UM ATLETICANO NA ISLÂNDIA

 

Cristiano de Oliveira

 

 

 

Saudações, Alvinópolis, a cidade que tem um galo em cima do cruzeiro.

 

(Se você ainda não conhece Alvinópolis, vai achar que eu tô falando de futebol.

Não estou, não. Visite Alvinópolis e você verá do que se trata)

 

Estou aqui de novo pra continuar a minha saga sofrida de torcedor atleticano em terras estrangeiras. O momento, inclusive, é muito propício para ser torcedor atleticano, que o Cruzeiro acaba de passar para a final da Libertadores, né? Realmente, um momento JÓIA para andar na rua com camisa do Galo, mesmo estando fora do país... Assim sendo, eu abandonei uma das poucas coisas que me divertem no Canadá: ir comer X-Tudo e tomar Brahma assistindo ao PFC via gato de satélite numa lanchonete brasileira que tem aqui. Infelizmente, nãopra ir mais não. As torcidas aqui não partem pra violência, mas a gozação é 300 vezes maior do que no Brasil, em compensação.

 

Vou voltar então ao assunto que mencionei antes: a bandeira do Galo viajante. Pois é, em abril desse ano, eu parti levando a minha velha bandeira pra Islândia, e assim espero poder ser reconhecido como o portador da bandeira do Galo hasteada mais ao norte do planeta, e finalmente receber o meu merecido Galo de Prata. E não ri não que eu quero mesmo! Se até Bambam do Big Brother ganhou Galo de Prata, por que é que eu não posso ganhar? Aliás, ele ganhou mesmo ou eu tô ficando doido? Bom, não sei, o fato é que eu acho que tô merecendo. fiz muito mais pelo Galo do que o Galo fez por mim.

 

Carro mais tradicional da Islândia.

 

Bom, o grande momento da viagem à Islândia, do ponto de vista atleticano, sem dúvida foi o hasteamento da bandeira do Galo ao lado do gêiser. Você sabe o que é um gêiser, né? Se não souber, abra o Google e digite gêiser que ele vem. Mas pra adiantar o meu lado e tocar a história pra frente, eu vou resumir: é aquele buraco no chão que jorra água fervendo pra cima. Confira de novo na foto inicial deste artigo.

 

Pois é. Esse gêiser é um dos maiores em atividade no mundo, e ele espirra a cada 10 minutos, aproximadamente. O que faz o atleticano numa hora dessa? Ele deixa a vergonha de lado, ignora os turistas à sua volta olhando sem entender nada, finge que não tá vendo ninguém, abre a bandeira do Galo ao lado do gêiser e espera o bichão espirrar pra tirar foto. o tempo vai passando e ele continua , com a bandeira esticada, aquele sorriso armado começando a esfriar... O povo continua olhando, e fica querendo despistar, mas ao mesmo tempo pensa: e se a água sobe e eu perco o momento? Bom, envolto nesses pensamentos, a água finalmente subiu e o susto foi tão grande que a foto saiu meio complexa. Mas está pra todo mundo ver.

 

Outros detalhes sobre a Islândia:

 

- Do avião você a paisagem e se assusta. A região perto da capital, Reykjavik, é composta puramente de pedra e musgo. Uma área imensa coberta por rocha vulcânica e musgo por cima. Nada cresce, nada se planta, nem escorpião acha ali. E eu resolvi andar em cima das pedras, mas descobri da pior forma possível que o musgo esconde os buracos nas pedras.

 

Cristiano na Lagoa Azul

 

- Eu fiquei hospedado no hotel da Lagoa Azul, uma piscina natural enorme de água quente e salgada, que fica fumaçando por causa do tempo frio (não, não tem Brooke Shields na Lagoa Azul). Dá o maior visual bonito. A tradição na Lagoa Azul é passar um creme branco na cara que é extraído da própria lagoa, uma mistura de alga, sílica e minerais. Ficam uns baldes do negócio à beira da piscina, e o povo vai pegando e passando no rosto. Quando eu vi o balde, comentei em inglês que aquilo era banha de porco. A tradição acabou na hora.

 

Bom, fiquei 3 dias por , então acho que o principal está . Dali, então, segui meu roteiro em direção a uma parada gastronômica na Alemanha. Na próxima matéria eu dou detalhes e mostro as imagens chocantes.

 

Apita Antônio Barcelos Filho: errrrrrrrrrrrgue os braços!

 

Cristiano de Oliveira é mineiro de BH, residente em Toronto no Canadá. Já visitou Alvinópolis inúmeras vezes.

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