Algumas
reflexões para a cultura em 2013
Marcos Martino
Um novo grupo político vai administrar
a cidade nos próximos 4 anos e esse grupo tem excelentes
líderes na área cultural, todos bastante engajados, muitos
deles poetas e escritores, de grande importância no
contexto da cidade . Portanto, a essa altura, essas pessoas
já devem estar conversando, trabalhando num plano
estratégico, avaliando o cenário e traçando diretrizes para
a área cultural no município.
Eu queria só propor algumas reflexões,
dentro da minha restrita área de atuação, que talvez possam
ser úteis para o pessoal da cultura.
Em primeiro lugar falo sobre o
Festival de Música.
Acho fantástico termos chegado ao
Festival de número 32. Tem muita, mas muita gente mesmo que
faz parte dessa história, que deu sua mínima colaboração
para que chegasse a esse número fantástico. Nossa cidade
está de parabéns e deve se orgulhar muito disso.
Sobre o festival 2013, já ouvi falar
que a nova administração vai investir pra fazer um festival
bacana.
Alguns tem a opinião de que o
Festival afastou-se do público, que ficou intelectualizado,
que só tem letras difíceis, enfim. É natural. Se o Festival
busca a excelência, é obvio que vai ganhar uma letra mais
elaborada, que agrade ao intelecto e que nem sempre é a que
conquista o público.
Mas aí é que está. O público mais
popular, aquele que sai à noite pra zoar, pra dançar, pra
extravasar, para namorar, fica sem atendimento em sua
demanda de música. Logo fica descontente e vai sempre falar
que o Festival é chato e essas coisas. Mas se oferecermos a
esse público o que ele deseja, todos ficarão satisfeitos.
Isso já aconteceu algumas vezes em Alvinópolis. O problema é
que uma produção assim demanda um investimento financeiro
maior por parte da prefeitura.
Em uma ocasião, em uma administração
do Milton mesmo, tivemos um festival na praça São Sebastião,
com uma banda muito animada tocando depois do Festival. Era
um bailão noite inteira. Se a prefeitura realmente resolver
investir, o Festival pode ser realizado um pouco mais cedo e
depois acontece um baile popular na praça. Outra opção seria
levar esse baile para um dos clubes da cidade, pois teria
mais uma possibilidade de renda. O certo é que, para que o
festival tenha realmente aprovação popular, tem de atender
as demandas do público. Não tem de ser só música para o
intelecto. Tem de ter músicas pra outros sentidos também.
Pra completar poderia ter bandas de músicas, o congado
tocando, os artistas de Alvinópolis envolvidos, seria
mágico. Será bacana se outras artes estiverem envolvidas,
como escultura, vídeo, fotografia, literatura, teatro, etc.
Só esse pitaco mesmo e dizer que tenho
muita esperança de que a cultura seja valorizada no governo
do Milton. Já ouvi falar que vão voltar com a cavalgada e a
Exposição agropecuária, que vão investir nas festas, no
carnaval também. Isso é muito bom.
Espero também que a Festa da Chita
seja valorizada, pois a chita é um dos nossos símbolos.
Esperamos que a BioExtratus continue ensinando e difundindo
cultura. A Semana do Músico na praça Padre João Bosco foi
muito bacana. Pra não ficar falando demais do tema, penso
que não custa nada dar uma repensada na praça São Sebastião.
Quem sabe revigorá-la, botar um piso bonito, bem assentado,
dar uma boa embelezada. É a sala de visitas de Alvinópolis.
A sala de visitas tem de ser bonita e aconchegante. Se
gastar mais um pouquinho, não tem problema. Tem é de ficar
bonita e orgulhar os Alvinopolenses. E pelo Amor de Deus.
Não precisam amarelar a cidade inteira. Peçam os pitacos das
mulheres, pois elas têm bom gosto.