O Festival está vivo!!!

 

Marcos Martino

 

 

Meu amigo Dindão, dono do jornal Bom Dia diz com muita propriedade que o que precisa para que a cultura aconteça não é dinheiro nem estrutura: é coração.

Ele tem razão. O nosso festival é muito combatido. Há quem diga que é uma festa que já deu o que tinha que dar, que ninguém gosta e outras justificativas para tentar extingui-lo. Mas ele não acaba porque tem pessoas que colocam gostam do festival e lutam para que continue vivo, abrindo suas vitrines, abrindo suas portas para a arte, para o novo.

Para este ano, mais uma vez, tenho de destacar o trabalho do Alessandro. Nos dois anos passados eu estava lutando para fazer o festival e o Alessandro ajudando. Este ano ele está fazendo e eu e mais alguns amigos vamos ajudando no que podemos. A história do Festival desse ano é diferente. No ano passado não foi fácil, mas fizemos um festival lindo no Nicks Bar. E este ano tá sendo muito mais difícil. Graças a Deus tem muita gente boa que está apoiando, mas as despesas exigem pelo menos alguns patrocínios mais vultuosos, para que tenhamos condições de contratar qualidade de som, distribuir bons prêmios, divulgar ao máximo.

De qualquer maneira, o importante mesmo é que o Festival vai acontecer.  Alguns dias atrás, houve uma conversa com o prefeito, quando o mesmo se comprometeu a ajudar o festival, mesmo que perdesse a eleição. Inclusive, me autorizou a divulgar. Só que não ganhou e infelizmente, não terá como cumprir com o combinado devido a necessidades imediatas da prefeitura, no sentido de entregar as contas saneadas ao próximo administrador. Ainda aguardamos algum tipo de participação da prefeitura, como é tradicional, assim como de outros empresários que serão muito bem vindos se vierem somar conosco.

 

 

Independente de tudo, vamos usar o que nós temos de melhor que é o coração e fazermos o festival, do jeito que der. Fazemos nosso Festival há 33 anos. É uma resistência cultural aplaudida em toda a região. Há quem critique, há quem diga que já era, há quem seja saudosista e diga que festivais foram os de antigamente.

Pra mim, festival é o atual e o próximo. Os festivais são verdadeiras escolas de composição, de interação, da expressão poética e musical de um tempo. Não são eventos de entretenimento, são as vezes até meio enfadonhos para o público que está atrás de lazer e de paquera, mas são vitais para os músicos e compositores, principalmente para a turminha mais nova. Quando realizados em praça pública, o povo tende a dispersar e costuma até deixar os artistas sozinhos no palco. Já no Nicks, rola calor humano, uma proximidade, uma participação que não se via há muito tempo.

 Pra dizer a verdade, o festival do ano passado foi tão bom, que dá até medo de não conseguirmos repetir um clima tão positivo como rolou. Quem foi pode dizer.  Mas...vamos tentar fazer melhor. 

Aliás, o próprio público é que faz ficar bom...e os artistas também...

 

 

Marcos Martino é alvinopolense, poeta, escritor, jornalista, músico.

Email : marcos.martino@gmail.com