Um alvinopolense no show pela 381

 

Marcos Martino

 

 

Tive a honra de participar de um momento único do show pela vida, que busca atenção das autoridades na realização de melhorias para a BR 381, que tem o terrível apelido de Rodovia da Morte.

 

As atrações foram 14Bis, Aggeu Marques, Ana Cristina, Bauxita, Fabrício & Elcimar, Fio da Navalha, In Focus, Luís Carlos Sá (Sá & Guarabyra), Márcio Greyck, Maurício Gasperini, Paulinho Pedra Azul, Rômulo Ras, Telo Borges, Toninho Horta.

A apresentação de Robson Leite (TV Alterosa).

 


 

Deixa eu contar essa história pra vocês.

Certa noite, aconteceu um acidente que chocou Monlevade. Uma senhora muito respeitada, ex secretária de educação e hoje dona de uma renomada escola, perdeu a vida. Na mesma noite, o ônibus da banda 14 bis também caiu numa vala e vitimou o produtor da banda. Houve grande indignação no facebook e num certo momento, entrei num grupo de discussão proposto pelo músico e médico Aggeu Marques.

 

Ele estava indignado por ser amigo da turma do 14 bis e por todas as vítimas, pois além de artista é médico, e sabe a dor por que passam os familiares.

 

Naquele momento falei pro Aggeu:

- Cara, porque você não chama esses músicos seus amigos para um show manifesto, buscando chamar a atenção das autoridades para os absurdos dessa BR assassina.

 

Cláudio Venturini do 14 Bis.

 

Para o Aggeu foi como acender uma faísca no paiol. Ele começou a trabalhar freneticamente e o resultado foi magnífico, principalmente sobre o ponto de vista artístico. Há muito tempo Monlevade não via um espetáculo assim, com músicos de altíssima qualidade, com músicas que não as da moda. Foi uma noite memorável.

 

 

Os artistas falaram bonito, cada um ao seu modo, protestando contra a situação da BR. Todas as redes de TV estiveram presentes. Todas fizeram matérias bacanas.

Se Brasília vai ouvir já é outra história. A proposta é de que o material seja editado e levado para a Dilma.

 

Paulinho Pedra Azul.

 

De qualquer maneira, foi o maior movimento feito até hoje. Muitos até criticaram o fato de não ser na BR. Eu também acho que funcionaria melhor. Mas por outro lado, o Aggeu argumentou uma coisa que é real. Quem acaba prejudicado é quem não tem nada a ver com a história, que são os motoristas.

 

A pergunta agora é: será que a mensagem vai chegar?

Mas pelo menos o recado foi dado. E tem outra coisa: o caldo engrossou.

Desta vez foram no mínimo 6.000 pessoas. Uma comparação esdrúxula para quem esteve presente. O número de pessoas que morreu na BR é mais ou menos o mesmo número de pessoas que lotou a praça do povo.

Nem guerra mata tanto. 

 


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Marcos Martino é alvinopolense, poeta, escritor, jornalista, músico.

Email : marcos.martino@gmail.com