FESTIVAL DE CONGONHAS MG -
NOVEMBRO-1983
A primeira despedida - Interessante,
divertida e emocionante.
Após a grande vitória em Bela Vista
(Agosto-83), o VERDE TERRA, passou por uma pequena fase
negra (seria um sinal de algo ruim que viria mais adiante ...).
Especialmente nos meses de Setembro e
Outubro-83, aconteceram vários conflitos ideológicos entre os componentes.
Idéias divergentes aumentaram de teor. Alguns queriam gravar um disco e
fazer muitos shows na região. Outros não concordavam. Seriam os objetivos
pessoais que poderiam estar falando mais alto...
Muitos não estavam mais juntos como
antigamente - moravam e trabalhavam em outras cidades. Inclusive nesse mês,
alguns componentes participaram sem brilhantismo do Festival de Acesita. E
não conquistaram nenhum prêmio. Segundo relatos de quem foi, apesar de
classificados para a final, as músicas não foram bem apresentadas.
Infelizmente eu não falarei deste festival
pois não estive presente. Ate então todos os relatos aqui foram os festivais
que estive como testemunha ocular, além de participar com o grupo
VERDE TERRA.
Apesar de tudo, eu (como sempre) fiquei
sabendo, através de jornais e também(principalmente) vi um cartaz do
festival de Congonhas, num barzinho perto da Praça da Liberdade, em
Belo Horizonte.
Apesar de alguns integrantes serem contrários,
fizemos a inscrição em Congonhas.
Resultado : quatro músicas
classificadas. Entre elas "Natureza Humana",
"Juízo Final",
"Programação de Gente - Um alerta".
Mas o líder do grupo e principal compositor
Marcos Martino, irritado com algumas intromissões de pessoas da banda em sua
vida particular, decidiu não ir ao festival. Creio que ficou nervoso com as
cobranças de alguns componentes, que pediam que ele dedicasse seu tempo um
pouco mais ao VERDE TERRA. E chegou a dizer (de forma
veemente), que não fazia mais parte do grupo. O que os integrantes resolveram
de comum acordo, era respeitar a opinião do Martino. Mas também queríamos
participar do Festival, pois as músicas eram boas e estavam classificadas. E
o grupo já havia conquistado prêmios em Congonhas nos Festivais de 81 e 82.
Seria então a terceira participação seguida naquela cidade.
Depois de algumas reuniões e contatos, o
restante do grupo foi até Congonhas, a bela cidade histórica, localizada
perto do Campo das Vertentes de Minas. E foi reforçado pela presença
ilustre do meu amigo e atual compadre Ângelo Eugenio Hosken Vieira, o
popular Pelota, ou hoje carinhosamente Vovolito, que inclusive participou
cantando (e suando bastante) as músicas no palco com o grupo.
Foi muito legal, um clima bem descontraído...
Como diz o D'kaitanin.. Muito mé, muié e música...
E também pudemos rever os
grandes amigos que fizemos lá nos anos anteriores.
O pessoal do Grupo Forca
que também estava participando, bem como a galera do Queluz de Minas, da
música Poeira. Hoje alguns fazem parte de um grupo de pagode e samba
conhecido aqui em BH.
Na realidade, a apresentação foi mais na raça,
os ensaios foram dentro do quarto do Hotel, e alguns, como o Ângelo, estava
um pouco nervoso, pois cantaria para uma platéia enorme, dentro do Cine
Leon, bem lotado. Classificamos duas músicas para a final : Juízo Final e
Programação Gente.
No outro dia, grande parte dos integrantes
estavam mais interessados nas namoradas da cidade e região de Entre Rios,
Lafaiete, que propriamente ensaiar as músicas para a final. Achavam que como
as músicas eram fortes não seria problema conquistar um prêmio.
Na finalíssima, novamente com o cinema lotado,
apresentação razoável, e amparada pelo apoio das fãs, amigas e do público
local.
No anúncio do resultado a tristeza. Não
ganhamos nada, apesar de irmos para a final.
Ainda, com todos os problemas que enfrentamos,
fomos convidados para fazer um show no Domingo pela manhã, no Cine Leon,
antes da entrega dos prêmios.
Foi uma apresentação bem descontraída. Tocamos
as conhecidas "Interior" e "Nós, os Loucos", dos anos anteriores, já bem
conhecidas do pessoal de Congonhas.
Mesmo assim, todos bem alegres e já com alguns
goles na mente, resolvemos nos congratular entre si, e curtir a DESPEDIDA de
forma única e juntos, valorizando o VERDE TERRA, dentro de um quarto do
Hotel Globo, na praça principal, onde estávamos hospedados, durante aquela noite.
Esta foi
a 1a DESPEDIDA OFICIAL DO VERDE TERRA.
Quase todos os integrantes choraram,
inclusive o colega Ângelo Eugenio, que participou como convidado.
Numa folha de cigarro Minister, rolaram
depoimentos emocionantes. Os integrantes escreveram com muita emoção. Foi
um dia 20-11-1983.
Na numerologia, pelo dia, um número 4 (que
é um número
eterno, de Saturno) e do ano um 25 que é 7, Urano, que é um pouco
dispersivo. Portanto energias diversas rolaram naquele fatídico domingo
noturno, no famoso Hotel Globo de Congonhas. Até hoje eu guardo com carinho
essa folha de cigarro grande com o depoimento, juntamente com o crachá de
cada integrante presente naquele festival.
O que se lamentou no dia, foi que justamente o
festival mais bem organizado de Congonhas, e que distribuiu (na época) 300
mi cruzeiros em prêmios, não ganhamos nada.
Outro detalhe : Até as namoradas de alguns
componentes e também as meninas do ano passado e suas belas amigas
estiveram presentes nesta despedida, escrevendo na famosa folha,
dando sua opinião sobre a gente, da alegria de conhecer o VERDE TERRA e suas
ótimas músicas. Na realidade foi muito emocionante e inesquecível, apesar da
tristeza de muitos.
Outros detalhes : Pra quem é cruzeirense, uma
coincidência de datas.
No dia 20-11-1991, o cruzeiro conquistou sua
1a. Supercopa no Mineirão, ganhando de 3 a 0 do River Plate, com o Mineirão
lotado e chuva.
Outro fato interessante : O domingo,
20-11-1983, ainda estava sob a regência do renovador signo Escorpião e
aproximando-se da cúspide (virada do signo) para entrada do forte e
trabalhador Sagitário (22-11).
Seria então a renovação de Escorpião que o
VERDE TERRA estava precisando para se reciclar um pouco. Hoje apos 28 anos
ainda não tenho a opinião formada, mas acho que foi válida aquela parada, a
1a. Despedida. Precisávamos de um tempo para refletir muito.
Essa data foi um enigma esotérico-numerológico-astrológico
e surreal que só o tempo dirá se foi benéfico ou não. E principalmente nosso
Criador.
Quem participou deste dia tem muitos motivos
para se emocionar até hoje com o VERDE TERRA, sua história e sua música.
Pra finalizar este capítulo, vou realizar uma
promoção com o Alvinews.
O leitor da coluna que enviar um email para
neogeminiano@yahoo.com.br , falando sobre o Rock Elíptico da Banda Pau com
Arame, citando 4 músicas que goste, irá concorrer a dois cds.
O CD Grosso será para o melhor email
masculino.
O CD Intenso será para o melhor email
feminino.
Participem!!!
Boas férias, (com ou sem festival em Alvi),
saúde, paz e felicidades.