Pracinha da Baixada

 

Marcos Martino

 

Foto : Blog da Praça São Sebastião atual.

http://pracasaosebastiao.blogspot.com/

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Pração São Sebastião - Baixada - Atual

Foto : Gjunior.

 

PRACINHA DA BAIXADA

de Marcos Martino

 

Dia de domingo, após a missa, após a reza

O povo desce todinho em procissão

E menina namoradeira que se preza

Entra na dança do psiu, da cantação

E lá no centro fica o "Bosque dos Amores"

Onde os enamorados vão se encontrar

Pracinha dos vagabundos e dos doutores

Onde a felicidade resolveu morar
 

Todos se encontram na Pracinha da Baixada

Todos se irmanam na Pracinha da Baixada

Corações se unem na Pracinha da Baixada

Beijo escondido na Pracinha da Baixada

 

*Música criada por mim nos meus tempos

de frequentador assíduo da Baixada.

 

 

Sei que existem muitos problemas na cidade que exigem atenção do prefeito e da sociedade. 

As estradas rurais são importantes, pois nós somos um município grande, com muitas estradas de terra e nossa economia depende e muito da agricultura. 

A saúde é vital, pois sem saúde não se pode usufruir do melhor da vida. A educação também é essencial, pois a ignorância é uma forma de cegueira. Educar é ensinar a ver e interpretar. 

As obras do tipo tapa buracos e asfaltamento são muito importantes, pois realmente tá complicado conviver com esse tipo de problema. Só se todo mundo passar a usar carros de rally. 

 

Pração São Sebastião - Baixada - Anos 70.

Fotos: Mauro Sérvulo

 

Imaginem a cidade como um corpo humano.

As vias públicas seriam as artérias onde circularia o sangue. E a praça São Sebastião seria exatamente o coração. A praça é a nossa acrópole. É onde a cidade se encontra, se enamora, ri e chora. Lembro-me que ali, naquele gramado, debaixo das sombras das árvores,  o pessoal deitava e rolava. 

 

Dava pra andar descalço, sentindo o carinho da grama.  Havia menos calor. A natureza estava próxima e havia um clima bucólico, de ar puro e bem viver. Aí é que está o problema.  

Coração de cimento é duro, sem vida. Mas ainda está em tempo. Sempre há tempo.

 

Como dizia Renato Russo, "não há tempo perdido". 

Quem sabe desse aprendizado não surja uma praça nova, remodelada segundo um projeto que respeite o meio ambiente e as nossas tradições?

 

Marcos Martino é alvinopolense, poeta, escritor, jornalista, músico.

Email : marcos.martino@gmail.com