Saudações, Alvinópolis da antena de televisão que não pega
Bandeirantes.
O STF está de sacanagem com Alvinópolis. O Dr. J. Barbosa
está de safadeza com a cidade carinho! Queimou o filme na cidade, com essa história
de impugnação terrível de candidatura. Estou pasmo, perplexo, aparvalhado com
essa falcatrua. Como pôde o STF deixar Alvinópolis na mão desse jeito?
Estou falando disso mesmo que você está pensando, nobre
leitor: através da Lei Calcinha Limpa, que proíbe a candidatura de pessoas que
já tomaram banho só de calcinha no chuveiro do Ninho da Águia, o STF
(Sistemático Tribunal da Falazada) de Alvinópolis impugnou a candidatura de
LELECO, nossa grande esperança.
Estou revoltado, pois já estava com todo o material de
campanha pronto, elaborei plano de governo pra ele e tudo mais. Alvinópolis ia
ter todos os seus problemas resolvidos.
Por exemplo, o problema da antena transmissora de televisão
da cidade, que está ruim, com Leleco já seria inhambu no embornal. Um grande
projeto de revitalização já estava prontinho pra ela. A Coligação Ato Ato Ato É
Érica Dominato conseguiu, através de uma parceria com o Carrefour, 850kg de
Bombril para colocar na antena e resolver esse problema que assola a população.
Merenda escolar ruim? Morreu Maria Preá: em mais uma
parceria espetacular, estávamos com tudo pronto pra encomendar 700 pedaços de
frango frito de Ciloca por dia pra incrementar o pesadão das crianças, além de
80 rolos de arame farpado pra cercar a cantina e não deixar que os adultos invadam
querendo um pedaço.
A reforma da Baixada com Leleco é uma barbada. Como todo
mundo fala que antigamente é que as coisas eram boas, o PSDB, Partido Super
Dominato da Baixada, ia trazer de volta o Circo Buffalo Bill e colocar bem no
meio da praça da baixada, exatamente como em 1954 (a equipe de governo leu a
história de José Silvério de Carvalho aqui no Alvinews e se empolgou com a
ideia). Se o Buffalo Bill não topasse ou não existisse mais, a segunda opção
seria o Lesco-Lesco mesmo. O que sobrasse do espaço da praça seria pra fazer
outra fábrica de manteiga pra alimentar o elefante. E se ainda sobrasse espaço,
já que antigamente é que as coisas eram boas, íriamos encher a área de
orelhões, cochos de cavalo e uma televisão em preto-e-branco pro povo assistir
à noite, daquelas que ficam trancadas num móvel construído no meio da praça. E
abrir licitação pra contratar operador de realejo e lambe-lambe, além de
oferecer curso de datilografia em máquina Olivetti.
O marketing de campanha já estava na mão. Dominguinhos me
procurou, me contou da sua admiração por Érica Dominato e me pediu pelo amor de
Deus pra botar letra em uma música dele e fazer o grande jingle de Leleco, que
ia lascar o cano e estourar na praça.
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O candidato? |
Escuta só:
Que falta eu sinto de um bem
Que falta me faz um xodó
Leleco é que nos ensinou
A dançar Eguinha Pocotó
Eu só quero Lelecôôô
É prefeito pra valer
Com um prefeito assim
O vice é Vanim
A baixada vai ferver
É, mas todas as minhas belas ideias pro plano de governo
agora vão pra gaveta. Perdi a grande chance de entrar pra política como
assessor dessa lenda viva alvinopolense.
Então chega de política. Aliás, chega de tudo, porque eu
também não tenho assunto não. Conforme contei na última coluna, arrumei uma
enxada pra mim e agora trabalho em horário comercial, engomadinho, todos os
dias. Com isso, as viagens e esculhambações variadas vão ter que esperar o ano
que vem. Mas calma que não aposentei ainda não! A bandeira ainda vai fazer
muitas aparições pelo mundo afora. O projeto MIDÁ O GALO DE PRATA (Momentos
Inesquecíveis Do Atleticano Objetivando Galo de Prata) continua forte, só deu
uma paradinha pra capitalizar. Ano que vem, alguma rôia pesada eu vou arrumar.
Não passo um ano inteiro sem levar a bandeira do Galo pra dar uma volta, podem
ficar sossegados.
Então, fica aqui só o meu comentário de Osvaldo Faria
Coragem pra Dizer a Verdade, e depois eu vou embora dormir.
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Cabeleira
herdada... |
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Olha só que divertida a vida é: quando o Galo não arrumava
nada que prestasse em campo, todo dia aparecia uma novidade furada. Abelha
atleticana, queniano na São Silvestre, Ozzy Osbourne, Kiss, Creedence,
Cristiano de Oliveira... só cantor famoso aparecendo com camisa do Galo. Agora
que a situação mudou e é o Cruzeiro não tá com nada no balaio, o esquema é o
mesmo: lançamento do copo do Tinga (ô ideia errada, um bicho feio daquele no
copo faz o leite virar Emulsão Scott), uniforme novo, Robert Plant com bandeira
do Cruzeiro... Resultado: o time não vale nada, mas dão um jeito de fazer com
que o torcedor continua achando graça de tudo. Torcida do Cruzeiro, não caia
nessa. A ideia é só tirar sua atenção das bobagens em campo. Fique em cima.
E se o Galo for campeão, estou pensando em como será a festa
do título: Guilherme vai dormir. Escudero não. Como ele é argentino, ele “se va
a dormire”. Neto Berola vai fingir que foi derrubado por um torcedor do
Cruzeiro e vai pedir à polícia que anote a infração. Roberto Abras vai levar
Ronaldinho pra tomar um cavalo, e Jô finalmente confessará que é filho de
Antônio Barcelos Filho, de onde herdou a vasta cabeleira e o singelo apelido de
Miau Júnior.
E por falar nele, está na hora.
Apita Antônio Barcelos
Filho, errrrrrrrrrrrgue os braços!!!
Cristiano de Oliveira é mineiro de BH, residente em Toronto
no Canadá. Já visitou Alvinópolis inúmeras vezes.
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