Saudações,
Alvinópolis da pedrada no colégio.
Ô cabeça
ruim, hein? Jogar pedra no colégio? Tenha paciência.
Deus que ajude que isso não tenha a ver com política,
porque se tiver, o castigo do céu virá e o próximo
prefeito de Alvinópolis vai ser tão mau que fará Ricardo
Teixeira parecer o Gandhi.
E por
falar em política: quem foi que ligou pro Mário Caixa na
Itatiaia, durante o jogo do Penarol, pedindo abraço pra
Marilac? Ééééé, eu tô longe mas tô de olho aqui, viu?
Cês são de lascar... É João Vitor mandando abraço pra
Galo Índio, e agora Caixa com abraço pra Marilac. Como
Alvinópolis, no momento, tem aproximadamente 870
pré-candidatos, se cada um pedir abraço a um cara da
Itatiaia, coitado de quem cair com Tião das Rendas. O
eleitorado não vai entender o nome do candidato, imagina
o que vai sair? "Ó o dinhêr du jôg, garoto caixa. Púb
pagante (...) E um abráss lapralvinóps pucandidát
xfdafdsaf..."
Mas no fim
das contas, vocês querem saber qual é a verdadeira
solução pra Alvinópolis?
Querem
mesmo? Pois eu digo.
A
verdadeira solução
É José da
Conceição Ferreira
Por isso
aceite o desafio
E vote em
"Zé Meu Filho"
(Tá vendo
aí? Cristiano também ajuda a manter viva a memória de
Alvinópolis, não é só esculhambação aqui não.)
E o
Campeonato Mineiro, como está por aí? Ah não, peraí,
agora mudou de nome: é Campeonato Mineiro Chevrolet. Tem
doido pra tudo no mundo, né não? Como é que a Chevrolet
bota o nome num campeonato desses? Do jeito que está,
daria no máximo para se chamar Campeonato Mineiro Lada.
E Lada Laika, ainda por cima! Só sei que, como o futebol
mesmo não está prestando, eles arrumam outro tipo de
sarna pra coçar. A onda agora é a comemoração dos gols
do Alessandro, do América. Vira aquela polêmica, aquela
indignação... aquela falta do que fazer!!! Jovem, eu
perdi as contas de quantos atacantes do Cruzeiro
comemoraram gol contra o Galo batendo as asas pra
torcida. Que engraçado, né? A gente racha de rir quando
está zoando os outros, mas quando é com a gente, é
desrespeito. Isso tudo tem um nome: falta de serviço.
Enxada já! Pra todos os jogadores do campeonato mineiro.
Sem querer jogar uruca, mas esse ano nós estamos todos
lascados. O futebol mineiro tá dando cafubira na córnea
de quem o assiste.
Em breve,
vou fazer uma coluna sobre o Campeonato Mineiro 2012
aqui em Toronto: além das tradicionais erradas no bar da
Dona Graça, no primeiro clássico eu fiz uma via sacra,
visitando outro bar também. Aguardem. Vou esperar as
finais, que é pra coletar mais caso. Afinal, esse ano eu
trouxe um berrante do Mercado Central pra acompanhar a
crista e a bandeira na invasão do bar da Dona Graça, e
ainda não o estreei.
Pessoal,
ano passado eu estava contando a história da minha
viagem a Praga, na República Tcheca, mas aí entrou outro
assunto no meio e eu esqueci de terminar a história.
Portanto, vou aproveitar hoje pra contar o final de
história. Calma que ainda tem inhambu nesse embornal.
Pois bem.
Lá estava eu, admirado com as belezas de Praga, mas ao
mesmo tempo assustado. Pra quem acha que no exterior
tudo é festa e vida boa, a cena é pesada. Na praça
principal do centro histórico, onde se vende muito
presunto na brasa e pão doce feito no torno (o
trdelnik), pessoas fuçam as lixeiras procurando
comida depois que o comércio fecha. Quando o sol desce,
voa todo mundo pras lixeiras atrás de comida. Enquanto a
turistada paga preços exorbitantes por alguns pedaços de
presunto, um cara revira a lixeira ao lado da
barraquinha. Dá vergonha de estar ali, na vida boa,
fazendo turismo.
Um momento
divertido foi a visita ao castelo de Praga, considerado
o maior do mundo, com 570 metros de extensão, e que
abrigou desde os reis da Boêmia até o atual presidente
da República Tcheca. É visita para o dia inteiro, e tem
de tudo: troca de guarda, calabouço, exposição de
armaduras, e até um lugar onde você pode atirar com uma
balestra (ou besta, como queira) antiga. Eu, como grande
atirador de espingarda de chumbinho em goiaba, tive que
experimentar. Muito legal, especialmente por poder
conhecer e até usar uma arma tão antiga. Mas fiquei com
pena dos soldados daquela época: deviam dar um tiro e
morrer, porque até armar de novo aquela porcaria com
outra flecha, o inimigo tinha tempo de matá-lo até com
uma escova de cabelo.
No
calabouço, é lógico que não podia faltar a delicadeza e
o amor ao próximo que são marca da República Tcheca: uma
exposição de instrumentos de tortura, cada um mais
horroroso que o outro, dá apenas um gostinho do que a
gente encontra nos dois Museus da Tortura que existem na
cidade. Mas só fiquei no calabouço mesmo, não fui em
nenhum dos dois museus. Ah, pelo amor de Deus! Ficar
vendo instrumentos especializados em causar sofrimento?
Pra isso já existe o Galo. A Arena do Jacaré é o maior
museu de tortura a céu aberto do mundo.
Sinceramente, minha opinião não é nada turística, mas eu
vou expressá-la: a cidade é muito interessante e tudo
mais, mas dá um trem ruim danado na gente. Sério, é um
clima esquisito mesmo. Ao menos eu tenho humildade pra
falar isso: hoje em dia, falou que é viagem pro
exterior, o cara pode ter passado só roubada, mas volta
falando que recebeu até revelação de Nossa Senhora lá,
de tão bom que foi. Eu digo que valeu a pena e o lugar é
espetacular, mas vou repetir: é a maior sensação
esquisita.
E se já
não bastasse eu jurar que, a qualquer momento, um
esqueleto ia passar correndo na minha frente pela rua,
guardei o momento chama-rôia principal para a última
noite: a visita às catacumbas. Tem um pessoal lá que
leva turistas pra andar pela prisão/catacumba que fica
bem embaixo da praça central, e eles inclusive foram os
entrevistados de um seriado bastante conhecido sobre
assombração, chamado Most Haunted. Não sei se passa no
Brasil, mas é bem capaz.
Mas que
ótimo programa pra última noite, né? Você já está há
cinco dias só ouvindo falar de cabeça cortada, mão
cortada, enforcamento... Aí você vai visitar o lugar
onde toda essa turma morria ou aguardava a morte. Só
encarei porque meu poder mediúnico é zero. Se nem alma
de sítio mexe comigo (aquelas assombrações de fazenda,
de que todo mundo sabe um caso), o que dirá uma alma que
fala tcheco. Nem oração eu ia conseguir oferecer, pra
que ela iria perder o tempo dela mexendo comigo? Baseado
nesse raciocínio extremamente técnico, eu tomei coragem
e fui lá.
Quando
cheguei lá e vi a guia, meu raciocínio matemático ainda
foi mais longe: se aquelas carrancas do Rio São
Francisco costumavam espantar alma ruim dos barcos, essa
guia era capaz de espantar as almas das catacumbas
facinho. Aliás, ela era capaz de fazer a assombração
tcheca pedir pelo amor de Deus pra ser transferida pro
Rio São Francisco. Feia não, viu? Só um pouquinho. Com
uma daquelas puxando a excursão, a assombração da
catacumba tem que pedir adicional de insalubridade à
prefeitura pra trabalhar ali.
E lá fomos
nós, caminhando pela escuridão subterrânea. Umas quatro
meninas americanas na excursão não podiam escutar um
espirro que começava a gritar. Assim as almas não
aparecem, ué! A gente paga caro pra ver alma, e o povo
fica gritando e assustando as coitadas! A guia disse que
fotos com flash às vezes pegam alguma aparição,
então saí tirando foto pra ver o que aparecia. Só saíram
aquelas bolinhas brancas que sempre aparecem em foto
tirada no escuro, mas a mulher falou que aquilo são
manifestações. Ah sei, viu? Manifestação é o que as
almas daquele lugar já devem estar quase fazendo na
porta da prefeitura, com aquela turistada ali aperreando
o descanso eterno delas.
Mas o
melhor da história foi minha demonstração de bravura: em
qualquer sala macabra onde a gente tinha que entrar, eu
sempre era o primeiro. "Gente, nessa sala aqui morreram
10, tudo de cabeça pra baixo. Quem vai primeiro?"
Cristiano entrava logo rasgando! Todo mundo abismado com
a coragem do brasileiro. Êta povo destemido! Pode ser
encrenca, monstro, fantasma, Drácula... o brasileiro
entra de sola! Bão, pelo menos, como bom patriota, foi a
ideia que eu vendi. Mas a verdade é meio diferente. O
problema é que eu estava mais pra trás do grupo e notei
que, quando o pessoal andasse para a próxima sala, eu ia
ficar por último. Aí comecei a lembrar da história da
loura da estrada de Caeté. Ela pede carona, e se você
não der, ela aparece no banco de trás do seu carro. Aí
me imaginei lá, bem bobão, ficando por último no meio
daquela catacumba escura, e a mão gelada da Loura de
Caeté chegando no meu ombro... Nem pensei mais, já corri
pra porta dizendo "Eu primeiro! Deixa que eu vou
primeiro!" E nem me pergunte como a Loura ia sair de
Caeté e chegar a Praga. Vai que alma faz intercâmbio?
Então tá
bom. Agora sim, posso decretar oficialmente encerrada a
viagem à República Tcheca. Mais um lugar onde a bandeira
do Galo chegou, mais um xis no mapa do projeto MIDÁ O
Galo de Prata (Momentos Inesquecíveis Do Atleticano
Objetivando Galo de Prata). Em breve, ela vai baixar em
outro canto, se Deus quiser. Até lá, eu vou sofrendo com
o time e esperando pra ver se a localização da caveira
de burro enterrada no CT aparece pra mim em sonho.