verde. Eu era apontador de produção e usaria o jaleco com a gola mais humilde, a amarela. A idéia parecia boa, mas o festival de cores logo se transformou num festival de vaidades. Os chefes se sentiram mais chefes, começaram a falar mais alto, e sempre apontavam para a própria gola quando davam uma ordem. Já a minha turma foi apelidada de “os amarelinhos”. Ou seja, quando alguém com uma gola mais vistosa nos desse uma bronca, nós tínhamos que amarelar. Insatisfeito, para não dizer irritado, eu reagi de modo bem-humorado. Coloquei no quadro de avisos da fábrica um cartaz que dizia: “Se a cor da gola fosse sinal de prestígio, o palhaço seria dono do circo”. O pessoal que usava macacão morreu de rir e os amarelinhos adoraram. Só que os chefes, supervisores e encarregados não gostaram. Eu levei uma suspensão e escapei de ser demitido por muito pouco. Só muito tempo depois eu fui entender que minha frase, por mais bem-humorada que fosse, era também cáustica, ofensiva e inoportuna. Essa é a regra básica para a utilização do bom humor. O engraçado é respeitado, mas o engraçadinho é punido.
As formas de encarar um trabalho EMBORA EU NÃO SEJA DO RAMO, TIVE A OPORTUNIDADE DE PARTICIPAR de um Congresso brasileiro que reuniu técnicos de laboratório clínico. Um pessoal especializado em análises. E, lá pelas tantas, eu me vi fazendo parte de um grupo no qual havia vários técnicos especialistas em exames de fezes. Com certeza, esse não é o assunto mais apropriado para uma conversa após o jantar, mas o assunto acabou girando em torno daquela atividade que, no mínimo, não cheira bem. E percebi que existiam três opiniões bem diferentes entre os especialistas em exames de fezes ali presentes. Um deles foi claro e direto e disse que seu trabalho era todo dia aquela mesma eme. Um outro foi mais científico e disse que sua tarefa consistia em análises parasitológicas em equipamentos de última geração tecnológica. Mas foi o terceiro que mais me chamou a atenção. Ele disse que sua função era muito nobre, porque dela dependia a prevenção e o tratamento de doenças em seres humanos. Incrível, eu pensei comigo, enquanto traçava um pudim. A mesma atividade, e três visões diferentes. Exatamente a mesma coisa que acontece com qualquer função em qualquer empresa. Tem gente que prefere enxergar só o lado negativo daquilo que faz. Tem gente que gosta de florear. E tem gente que vê o trabalho que faz como parte de um objetivo muito maior e muito mais importante. A experiência mostra que as pessoas do primeiro tipo, os que só reclamam, vão ficar fazendo o mesmo trabalho a vida inteira. As pessoas do tipo dois, as mais científicas, viram chefes dos que só reclamam. Mas são os que enxergam mais à frente que se tornam chefes das outras duas. Qualquer função pode cheirar mal. E a decisão que cada funcionário deve tomar em relação a seu trabalho é bem simples: ou avaliá-lo usando o cérebro, ou usando apenas o nariz.
Demonstrar o monstro
Do livro " O melhor de Max Gehringer na CBN - Volume 1". Se quiser saber tudo sobre carreira, currículo, comportamento e liderança, adquira o livro. Um livro que vale a pena ter em casa para consultar sempre.
|