Homenagem a Magda Lúcia Rodrigues

Escrevendo Alvinópolis para o mundo.

Destaque da nossa literatura,

o Alvinews tem o prazer de prestar uma singela homenagem a

 

Magda Lúcia Rodrigues,

 

Recebendo o prêmio Henriqueta Lisboa de poesia.

 

 

escritora que levou consigo Alvinópolis para o Brasil e para o mundo.

Formada em Direito pela PUC-MG, além de escritora,

é Advogada e Membro da Advocacia Geral da União (Procuradora Federal).

Se destacou na literatura seguindo o caminho aberto pelo nosso maior ícone da literatura,

José Afrânio Moreira Duarte, pertencendo hoje a diversas Academias Literárias ou congêneres, destacando-se: Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, Academia Feminina Mineira de Letras, Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, Academia de Letras de Uruguaiana e Academia Interamericana de Literatura e Jurisprudência.

No exterior, à Academy of Letter of England.

 

 

Sobre Alvinópolis

Chão e lua

 



Vista das montanhas, minha doce terra
parece um pequeno e singelo presépio
esculpido pelas mãos do menino-Deus
em véspera e tempo de seu nascimento.

No pontear de seus sobrados e telhados
- o abstrato amor faz cantigas de espera
e a quietude paira sob os jardins e trevas
no crescer das flores e de seus mistérios.

Em suas ladeiras, ruas e poucas praças
um vai-e-vem de vidas matiza a natureza
e na pausa da noite o vozear da alegria.
- Crianças fincam pés no chão, ora na lua. 

 

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Última Publicação

Nos Olhos Azuis de Turquesa &  Bailado das Máscaras, 2006

Livros: "Nos Olhos Azuis de Turquesa" e "Bailado das Máscaras"
Como diz nosso amigo e confrade da Gen-Minas Aristóteles Rodrigues "caíram em minhas mãos" os atuais livros da nossa amiga Magda Lúcia Rodrigues (filha de José Rodrigues Filho, Maria Turrer Rodrigues e Alvinópolis *): "Nos Olhos Azuis de Turquesa" e "Bailado das Máscaras". O primeiro é um amplo trabalho de genealogia (dos mais completos que já vi de um pesquisador brasileiro com raízes em Minas, chegando à Itália e Império Austro-Húngaro de tempos bem remotos) do qual há uma herança invejável de cópias dos assentos e de muitos gráficos de linhagem. Um trabalho cuidadoso, amplamente investigativo.
"Feliz mão. Feliz atividade de tecelã dedicada e amorosa. Feliz tecido", como também bem disse Aristóteles Rodrigues.
O segundo Bailado das Máscaras, é um trabalho sensível, delicado, de maturidade na linguagem e saboroso de ler. Para não dizerem que sou egoísta aí vão poucos pedaços do regalo (p.28):
 


Se me amasse...

De tudo e em todas as horas
esse amor subjuntivo
no pretérito imperfeito
de meu gosto à vida.

E em um substantivo e outro
a sua sintaxe e regência.
Um falar de seu olhar atento
- quase sempre a comunhão.

Se sua voz é predicativa
- ofício expresso da harmonia -
em tempo determinante
é razão inteira da oração.



Alexandre Pastre Gonçalves - (Genealogista e historiador)

Pedidos pelos e-mail´s: magdabeaga@terra.com.br e magdaturrer@terra.com.br

 

 

 

Entrevista histórica com a escritora e acadêmica

Magda Lúcia Rodrigues

Por José Afrânio Moreira Duarte

(Escritor, membro da Academia Mineira de Letras, falecido em 2008)

 

 

 

1- A poesia é necessária?

             Sim, porque nela se professa o tom grave e profundo da linguagem que alimenta o sonho, faz dormitar o sofrer humano e nos oferece uma correspondência entre a aparência das coisas e a realidade.

 

      2- Você escreve poemas com versos livres e simultaneamente sonetos bem rimados e metrificados, nos moldes tradicionais. Parece-lhe que as duas tendências podem conviver pacificamente?

A poesia é em sua essência algo de sagrado, sem fronteiras. Para

os que cultuam o molde tradicional há os sonetos rimados e metrificados a riqueza dos fios do ouro; para outros – os chamados versos livres – em menor escala, são os fios da prata. Para mim, estes fios podem se entrelaçar na alquimia da palavra e na delicadeza de um versejar pleno. Tais exemplos temos na riquíssima obra da mineira Henriqueta Lisboa e da paulista Renata Palottini, entre tantos outros.

 

   3- O que é mais importante na poesia, a forma ou o fundo?

        A poesia é o expressar sinteticamente enriquecido da linguagem do imaginário, aliada ao sentimento e percepção da realidade próxima ou distante. A forma como medida reguladora aperfeiçoa, enquanto a magnitude do fundo ou de profundidade  perpetua palavra, ritmo e o conteúdo da própria inspiração.

 

  4- Que pensa sobre as Academias de Letras?

       Embora eu já pertença, desde a década de 80,  como membro efetivo, honorário e correspondente, a algumas Academias de Letras do Brasil e uma no exterior, somente quando ingressei na Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais é que rompi com inúmeros e negativos preconceitos, tão comuns aos que desconhecem a riqueza desse convívio. Inegavelmente, foi através da responsabilidade da “imortalidade” acadêmica que passei a sentir uma exigência maior do conhecer, aperfeiçoar e de apreender. 

 

 5- Prefere ser chamada de poeta ou de poetisa?

       Não vejo diferença entre a designação poeta ou poetisa, a não ser quando, gramaticalmente, se queira  diferenciar o ser masculino do feminino. Não é em vão que se diz: “Anjo e poeta não tem sexo”. De resto, o que importa em poesia é o desnudar de si mesmo, seja por desprendimento, empatia ou total entrega a tão belo ofício.

 

  6- Que emoção sentiu ao ver seus poemas traduzidos para o francês publicados na Revista francesa “Jalons”, de Nantes?

       Senti a humana vaidade e orgulho em participar da seção “Les Domaines: Brésil” da Revista “Jalons” ao lado do ilustre cronista e célebre poeta mineiro Affonso Romano de Sant’Anna, além de encantada com a generosidade do poeta  Jean-Paul Mestas  por traduzir e divulgar, internacionalmente, meu trabalho. Sou grata e estou muito feliz!

 

 7- São importantes os Concursos Literários?

      Sim, pois só  com o reconhecimento do valor individual há possibilidade, na maioria das vezes, em obter-se divulgação – a mais árdua tarefa de qualquer artista. Prêmio e classificação são garras da sedução e modos que apenas nos completam.

 

 8- Pretende dedicar-se somente à poesia ou ainda vai escrever prosa também?

       Vontade não me falta para a atividade intelectual. Como poucos, hoje eu me dedico exclusivamente à literatura – não como um mero hábito, mas como um trabalho sem remuneração, plenamente enriquecido do prazer.  Ponho minhas asas na poesia e viajo mundo adentro e afora, sempre de olhos além das montanhas. Não me faltam projetos no campo da prosa. Ela me fascina e sempre me seduz.

 

 

 

Homenagens

 

 

Na Academia Mineira de Letras

 

Algo de muitíssimo especial aconteceu naquela noite, e quem estava lá dificilmente deixará de sentir o calor que reinava naquele salão!!!

Não era só um encontro, como muitos que acontecem todos os dias, em casamentos, aniversários e coisas afins.

Aconteceu ali um inesperado convívio, que na verdade durou pouco, mas que deixou no ar  uma coisa incomum. Os olhares não eram de curiosidade ou de reparo, o que geralmente ocorre em situações casuais dessas festas. O ar estava carregado de emoções muito fortes que a todos unia numa inexplicável harmonia e felicidade, mesmo entre os arroubos de abraços e lágrimas.

Tudo era mágico. A orquestra com canções primorosas, o salão e as pessoas pareciam flutuar pra lá e pra cá, sempre em volta de uma rainha, coroada de carinho em olhares "azuis Turquesa" e de outras tantas cores, no choro não contido, nos abraços de cada um e em todos os "causos relembrados"...

Magda teve a sua recompensa com todos à sua volta. E o presente cultural que ela nos deu, permanecerá por gerações presentes e nas que virão. Estará  em cada olhar que repassar as páginas do livro “Nos olhos azuis de turquesa”,  a genealogia de nossa família Turrer. Essa linda história – de idas e vindas – de vidas que se eternizaram graças a sua disposição e competência, nesse seu amor incondicional,  que só uma grande paixão pode mover.

Foi uma “festança” inesquecível...    

JANE TURRER (Professora de Yoga e Meditação)

 

 

Com você quero estar em Alvinópolis

                                         

Encontro-me com “Nos olhos azuis de turquesa”, um estudo genealógico da família Turrer, que é a sua própria família. Uma edição luxuosa, em excelente papel e magnífico bom gosto.Gente bonita e fotos bonitas! Vigorosa a sua família. Talentosa, lutadora, inspirada e marcante. Muito digna.

Seus pais, além de outros dotes, fisicamente belos! Certo:”quem herda não furta”. Daí ser você o que é, sem favores.

“Nos olhos azuis de turquesa”, o azul remanescente da beleza. Azul de almofadas suaves de berços, de colheitas de flores, de raças antigas, de beijos e de sorrisos. Tudo muito azul. Muito límpido.

Missão árdua, heróica, essa sua. Mas valeu! Pesquisou, lutou e conseguiu seu nobre objetivo histórico. Sua tarefa é coroada majestosamente, de triunfos. Diria o que Ismaília, Carlos Henrique de Rezende Nozari e Aristóteles Rodrigues disseram com muita propriedade. O sincero interpretar.

Tarefa corajosa e cansativa. Porém, brilhante e valiosa.

Magda Lúcia, “Magducha’s” de muitas lutas e de muitas realizações.

Também quero ser sua prima, ainda que simplesmente pela boa literatura. Com você quero estar em Alvinópolis, cantar com os pássaros

e fluir como as fontes. Em estado absoluto de pureza.

Você e seus livros estão em meu coração.

 

 Mercês Maria Moreira, escritora e acadêmica

 

 

Dados completos da Escritora

 

Nome completo: Magda Lúcia Rodrigues

Nome Literário: Magda  Lúcia Rodrigues

Local de nascimento:  Alvinópolis                 Estado: Minas Gerais - Brasil

Data de nascimento: 26/11/1943

Filiação: José Rodrigues Filho e Maria Turrer Rodrigues

Gênero Literário: Poesia e Prosa.

Curso Superior: Direito – PUC/MG        

Profissão: Advogada e Membro da Advocacia Geral da União (Procuradora Federal aposentada).

 

Pertence acerca de vinte Academias Literárias ou congêneres, destacando-se: Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, Academia Feminina Mineira de Letras, Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, Academia de Letras de Uruguaiana e Academia Interamericana de Literatura e Jurisprudência.

 

Prêmios recebidos:  Obteve numerosos prêmios e Medalhas em Concursos Literários em vários Estados do Brasil e no exterior.  Entre eles: Concurso Nacional “Centenário de Henriqueta Lisboa” – da Academia Mineira de Letras; “ Prêmios de Poesia Alfredo Marques Vianna Góes”, da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais; Prêmio Menção Especial de Poesia “Alejandro Cabasa”da União Brasileira de Escritores - Rio de Janeiro/RJ, todos com o seu livro “Além do Espelho” – Poemas – 2000. Em 2005/06 no Concurso Interno de Crônica – (somente entre acadêmicos) recebeu em 1º lugar: “História que Manuel Alves Nardi me contou”(Manuelzão), e ainda em 1º lugar com o Poema “Noturno”.  Prêmio “Alfredo Marques Vianna de Góes”  no Concurso Interno de Poesia.

Bibliografia:

(Obra individual): “Magducha’s – Poemas” – Editora Souza Rego – 1976,“Narciso & Outros” – Poemas – Coleção Poesia Orbital – 1997, Edição Comemorativa do Centenário de Belo Horizonte, organizado pela Prefeitura Municipal , “Além do Espelho” – Poemas - Editora O Lutador – 2000; “Bailado das Máscaras” –Poemas e “Nos olhos azuis de turquesa”- Genealogia – Editora Anome – 2006.

(Obra coletiva):  “Anuário dos poetas do Brasil” – Editora Folha Carioca –  Organização de Aparício Fernandes, 1978/1982,  “Panorama da  Literatura Alvinopolense” – Editora Página, organização  de  José Afrânio Moreira Duarte – 1992,  “Mil Poetas do Brasil” –  do Instituto Internacional  de  Poesia, organização  de  Toni Carré  –  1995,   “Mostra  Poética  de  Belo Horizonte” –  Organização e  Editoração da  Secretaria de Cultura da  Prefeitura Municipal de Belo Horizonte/MG - 1996, “Práxis” –  Editoração “CEPA”  e  organização  da  Fundação Cultural Estado da Bahia – 1997, “Crestomatia” –  Editoração  e organização  da  Fundação Cultural do Estado da Bahia – 1998,  “Re-In/Sacando a Poesia” –  Editora   Arte Vide Verso  Organização de Rogério Salgado – 1998, “Painel Brasileiro de Novos Talentos” – Edição da Câmara Brasileira de Jovens Escritores – 1999.

Tem Verbetes nas seguintes Enciclopédias:  “Enciclopédia da Literatura  Brasileira – Editora  FAE/MEC,   organização  de  Afrânio  Coutinho  e  Galante de Souza – 1990”, Dicionário  Bibliográfico  de  Escritores Brasileiros Contemporâneos “–  Editora  Geração 70,  Editoração  e  organização  de  Adrião Neto – 1998,” Dicionário de Mulheres “– Editora Nova Dimensão, organização de  Hilda  Agnes  Hubner Flores – 1999,” Enciclopédia da Literatura Brasileira “, organização de Graça Coutinho e Rita Moutinho – 2001”.

Colaboração literária: em várias edições de livros, Jornais, e Revistas, notadamente nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul. Na França: Revista “JALONS”, na Itália: Revista “SILARUS”; obteve da escritora Lívia Paulini a tradução para o idioma húngaro do  poema "Nas doces águas de amarga vida – “A Kerseru Élet Édes Vizeiben”, publicado na Revista “A PALAVRA” – Nº3 da AFEMIL, etc.

 

Contato : magdabeaga@terra.com.br e magdaturrer@terra.com.br