A HISTÓRIA DO VERDE TERRA

PARTE 17

 

Neo Gêmini

FESTIVAL DA MÚSICA EM SETE LAGOAS - MG  - DEZEMBRO/1981

A 3a. grande decepção - não havia entrosamento, muita dispersão na "big city".

O próximo evento que o VERDE TERRA participaria era em Sete Lagoas, cidade localizada  a cerca de 70 km de B. Horizonte. Para mim foi outra cidade que não conhecia e procurei me informar a respeito da bela e moderna Sete Lagoas e seu turismo rotineiro, principalmente de pessoas que vem de Brasília e do Planalto Central e param para descansar, pernoitar antes de chegar em BH, pela BR-040.

Da mesma maneira de outros lugares, alguns integrantes vieram de Alvinópolis, através do ônibus da Lopes e Filhos, saindo de lá às 15:30 hs de uma sexta-feira. Chegando em BH, embarcamos no tradicional ônibus Setelagoano (completamente lotado) em direção à cidade. Chegamos lá, por volta das 21 horas e fomos direto para o local do evento (Clube Náutico). Nem tivemos tempo de passar o som e ensaiar, como de costume em festivais.

E já começamos a tomos os goles que estavam no cantil pouco antes de começar o festival. Não  houve tempo adequado para irmos ao hotel tomar banho, fazer um ensaio acústico e acertar pequenos detalhes vocais.

Apresentamos duas músicas: "Interior" e " Nós, os Loucos" e acreditem: nem fomos para a final. Justamente com essas canções vencedoras em outros festivais. Foi a maior decepção do grupo. Também acho que bebemos demais antes da apresentação; não ensaiamos, não tivemos contato com o pessoal da organização, não conhecemos outras pessoas. Estávamos como "estranhos no ninho". A galera local e outros da região fizeram muito festa com a classificação.

Verde Terra na Estrada.

Rogério, Manoel, Ronaldinho, Marcos, Simões e Jovelino.

Foto do acervo do Manoel.

Após o resultado e da não classificação, "enchemos" a cara e fomos dormir num hotel simples. E alguns do grupo  brincando com relação à letra da música "Nós, os Loucos".

"- Nós, não somos loucos nada é que sabemos sonhar"...  e as gozações de sempre.

Tivemos um pequeno prejuízo, pois não ganhamos nada, e transporte, alimentação e hospedagem, cada um se virou. No outro dia, bem cedo pegamos o ônibus para BH e às 7:15, o tradicional Lopes e Filhos. Voltamos chateados para Alvinópolis e com muita ressaca. 

Assim, terminou-se outro ano, 1981. Apesar das duas decepções (Caratinga e Sete Lagoas), o saldo foi altamente positivo, pois tivemos duas vitórias expressivas: João Monlevade e Alvinópolis, além de outros bons resultados como vice-campeonato e 3o. lugar em outros festivais, e principalmente o reconhecimento da qualidade das músicas do Verde Terra em diversas cidades do interior mineiro.

Passamos mais um "réveillon" muito alegre e descontraídos em Alvinópolis e comemoramos bastante no clube Alvinopolense. Compramos uma champanhe bem grande, onde todos do grupo tomaram na virada do ano.  Foi outra festa dupla. Semanas antes em 19/12 de 1981 foi a formatura minha, do Marcos e do Dico no Curso de Contabilidade da Esc. Estadual Prof. Cândido Gomes. Também teve um baile super legal no dia. Coisa rara de acontecer hoje em Alvinópolis.

Agora, sobre o Verde Terra, o grupo passaria nesse período por mutações, indefinições, interrogações, principalmente devido ao futuro dos integrantes. Alguns sairiam de Alvinópolis para estudar, trabalhar. Eu tentei vestibular em Viçosa (Janeiro/82).   E não fui aprovado. Também já pensava em mudar para B.Horizonte, assim outros do grupo também.

O Verde Terra ficou um pouco "fechado" para balanço e reciclagem. Também esse período de Janeiro até Março não havia festivais nas cidades mineiras.

Às vezes uma pausa é sempre bom para aliviar as tensões, refletir e redirecionar os caminhos e traçar novos objetivos.

Acho que essa parada foi benéfica.

No próximo capítulo falarei um pouco mais do Festival de Monlevade em 1982.

 

Bom festival de Alvinópolis a todos.

Abraços

Neo Gêmini

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