Alvinews na Argentina 1

 

Por que o Boca ganha tudo?

 

 

Gjunior

 

Os maiores títulos almejados por todos os times.

Em destaque a Libertadores em 2000,2001,2003,2007.

E os Mundiais em 2000 e 2003.

 

Estive visitando a Argentina recentemente, um país muito bonito, com bela arquitetura, imitando muito bem os europeus. Só imitando, viu? Como tirei muitas fotos, resolvi então dividir com vocês um pouquinho do que vi por lá.

 

Como todos sabem, a grande fama da Argentina é o excelente Bife de Chorizo, que realmente fez jus a toda esta fama. Uma delícia, macio, feito de uma forma diferente, principalmente no corte da carne.

A temperatura estava próxima de 4 graus positivos e pude aproveitar bem as inúmeras cafeterias, além de tomar um bom vinho para espantar o frio.

 

Um detalhe que me chamou bastante atenção foi que os argentinos, onde quer que estejam, principalmente quando precisam esperar alguma coisa (uma fila para comprar ingressos de shows, teatro, no ponto de ônibus, etc), sempre estão com um livro na mão. Ótima impressão.

Outro ponto importante é que o real vale muito nas terras portenhas. Cada real valia mais ou menos 2,5 pesos argentinos. Mesmo assim os argentinos, com sua tradicional receptividade aos brasileiros, tentam te cobrar mais caro por tudo. Só esquecem que o din din deles não vale nada. rs rs.

 

Neste primeiro texto vou falar sobre um dos mais tradicionais times do mundo, o Boca Juniors.

 

Fui visitar o estádio La Bombonera, que  significa "caixinha de bombons", por causa do formato do estádio, que é praticamente um caixote, bem alto.

De longe já dava pra avistar a grande "caixa" amarela.

 

 

Chegando ao estádio, uma entrada pequena dá acesso a loja de produtos do Boca e Museu bastante completo sobre o time e sua história.

 

 

 

 

 

Dentro da loja, com produtos variados do time, de cara você vê 2 estátuas em tamanho natural, de bronze.

As estátuas são homenagens aos dois maiores ícones do clube portenho, Diego Maradona e Juan Roman Riquelme. Jogadores mundialmente conhecidos. Também foi berço de inúmeros outros craques, entre eles, no caso dos que acompanhei, Tevez, Palermo, Palacio.

 

 

 

 

Me encaminhei para a bilheteria e comprei o meu ingresso, que custava mais ou menos 40 pesos, algo em torno de 17 reais. E olhem que estava lotado. Imagina a grana que não entra no caixa do Boca todos os dias.

 

No museu, vários artigos usados pelos jogadores, troféus, vídeos com os campeonatos conquistados, com destaque para os mundiais vencidos no Japão e as Libertadores. (Uma delas vencida nos penalties contra o Cruzeiro em 1977).

 

 

Uma sala especial, com ótimo som e uma espécie de cinema em 360 graus, o visitante pode se sentir entrando no estádio lotado. Do outro lado um cinema com a história dos grandes jogadores e muitos gols. Tudo debaixo das arquibancadas.

 

Na sequência, seguimos para conhecer o interior do estádio, com um guia simpático, que foi mostrando os detalhes desse grande palco do futebol.

Subi algumas escadas e logo avistei o campo. Vejam pelas fotos como a arquibancada fica próxima do gramado. Incrível, muito perto. 

 

Entrada pelo lado direito do Estádio, nos camarotes.
Visão de quem está sentado no camarote e a proximidade do campo.

Visão central dos camarotes

 

Logo pensei a causa do Boca vencer tanto na Libertadores e da incrível atmosfera que envolve os jogos nesse estádio. A pressão da torcida faz a diferença. Todos os times que precisam jogar por lá já vão com receio de perder, pois a acústica é desenhada para pressionar os adversários.

 

A divisão do estádio é feita com camarotes para os sócios, cadeiras cativas e arquibancadas simples, sem assento, onde a torcida assiste ao jogo em pé o tempo todo.

A grande maioria dos frequentadores do estádio é de sócios torcedores, que pagam mensalmente por seu lugar e depois de 30 anos pagando, ganham um passaporte definitivo para todos os jogos. O ingresso para não sócios é bastante caro, girando em torno de 150 dólares americanos.

 

A torcida visitante é colocada no último piso, bem no alto à esquerda dos camarotes, ficando o mais longe possível do campo. Vejam na foto os detalhes.

 

Vista de dentro do campo.

 

A localização dos vestiários também é estratégica.

O time visitante fica exatamente embaixo da torcida mais fanática do Boca, com o número 12 na foto abaixo,  que fica pulando o tempo todo.

 

Os torcedores ficam de pé o jogo todo. No momento do gol descem correndo todos juntos.
Visão da torcida 12 do Boca, a mais fanática.

 

 

Já o vestiário do Boca fica localizado na parte central do estádio.

Mais confortável e com uma saída bem no meio campo.

Vejam abaixo :

 

Saída para o time do Boca, direto do vestiário para o campo.
Vista do outro lado do Estádio, de frente para os camarotes.

 

 

Em seguida conhecemos as demais dependências do estádio. O guia pergunta para os visitantes sobre quais times estavam presentes na visita.  Neste dia houve torcedores do Flamengo, Grêmio, Inter, América Mineiro, Colo Colo, Ceará e claro, do meu Cruzeiro.

Para finalizar, por 40 pesos, você podia tirar uma foto com a taça libertadores.

 

Lanchonetes do Estádio, todas padronizadas.
Fotos com a Taça Libertadores.

 

Vários brasileiros tiraram fotos, levando bandeiras do seu time, principalmente do Inter e do Grêmio.

 

Na saída do estádio, mais uma parte do museu, com um vídeo da última conquista da Libertadores pelo Boca, em 2007, contra o Grêmio.

 

 

 

Pensei que as atrações já haviam acabado mas ao descer a escada que dá acesso novamente a loja, uma imensa foto do Maradona, que está logo abaixo.

 

 

Para quem for a Argentina e gostar de futebol, este passeio é imperdível.

 

Saudações Alvinopolenses.

 

Gjunior é alvinopolense.

Contato : alvinews14@gmail.com