Espaço cultural multiuso em Alvinópolis
Marcos Martino
As
vezes sonhamos e à primeira vista esses sonhos parecem grandiosos, exagerados.
Mas acho que precisamos começar a pensar grande. Se pensarmos pequeno, construiremos
sempre coisas pequenas.
Digo isso porque dias atrás alguém sugeriu que fosse
alugada uma casa em Alvinópolis para comportar uma Casa de Cultura, onde
pudessem ser guardados objetos antigos, quadros, documentos sobre a história,
sobre o passado da cidade.
A
idéia é louvável, mas resolve apenas um problema
cultural ao assumir o papel de museu.
Tudo bem preservar o passado. Mas e o
futuro?
E o que ainda está por vir?
Digo isso porque eu tava sonhando e
divagando outro dia sobre a possibilidade de construirmos em Alvinópolis um
Espaço Multiuso, que comportasse Teatro, Cinema e até salão para exposições,
para guardar nossos documentos históricos, mas também para comportar shows,
festivais, bailes, solenidades, enfim.
Existem vários espaços assim pelo Brasil
afora. Alguns realmente exagerados para as nossa capacidade financeira, mas
podemos e devemos formatar um projeto mais dentro das nossas possibilidades.
Fico pensando! São Gonçalo construiu um espaço fantástico. Tudo bem que a
cidade passa por um momento excelente por causa da Mina de Brucutu, mas se
pensarmos bem, Alvinópolis também tem um potencial cultural maravilhoso e nossa
gente gosta de cultura, gosta do que é bom.
Mas aí alguns
lêem o que escrevi e
pensam:
- Sonha, Marcos Martino.
Alvinópolis não tem condições de configurar
algo assim.
E eu pergunto: -
Por que não?
Sinceramente, acho que dá pra
realizarmos coisas fantásticas se tivermos bons projetos, boa vontade e
suporte.
Para um projeto como esse, a primeira coisa que precisamos é ter um terreno.
Então já vou dar uma
idéia. Sabem a área do ginásio fantasma, aquele que foi
dado como concluído sem ser nem iniciado direito?
Pois é. Se o Galo
Índio
topar, podemos construir o espaço multiuso por ali. Se ele tiver outra área
para doar, melhor.
O segundo passo será a criação de um projeto arquitetônico e
de estrutura interna. Para isso, precisaremos entrar em contato com nossos
arquitetos e engenheiros para ver se topam tamanha empreitada, sem custo ou com
custo mínimo. Pensei em tentar um contato com Álvaro Paiva e Marquinhos de Gelta. Se alguém tiver outros a indicar, beleza.
O terceiro passo será criarmos
um projeto e tentarmos garantir o dinheiro via emenda parlamentar, via outros
projetos como FNC (fundo nacional de cultura). FEC( Fundo Estadual de Cultura)
ou mesmo por intermédio do BDMG.
Enquanto isso, vamos discutindo o projeto
também com alguns deputados e autoridades políticas que trabalham pela região
como Bernardo Santana, filho do ex-deputado e hoje vice-presidente do BDMG,
José Santana de Vasconcelos ( o espaço poderia ter o nome do Deputado José
Santana, em homenagem a um dos Alvinopolenses mais ilustres de todos os
tempos).
Temos ainda os Deputados Marcos Pestana e João Vitor Xavier, amigos
pessoais do prefeito João Galo Índio. Lendo assim parece fácil.
Mas
convenhamos: realizar, fazer acontecer não é tarefa fácil, mas com força de
vontade tudo é possível.
Como diz o ditado, a fé remove montanhas.
Se JK fosse
pensar nas dificuldades, não teria feito Brasília. E para o prefeito João Galo
Índio, um recado.
Conseguir deixar um legado como esses vai marcar a
administração dele para o resto da vida, afinal, como diz o ditado: A arte é
longa e a vida é breve.