Maratona na Disney

 

De Alvinópolis para o Mundo!

 

Éder Carvalho

 

 

Nos dias 10 e 11 de janeiro houve na Disney o Desafio do Pateta.  

Não tenho conhecimento se todos sabem, mas trata-se de uma Meia Maratona (21 KM) no sábado (dia 10) e uma Maratona (42 KM) (dia 11).  O louco (ou o bobo ou até mesmo o Pateta) que se dispõe a fazer estas corridas e consegue completá-las ganha uma terceira medalha, representando o alcance do objetivo do final de semana.

 

Pois bem.  Eu me inscrevi e não treinei.  Comi até, mas muuuuuuito mesmo no Natal.  No Ano Novo, junto com minha família no nosso primeiro Réveillon na casa de Vô Darcy e Vó Ritinha sem a presença de ambos, bebemos, comemos, dançamos e quilogramas vindo junto.  Além disso, todo mundo sabe como é a alimentação dos americanos e, consequentemente, não tem jeito de fazer regime por lá.

 

Na sexta-feira eu e minha família andamos até, brincamos em todos os brinquedos possíveis por um dia e fomos dormir já quase a meia noite.  Levantei às 3:30 da madrugada para pegar o ônibus que leva os “atletas” para a concentração.  A corrida se iniciaria às 5:50.

 

Comecei a correr sem a mínima noção do que iria acontecer e à medida em que a prova se desenvolvia pude perceber que eu conseguiria.  Quando a prova entra no parque e você vê os personagens, você fica doido!  Eu tinha levado uma máquina fotográfica pequena e fui parando e tirando foto com o Pateta, Mickey, Donald, Sr e Sra. Incrível, Pocahontas, Monstros S.A., Power Ranger e por aí vai.  Não acreditava que estava ali e era uma alegria, porque todos os adultos que estavam correndo riam iguais a mim, como meninos.

 

 

Na linha de chegada, após 2h4m, sem descontar os tempos de paradas para fotografar, ouvi uma homenagem.  Parei para ouvir e tratava-se do Rick Hoyt, um cara com paralisia cerebral cujo pai o leva aos triátlons, nadando puxando um bote com o Rick, depois pedala com ele num cestinho na bicicleta e, por último, corre empurrando o filho, que completava 49 anos naquele dia, num carrinho tipo carro de bebê.  Logicamente parei, dei um abraço e toma-lhe foto. 

 

 

Ele me perguntou de onde eu era.  Claro que resposta poderia dar?  “Alvinópolis, one special city from Brazil”.  “Oh, I never hear about this city but I’m sure it’s a good place”

 

Bem, já tinha completado a Meia Maratona e pronto.  Saí, passeei durante o dia, andei até e comi um cheese burger duplo à meia noite, junto com uma Coca-cola daquelas bitelonas que vendia no armazém de Zé Cal ou a gente ainda encontra na loja de Corjesus.  Pois vocês acreditam que o relógio despertou novamente às 3h30m e lá fui eu correr os 42.195 metros da Maratona.

 

Fui lá para ver o que dava e consegui, aos trancos e barrancos completar esta prova.  Um dos momentos mais importantes e emocionantes foi quando passei pelo parque Animal Kingdom e uma senhorita que estava com o microfone às mãos ia lendo o nome dos corredores e seus locais de origem, pois passávamos com o chip num tapete que passava os dados a ela.  

 

Quando eu passei ela gritou:

- “Ider, from Alvinópolis Brazil” 

Aí eu dei aquele berro:

- From Alvinópolis to the world. Ê Margarida!  Bica ele galo, bica!

 

 

E todo mundo aplaudiu, mas tenho certeza que ninguém sabe quem é a Margarida nem que galo que estava bicando quem.

 

Resumindo então a história, após 5h20m,. consegui completar minha Maratona mais difícil até hoje (5ª), mas também a mais prazerosa.  Estou anexando algumas fotos dos eventos e quis compartilhar com cada um de vocês que tenho os e-mails e que amam nossa querida cidade.  Infelizmente não foi possível correr com a tradicional camisa “De Alvinópolis para o Mundo”, por razões que fogem ao caso mas oportunidades não faltarão.

 

 

Caso queiram dividir esta minha alegria com alguém de seu convívio e de sua confiança, sintam-se inteiramente à vontade pois acho que é em momentos assim que podemos levar o nome de nossa cidade adiante e talvez, de boca em boca, vamos crescendo cada vez mais, individual e coletivamente o orgulho de ser alvinopolense (vale também para torcedores do Industrial, que é o meu caso – ah o 4 a zero, hein?)

 

Um abraço a todos.

 

Éder Carvalho é alvinopolense e reside em Belo Horizonte.

Contato : eder.carvalho@agnet.com.br