UM ATLETICANO NA ALEMANHA

Parte 1

 

Cristiano de Oliveira

 

 

 

 

A bandeira do Galo dá uma descansada, enquanto Cristiano bate um PF e se sagra Campeão do Gelo 2009

 

Saudações, Alvinópolis, terra do acidente de charrete

 

por histórias como essa que eu sempre digo: se você não conhece Alvinópolis, seu jeito e vá conhecer rápido).

 

Resumo do capítulo anterior: Cristiano passou 500 anos no sinal de trânsito vendendo bala, agulha de aço pra desentupir fogão a gás e giz chinês de matar barata, até juntar dinheiro pra levar a bandeira do Galo pra viajar pelo mundo, tentando obter no peito e na raça o tão sonhado Galo de Prata por serviços de divulgação internacional prestados ao Atlético. ele deixou sua residência no Canadá e foi pra Islândia.

 

Pois é, da Islândia eu baixei pra Alemanha. Fiquei em Frankfurt, pois eu conhecia a área e, além disso, tinha que ir a um casamento na França três dias depois, então achei melhor ficar quieto por e não sair rodando muito. O que é complicado, pois com isso a bandeira do Galo não teve nenhuma paisagem especial onde ser hasteada. Eu fiquei comendo como um porco! Quem é que hasteia bandeira dentro de restaurante?

 

O meu grande momento foi realmente a volta ao Waldgeist, o restaurante das comidas gigantes. alguma vez recebeu um email que mostra fotos de comidas imensas? Um hambúrguer do tamanho de uma pizza, uma linguiçona... viu? Pois é, as fotos daquele email foram tiradas no Waldgeist, um restaurante perto de Frankfurt que tem comida e bebida ignorante. monstruosidade.

 

 

Em 2007 eu fui , devidamente uniformizado para representar o Galo, mas fui derrotado. Tentei comer um schnitzel duplo gigante com batatinha (schnitzel é um tipo de bife de porco à milanesa), mas não aguentei. Nem cheguei à metade. Derrota humilhante, e no fim eu ainda pedi à garçonete sistemática pra embrulhar pra viagem e ela respondeu: “Eu não. Eu trago papel alumínio e você embrulha”. E a toupeirona foi , buscou um rolo de papel alumínio e botou na mesa mesmo. Triste fim: derrotado, sem aguentar respirar de tanto bife à milanesa, e ainda tendo que fazer embrulho. faltou a torcida pra pedir raça e fazer enterro simbólico na Praça 7.

 

 

Mas o Maguila do Self-Service voltou pro Canadá e treinou. E agora, em 2009, ele voltou e a revanche foi barra pesada: comi uma linguiça de 600g com molho e batatinha, bebi meio litro de cerveja e ainda tiveram que me fazer fiado. É sério, o restaurante é no meio do mato e aceita pagamento em dinheiro. Como eu ia saber? Em 2007 eles aceitavam cartão. Acaba que os caras me deram um desconto de 4 euros, que eu vou pagar quando voltar pra defender o meu novo título de Campeão do Gelo 2009 contra o chope de 1,5 litro e o schnitzel de novo. Mas o desconto foi merecido, pois o Rocky Balboa das Churrascarias venceu. faltou sair gritando igual o Rocky no filme: Aaaadrian. Aaaaadrian. Quem lembra dessa?

 

Outros detalhes da Alemanha:

 

- O time de Frankfurt é o Eintracht, que é muito tradicional na Alemanha, e agora está se recuperando depois de passar uns anos de sufoco. A loja deles é espetacular, mas eu notei que é possível encontrar adesivos de dois outros times na loja: Bayern Munchen e um tal de Borussia Dortmund.

 

- Uma das coisas mais engraçadas que eu vi foi loja de calçados. Os modelos na vitrine, especialmente os femininos, são bem interessantes. Bonitos, modernos, arrojados e tudo mais que você quiser. tem um detalhe: espete um cabo de vassoura em qualquer um deles e pronto! Você pode usar como rodo pra puxar água no quintal. Minha amiga dona de casa, o sapato menor da vitrine devia ser 46. xulapa! E isso na seção feminina. Pra tirar o sapato masculino da vitrine eles devem ter que usar um macaco hidráulico.

 

No momento é isso, então. Tem mais historinha da Alemanha, então na próxima eu conto o resto.

 

Apita Antônio Barcelos Filho: Errrrrrrrrgue os braços!

 

Cristiano de Oliveira é mineiro de BH, residente em Toronto no Canadá.

Já visitou Alvinópolis inúmeras vezes.

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