O ATLETICANO NA CAMPANHA

 

 

Cristiano de Oliveira

 

 

 

Saudações, Alvinópolis da antena de televisão que não pega Bandeirantes.

O STF está de sacanagem com Alvinópolis. O Dr. J. Barbosa está de safadeza com a cidade carinho! Queimou o filme na cidade, com essa história de impugnação terrível de candidatura. Estou pasmo, perplexo, aparvalhado com essa falcatrua. Como pôde o STF deixar Alvinópolis na mão desse jeito?

Estou falando disso mesmo que você está pensando, nobre leitor: através da Lei Calcinha Limpa, que proíbe a candidatura de pessoas que já tomaram banho só de calcinha no chuveiro do Ninho da Águia, o STF (Sistemático Tribunal da Falazada) de Alvinópolis impugnou a candidatura de LELECO, nossa grande esperança.

Estou revoltado, pois já estava com todo o material de campanha pronto, elaborei plano de governo pra ele e tudo mais. Alvinópolis ia ter todos os seus problemas resolvidos.

Por exemplo, o problema da antena transmissora de televisão da cidade, que está ruim, com Leleco já seria inhambu no embornal. Um grande projeto de revitalização já estava prontinho pra ela. A Coligação Ato Ato Ato É Érica Dominato conseguiu, através de uma parceria com o Carrefour, 850kg de Bombril para colocar na antena e resolver esse problema que assola a população.

 

Merenda escolar ruim? Morreu Maria Preá: em mais uma parceria espetacular, estávamos com tudo pronto pra encomendar 700 pedaços de frango frito de Ciloca por dia pra incrementar o pesadão das crianças, além de 80 rolos de arame farpado pra cercar a cantina e não deixar que os adultos invadam querendo um pedaço.

A reforma da Baixada com Leleco é uma barbada. Como todo mundo fala que antigamente é que as coisas eram boas, o PSDB, Partido Super Dominato da Baixada, ia trazer de volta o Circo Buffalo Bill e colocar bem no meio da praça da baixada, exatamente como em 1954 (a equipe de governo leu a história de José Silvério de Carvalho aqui no Alvinews e se empolgou com a ideia). Se o Buffalo Bill não topasse ou não existisse mais, a segunda opção seria o Lesco-Lesco mesmo. O que sobrasse do espaço da praça seria pra fazer outra fábrica de manteiga pra alimentar o elefante. E se ainda sobrasse espaço, já que antigamente é que as coisas eram boas, íriamos encher a área de orelhões, cochos de cavalo e uma televisão em preto-e-branco pro povo assistir à noite, daquelas que ficam trancadas num móvel construído no meio da praça. E abrir licitação pra contratar operador de realejo e lambe-lambe, além de oferecer curso de datilografia em máquina Olivetti.

O marketing de campanha já estava na mão. Dominguinhos me procurou, me contou da sua admiração por Érica Dominato e me pediu pelo amor de Deus pra botar letra em uma música dele e fazer o grande jingle de Leleco, que ia lascar o cano e estourar na praça.

 

O candidato?

 

Escuta só:

 

Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Leleco é que nos ensinou
A dançar Eguinha Pocotó

Eu só quero Lelecôôô


É prefeito pra valer
Com um prefeito assim
O vice é Vanim
A baixada vai ferver

 

É, mas todas as minhas belas ideias pro plano de governo agora vão pra gaveta. Perdi a grande chance de entrar pra política como assessor dessa lenda viva alvinopolense.

Então chega de política. Aliás, chega de tudo, porque eu também não tenho assunto não. Conforme contei na última coluna, arrumei uma enxada pra mim e agora trabalho em horário comercial, engomadinho, todos os dias. Com isso, as viagens e esculhambações variadas vão ter que esperar o ano que vem. Mas calma que não aposentei ainda não! A bandeira ainda vai fazer muitas aparições pelo mundo afora. O projeto MIDÁ O GALO DE PRATA (Momentos Inesquecíveis Do Atleticano Objetivando Galo de Prata) continua forte, só deu uma paradinha pra capitalizar. Ano que vem, alguma rôia pesada eu vou arrumar. Não passo um ano inteiro sem levar a bandeira do Galo pra dar uma volta, podem ficar sossegados.

Então, fica aqui só o meu comentário de Osvaldo Faria Coragem pra Dizer a Verdade, e depois eu vou embora dormir.

 

Cabeleira herdada...  

 

 

Olha só que divertida a vida é: quando o Galo não arrumava nada que prestasse em campo, todo dia aparecia uma novidade furada. Abelha atleticana, queniano na São Silvestre, Ozzy Osbourne, Kiss, Creedence, Cristiano de Oliveira... só cantor famoso aparecendo com camisa do Galo. Agora que a situação mudou e é o Cruzeiro não tá com nada no balaio, o esquema é o mesmo: lançamento do copo do Tinga (ô ideia errada, um bicho feio daquele no copo faz o leite virar Emulsão Scott), uniforme novo, Robert Plant com bandeira do Cruzeiro... Resultado: o time não vale nada, mas dão um jeito de fazer com que o torcedor continua achando graça de tudo. Torcida do Cruzeiro, não caia nessa. A ideia é só tirar sua atenção das bobagens em campo. Fique em cima.

E se o Galo for campeão, estou pensando em como será a festa do título: Guilherme vai dormir. Escudero não. Como ele é argentino, ele “se va a dormire”. Neto Berola vai fingir que foi derrubado por um torcedor do Cruzeiro e vai pedir à polícia que anote a infração. Roberto Abras vai levar Ronaldinho pra tomar um cavalo, e Jô finalmente confessará que é filho de Antônio Barcelos Filho, de onde herdou a vasta cabeleira e o singelo apelido de Miau Júnior.

E por falar nele, está na hora.

 

Apita Antônio Barcelos Filho, errrrrrrrrrrrgue os braços!!!

 

Cristiano de Oliveira é mineiro de BH, residente em Toronto no Canadá. Já visitou Alvinópolis inúmeras vezes.

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