A
tocaia
Rubens
Pontes
Conto retirado do
livro Alvinópolis e Literatura – Antologia, do ano de 1973, de autoria do José
Afrânio Moreira Duarte, um apaixonado por Alvinópolis.
(Trabalho classificado em primeiro lugar no Concurso
Permanente de Contos da Prefeitura Municipal de Belo
Horizonte em 1973).
Então, Maria, está combinado?
-
Não sei, respondeu ela com um dar de ombros indeciso.
-
Nesse caso, ficamos assim: - você fica morando aqui
mesmo, mas não vai aos bailes do “Puxa Faca”. Está bem
desse jeito?
- Não
sei... repetiu a Maria, com expressão de desalento e
cansaço.
Corisco,
recostado à cadeira, com os olhos bambos da meia
embriaguez, não percebia as piscadelas ariscas e os
gestos da Chica Baiana, a velha dona da pensão, que lhe
fazia sinal para não aceitar as propostas do João
Corisco.
Percebendo que o homem voltava pela terceira vez,
insistindo em suas propostas, aproximou-se para salvar o
embaraço crescente da noviça:
- Venha
cá, minha filha. Você deve estar muito cansada. Vou
preparar alguma coisa, que já são horas de tirar o
orvalho do queixo.
Maria se levantou, muito sem jeito, e acompanhou a dona
da casa.
A velha baiana, experimentada e vivida, conduziu a moça
para o quarto melhor da casa e, até mesmo antes de
perguntar sobre sua vida, ministrou os primeiros
conselhos para os novos rumos do seu destino.
- Minha
filha, não caia na bobagem de se prender a ninguém. Isso
de ficar para sempre amarrada a um homem, só casando. E,
assim mesmo, Deus sabe o quanto custa esse juramento.
Não se deixe prender a troco de nada. Já que você perdeu
tudo, deve conservar a única coisa que vale nesta vida -
a liberdade. Agora, volte para a mesa. Se o Corisco
insistir, diga que precisa pensar. Mas não ponha o pé na
peia.
A Chica
Baiana, agora murcha e acabada, foi por muito tempo a
mulher fatal daquelas redondezas. Embriagada de mocidade
e alegria, cortejada e querida, deixara-se levar por
ilusões fáceis e, por alongar demais as suas noites,
muito encurtara seus dias de juventude.
De repente, estava envelhecida 'e sozinha. Mas, em vez
de sustentar a luta surda e inglória contra os estragos
do tempo, aceitou sem grande amargura a realidade.
Enquanto
havia tempo, alugara a pensão onde passara seus melhores
anos e vivia agora de estranha simbiose, associando sua
experiência à juventude das noviças que a vinham suceder
na ronda dos anos.
Maria
Cabrita, que acabava de chegar à sua casa, com o vestido
do corpo e uns pobres trapos amarrados numa pequena
trouxa, era uma das muitas que se engajavam na multidão
sombria das marginais, essas criaturas que existem, amam
e sofrem, mas que o mundo finge ignorar.
Criada
desde pequenina pelos donos de uma fazenda próxima,
desde quando perdera os pais, crescera ao Deus-dará, sem
carinho e sem amor. Trabalhava no pesado, fazendo milho
até altas horas da noite, chegando ao moinho antes do
sol, para recolher o fubá dos leitões.
Bem que a pobre menina merecia um destino melhor. Mas
havia na casa duas mocinhas, mais ou menos da mesma
idade, filhas do patrão, e era preciso evitar confusões
embaraçosas, que podiam ferir o orgulho de D. Amélia. Só
por força desse pequeno azar, a menina era tratada com
rispidez e severidade.
O apelido de
Cabrita - porque era um pouco mais fechada de cor -
tinha origem na preocupação de d. Amélia em grifar bem
as diferenças de condição.
Maria tinha os olhos verdes e enormes. E esses olhos,
que podiam fazer sua felicidade ou sua desgraça.
Acabaram arrastando a pobrezinha por este último
caminho.
Ninguém sabia
de nada, até o dia em que um moço da fazenda, que estava
pescando no poço do moinho, ouviu ranger a porta e,
espreitando, escondido nas bananeiras, viu bem
distintamente dois vultos que se esgueiravam na
semi-escuridão da noite .
Daí até sua
fuga, quase de mãos vazias, foi coisa de uma semana. Uma
semana que lhe pareceu eterna, sob olhares de malícia,
cochichos e indiretas que falavam claramente de seu amor
e de seu pecado.
Naquela noite, a noviça não apareceu na sala principal
da pensão, onde mulheres e homens fumavam e bebiam. A
vila inteira sabia da novidade e a casa estava cheia de
homens ardendo em curiosidade para ver a Cabrita.
A dona da pensão, raposa velha, encontrava desculpas, as
mais várias, para não deixar aquela lebrezinha inocente
cair no covil dos lobos.
- Está morta de
doente. Andou fugida no mato. Perdeu-se no caminho e
chegou arrebentada de fome e de canseira...
A
verdade é que a moça precisava aprender muita coisa,
antes de entrar naquele caminho sem retorno daquela
vida. Estava muito inclinada a aceitar o primeiro amparo
que se oferecia e bem que aquele Corisco agradava
as suas simpatias.
Mas a Baiana martelava os conselhos da sua experiência:
-
Escute, minha filha. O João Corisco é muito bom de
coração. É mão aberta e não faz conta de nada. Mas é
jogador. Hoje, tem dinheiro, para gastar com champanha;
amanhã, não tem para o cigarro. E quem faz jogo com a
vida, acaba como eu. A mulher só tem um trunfo e precisa
aproveitar bem a jogada. Enquanto você for nova e
bonita, não falta nada. Mas isso acaba antes da vida,
quando é muito tarde para o arrependimento. Se você
tiver um bom companheiro, pode viver muito bem. Mas não
se engane, minha filha, na hora em que você mais
precisar dele, é certo o abandono. E então você não terá
a menor esperança. Enquanto muitos a querem, todos terão
empenho em a disputar. No dia em que você se entregar
sem reservas, conquistada para sempre, não terá mais que
o feijão e a roupa. É isso mesmo, com muita medida e
parcimônia. . .
Na
noite seguinte, a novata entrou no salão, sob uma chuva
de olhares famintos.
A
Chica Baiana foi direito à mesa do que bebia sozinho, o
Raimundão, que parecia querer apagar uma grande
amargura.
Sentou-se à sua esquerda, para deixar vaga uma cadeira
bem defronte do freguês. Tudo pareceu natural e
desestudado, mas não passava de uma cena ensaiada pela
manhosa patroa daquele rebanho de ovelhas desgarradas.
Em poucos minutos, era chamada e saia, pedindo
desculpas, deixando sozinha a noviça.
-
Então? É você a morena de olhos verdes?
O homem
não fez rodeios. Disse que morava retirado e vinha à
vila todas as sextas-feiras, para espairecer. Deu a
entender que era infeliz e precisava de uma porta de
fuga para suas atribulações. Não pedia muito. Apenas que
não fizessem troça dele. Confessou, com suas maneiras de
homem rude, habituado ao trato da terra, a sua simpatia
pelos olhos verdes da mocinha. Disse tudo que podia
fazer por ela e tudo que esperava receber. Não queria
mulher nem muito escrava, nem muito livre. Nem só dele,
nem de todo mundo.
A noviça, num golpe de intuição, que é a ciência inata
de todas as mulheres, compreendeu de relance que aquele
homem era a isca para acender a fogueira das disputas.
Não demorou
muito, confirmaram-se suas intimas suspeitas.
Aproveitando
um instante em que o Raimundão se afastara da mesa, a
industriosa Baiana passou por perto e lhe mandou, 'num
piscar de olhos, uma mensagem que dizia tudo.
Maria,
ingênua e simples, sem ter percebido ainda toda a
extensão de seu novo mundo, sob a influência, ainda, de
hábitos antigos, chamou de senhora à velha decaida, para
lhe dizer, com simplicidade e doçura:
- Senhora é
danada de esperta, heim, D. Chica?
Lá pela uma
hora da madrugada, entrava sozinho o João Corisco.
Vinha do Bar
do Vié, de uma roda de pôquer, e só mesmo a paixão cega
pelo jogo poderia explicar tão grande atraso, quando seu
desejo o empurrava na direção de Maria Cabrita, desde
aquele primeiro encontro ocasional e inesperado.
Vinha de uma
noitada feliz, com os bolsos cheios de notas
amarrotadas. Dinheiro de vento, que passava por suas
mãos apenas de visita. Arrumar as notas em carteira,
seria perder tempo .
Ao dar
com os olhos na Maria e vendo-a na mesa do Raimundão uma
expressão quase sombria cobriu-lhe o rosto.
Correu o
olhar em torno, escolheu uma mesa vazia e virou o
espaldar das cadeiras restantes, como a dizer que
desejava estar só e que esperava companhia.
Pediu uma
cerveja, que ia sorvendo sem prazer. De vez em quando,
olhava disfarçadamente para a mesa da Cabrita e seus
olhos desferiam lampejos de fogo, com revérbero de aço.
O salão ia-se
esvaziando, à medida que os casais se recolhiam tontos
de sono e de bebida.
Raimundão não pôde
ficar, naquela noite. Não podia romper de repente suas
ligações antigas, sobretudo porque seus filhos
frequentavam a escola da vila e eles não tinham culpa da
sua tragédia doméstica. Precisava guardar as aparências
e por isso voltava sempre à fazenda antes do amanhecer.
Quando
a moça ficou sozinha, correu para junto da dona da casa.
Não sabia dar um passo, dizer uma palavra, sem o comando
invisível ,dos olhos da Baiana que falavam uma linguagem
misteriosa, só entendida
pelas mulheres. A Maria era uma boneca movida pelos fios
invisíveis daqueles olhos enigmáticos.
-
O Corisco está esperando.
A
Cabrita obedeceu de pronto. Encaminhou-se como um
autômato para a mesa do homem. Demorou-se apenas o tempo
de entender a mensagem secreta que lhe dizia - “Não seja
boba. Aproveite".
Pediu licença para sentar-se, como na velha casa da
fazenda, à hora do jantar. E enquanto o Corisco
permanecia calado, no seu amuo de ofendido, Maria
pensava coisas estranhas.
D. Amélia, que parecia lhe querer tanto bem, sempre a
tratava com severidade, muitas vezes cruel. E aquela
mulher, estranha à sua vida e ao seu passado, que nada
lhe podia oferecer senão apontar-lhe os caminhos mais
tristes, era assim tão dedicada na sua devoção quase
enternecida.
Bem que se diz que os caminhos do inferno são cobertos
de flores.
Maria
foi arrancada desses pensamentos, quase sem susto, pelo
tilintar do copo na garrafa, pedindo outra cerveja.
-
Foi o Raimundão que deu a você esse vestido mortalha?
-
Não, Corisco. Foi d. Chica que me emprestou.
-
D. Chica? Ah! Ah! Ah!, disparou o João, numa gargalhada
sonora e comprida, em que se abria pela primeira vez
naquela noite. Pois vai dizer à sua “Dona” Chica que
você não precisa de esmola. Tome! Amanhã,mande fazer uma
roupa decente.
Os olhos da pobre menina se esbugalharam de espanto. A
nota amarfanhada que o Corisco jogava como papel inútil
era um conto de réis! Mil cruzeiros! Teve até medo de
pegar no dinheiro, mas lembrou-se da piscadela da
Baiana: “Não seja boba. Aproveite”.
Quando Raimundão voltou, na semana seguinte, a menina
era outra. Mostrava seu vestido de seda, coquete e
feminil.
O homem
se transtornou visivelmente. Aquilo era afronta do
Corisco, aquele perdido, beberrão e jogador.
-
Esse pano é bom mesmo, heim, Maria? - perguntou o
Raimundão sublinhando as palavras com rancor.
E, sem dizer palavra, puxou com violência o decote e,
antes que a Maria se voltasse da surpresa, ouviu do
companheiro que lhe apresentava com desprezo um punhado
de notas:
-
Tome. Compre três vestidos mais bonitos do que este!
As represálias foram-se sucedendo, cada vez mais
agressivas, de lado a lado. Os dois homens se insultavam
e se ofendiam, insuflados pela velha Chica Baiana, que
não via a inimizade passar muito além dos limites
de uma simples rivalidade de machos.
O
Corisco andava agora numa onda de azar e não podia
cobrir os lances daquele estranho leilão, A cada noite
que sonhava desforrar os desfalques da véspera, se
arruinava ainda mais.
Já não tinha relógio, anéis e as próprias roupas iam
sendo engolidas no sorvedoiro do pano verde. Começava a
ser evitado pelos parceiros, que às
vezes lhe deixavam ficha para arriscar a sorte.
E, afinal, chegou a noite temida por um jogador - não
teve quem lhe pagasse o jantar e o dono do botequim lhe
fechava o crédito. Por desgraça, aquela noite era
sexta-feira.
Pela madrugada, o Raimundão voltaria à fazenda,
dormitando sobre a sela do seu burro queimado .O demônio
soprou-lhe esse pensamento e o despeito fez o resto.
Que tinha ele a perder? Nada. Desgarrado no mundo, quase
sem família, era um número a mais no quadro dos
viventes.
Também o Raimundo pouca falta fazia. Tinha estado,
família, mas tudo encoberto por uma legenda obscura de
crimes, de assalto e de morte. Contava-se como certo que
começara a vida assassinando o sócio, de volta de São
Paulo, onde venderam uma partida de gado.
Além de tudo, a vila de Estrela era um pedaço de terra
ignorado na vastidão do mundo. Tudo ali morria ao fim de
uma semana.
Todos sabiam que ele perdera no jogo os últimos trastes
de sua propriedade; na derradeira cartada, perdera
justamente o revólver Colt, calibre 38, última coisa que
poderia arriscar no pano da esperança.
Mais uma vez, o diabo segredou-lhe que ninguém poderia
distinguir entre a bala 38 de um revólver e a 380 de uma
garrucha velha de que só agora se lembrava de estar
guardada no fundo da canastra, envenenada de ferrugem.
Movido pela corda desses pensamentos sinistros, meia
hora depois estava o Corisco numa curva da estrada,
disfarçado entre ramos, à esquerda da porteira. Apontou
muitas vezes a arma, exercitando os nervos e a pontaria.
E ali se demorou, quieto como uma sombra, ouvindo o
bater coração.
Devia pensar agora na maneira de afastar de si qualquer
suspeita. Depois de tudo, deveria chegar em casa sem ser
visto por ninguém. No dia seguinte se levantaria à hora
habitual e não fugiria à rotina de sempre. Com certeza,
muita gente iria ver o corpo do Raimundão, estirado de
bruços no caminho, com a boca cheia de formigas. Se todo
mundo fosse, ele, também, deveria comparecer à romaria,
mostrar o mesmo pesar, acompanhando a ladainha das
lamentações:
-
Coitado do Raimundão! '
Nenhuma
alusão ao seu passado, porque os mortos não têm
defeitos.
A
antevisão desse quadro causou-lhe um primeiro arrepio:
um repelão incômodo que pareceu estremecer todo seu
corpo.
Sobretudo, não poderia sair da vila e deveria chegar à
porta quando passasse o enterro, pois morava no caminho
do cemitério e tinha o hábito de ver passar os cortejos
.
A lembrança do caixão levado pelas mãos amigas,
causou-lhe novo estremecimento: um mal-estar indefinido,
outra vez aquela coisa subindo pelo corpo até à sensação
de que os cabelos cresciam sob o chapéu.
E ia repassando assim a seqüência das cenas. As vezes,
tentava sacudir esses pensamentos, mas parecia arrastado
por eles. E, nessa ordem de idéias, via pela primeira
vez a mulher do Raimundão em luto fechado, acompanhada
de três ou quatro crianças, indo à igreja para a missa
de sétimo dia.
Perdido no mundo fantasmagórico dessas visões, foi
sacudido por um frêmito de susto. Ferindo silêncio da
noite, o sino da igreja começava a contar, pausadamente,
doze badaladas.
O Corisco, como que acordado de um longo pesadelo,
atirou longe a garrucha velha e se encaminhou para a
vila.
E por causa de quê? - pensava ele. De uma mulatinha
vulgar! Não! A Cabrita não teria essa glória. O mundo
está cheio de mulheres .
Ao entrar no coração da vila, o Corisco, ainda havia
pouco tão temeroso de ser pressentido, esforçava se por
encontrar alguém que o visse passar àquela hora. Mas não
havia ninguém no deserto das ruas silenciosas. Assoviava
alto, quase sem perceber, alegre como um passarinho.
Quando procurava no bolso a chave de sua porta, ainda
olhou para todos os lados. Mas não viu alma viva, àquela
hora da madrugada.
De repente, um estampido seco de tiro e o Corisco tombou
cambaleante no esforço de encostar-se à parede.
Antes de morrer, ainda distinguiu o vulto que se
afastava, correndo, e ouviu o tropel distante de animal
a galope.
Muitos anos depois, quando um homem era entregue pelas
mãos da morte à justiça de Deus, se esclareceu o
mistério antigo da tocaia.
Era o Raimundão que naquela mesma noite espreitava na
sombra a volta do Corisco .
Maria Cabrita não chegou a viver para a glória de saber
que aquele homem de mão aberta e generoso de coração,
antes de matar, morria por sua causa...
RUBENS
PONTES
O Dr. Rubens da Silva Pontes, filho do Dr. José
Piedade da Silva Pontes, médico, e de D. Edith Barros
Pontes, nasceu em Alvinópolis, no dia 14 de dezembro de
1922.
Em 1946, bacharelou-se pela Faculdade de Direito da
Universidade Federal de Minas Gerais. Tomou-se figura de
grande projeção nos meios jornalísticos de Belo
Horizonte. Ocupou altos postos na “Folha de Minas”,
tendo sido apontado como o “melhor do ano", no seu setor
de atividades, durante cerca de uma década.
Posteriormente, trabalhou no “Diário de Minas”, “Estado
de Minas" e “Diário da Tarde". Na TV Itacolomi, ocupou
os cargos de supervisor de programação,
diretor-comercial e diretor-geral. Mais tarde,exerceu
funções análogas na TV Belo Horizonte e na TV Vila Rica.
Juntamente com Fábio Campos Mota e Cid Rebelo Horta,
fundou a Revista “Vida Industrial", na Federação das
Indústrias, publicação essa de que foi diretor.
Participou, também, da direção do Sindicato dos
Jornalistas Profissionais e da Associação Mineira de
Propaganda. Em 1970, assumiu a gerência de Relações
Públicas das Listas Telefônicas Brasileiras, para Minas
Gerais e Brasília.
Contista e poeta de muitos méritos. Rubens Pontes teve
alguns contos premiados em concursos e viu poemas seus
incluídos em antologias, inclusive na “A MULHER NA
POESIA DO BRASIL", organizada por Da Costa Santos.
Como jornalista, fez estágio nos Estados Unidos,México e
Itália.