A HISTÓRIA DO VERDE TERRA

PARTE 27

 

Neo Gêmini

 

Os doze profetas amanhecendo em Congonhas. 

Foto : Panoramio.com

FESTIVAL DE CONGONHAS MG - NOVEMBRO-1983

A primeira despedida - Interessante, divertida e emocionante.

 

Após a grande vitória em Bela Vista (Agosto-83), o VERDE TERRA, passou por uma pequena fase negra (seria um sinal de algo ruim que viria mais adiante ...).

Especialmente nos meses de Setembro e Outubro-83, aconteceram vários conflitos ideológicos entre os componentes. Idéias divergentes aumentaram de teor. Alguns queriam gravar um disco e fazer muitos shows na região. Outros não concordavam. Seriam os objetivos pessoais que poderiam estar falando mais alto...

 

Muitos não estavam mais juntos como antigamente - moravam e trabalhavam em outras cidades. Inclusive nesse mês, alguns componentes participaram sem brilhantismo do  Festival de Acesita.  E não conquistaram nenhum prêmio. Segundo relatos de quem foi, apesar de classificados para a final, as músicas não foram bem apresentadas.

Infelizmente eu não falarei deste festival pois não estive presente. Ate então todos os relatos aqui foram os festivais que estive como testemunha ocular, além de participar com o grupo VERDE TERRA.

 

Apesar de tudo, eu (como sempre) fiquei sabendo, através de jornais e também(principalmente) vi um cartaz do festival de Congonhas, num barzinho perto da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

Apesar de alguns integrantes serem contrários, fizemos a inscrição em Congonhas.

Resultado : quatro músicas classificadas. Entre elas "Natureza Humana", "Juízo Final",

"Programação de Gente - Um alerta".

Mas o líder do grupo e principal compositor Marcos Martino, irritado com algumas intromissões de pessoas da banda em sua vida particular, decidiu não ir ao festival. Creio que ficou nervoso com as cobranças de alguns componentes, que pediam que ele dedicasse seu tempo um pouco mais ao VERDE TERRA. E chegou a dizer (de forma veemente), que não fazia mais parte do grupo. O que os integrantes resolveram de comum acordo, era respeitar a opinião do Martino. Mas também queríamos participar do Festival, pois as músicas eram boas e estavam classificadas. E o grupo já havia conquistado prêmios em Congonhas nos Festivais de 81 e 82. Seria então a terceira participação seguida naquela cidade.

 

Jardim dos Passos.

Foto : Panoramio.com

 

Depois de algumas reuniões e contatos, o restante do grupo foi até Congonhas, a bela cidade histórica, localizada perto do Campo das Vertentes de Minas. E foi reforçado pela presença ilustre do meu amigo e atual compadre Ângelo Eugenio Hosken Vieira, o popular Pelota, ou hoje carinhosamente Vovolito, que inclusive participou cantando (e suando bastante) as músicas no palco com o grupo.

Foi muito legal, um clima bem descontraído...

Como diz o D'kaitanin.. Muito mé, muié e música...

E também pudemos rever os grandes amigos que fizemos lá nos anos anteriores.

O pessoal do Grupo Forca que também estava participando, bem como a galera do Queluz de Minas, da música Poeira. Hoje alguns fazem parte de um grupo de pagode e samba conhecido aqui em BH.

Na realidade, a apresentação foi mais na raça, os ensaios foram dentro do quarto do Hotel, e alguns, como o Ângelo, estava um pouco nervoso, pois cantaria para uma platéia enorme, dentro do Cine Leon, bem lotado. Classificamos duas músicas para a final :  Juízo Final e Programação Gente.

 

No outro dia, grande parte dos integrantes estavam mais interessados nas namoradas da cidade e região de Entre Rios, Lafaiete, que propriamente ensaiar as músicas para a final. Achavam que como as músicas  eram fortes não seria problema conquistar um prêmio.

Na finalíssima, novamente com o cinema lotado, apresentação razoável, e amparada pelo apoio das fãs, amigas e do público local.

No anúncio do resultado a tristeza. Não ganhamos nada, apesar de irmos para a final.

Ainda, com todos os problemas que enfrentamos, fomos convidados para fazer um show no Domingo pela manhã, no Cine Leon, antes da entrega dos prêmios.

Foi uma apresentação bem descontraída. Tocamos as conhecidas "Interior" e "Nós, os Loucos", dos anos anteriores, já bem conhecidas do pessoal de Congonhas.

 

Mesmo assim, todos bem alegres e já com alguns goles na mente, resolvemos nos congratular entre si, e curtir a DESPEDIDA de forma única e juntos, valorizando o VERDE TERRA, dentro de um quarto do Hotel Globo, na praça principal, onde estávamos hospedados, durante aquela noite.

Esta foi a 1a DESPEDIDA OFICIAL DO VERDE TERRA.

Quase todos os integrantes choraram, inclusive o colega Ângelo Eugenio, que participou como convidado.

 

 

Numa folha de cigarro Minister, rolaram depoimentos emocionantes. Os integrantes escreveram com muita emoção. Foi um dia 20-11-1983.

Na numerologia, pelo dia, um número 4 (que é um número eterno, de Saturno) e do ano um 25 que é 7, Urano, que é um pouco dispersivo. Portanto energias diversas rolaram naquele fatídico domingo noturno, no famoso Hotel Globo de Congonhas. Até hoje eu guardo com carinho essa folha de cigarro grande com o depoimento, juntamente com o crachá de cada integrante presente naquele festival.

 

O que se lamentou no dia, foi que justamente o festival mais bem organizado de Congonhas, e que distribuiu (na época) 300 mi cruzeiros em prêmios, não ganhamos nada.

 

Outro detalhe : Até as namoradas de alguns componentes e também as meninas  do ano passado e suas belas amigas estiveram presentes nesta despedida, escrevendo na famosa folha, dando sua opinião sobre a gente, da alegria de conhecer o VERDE TERRA e suas ótimas músicas. Na realidade foi muito emocionante e inesquecível, apesar da tristeza de muitos.

 

Outros detalhes : Pra quem é cruzeirense, uma coincidência de datas.

No dia 20-11-1991, o cruzeiro conquistou sua 1a. Supercopa no Mineirão, ganhando de 3 a 0 do River Plate, com o Mineirão lotado e chuva.

 

Outro fato interessante : O domingo, 20-11-1983, ainda estava sob a regência do renovador signo Escorpião e aproximando-se da cúspide (virada do signo) para entrada do forte e trabalhador Sagitário (22-11).

Seria então a renovação de Escorpião que o VERDE TERRA estava precisando para se reciclar um pouco. Hoje apos 28 anos ainda não tenho a opinião formada, mas acho que foi válida aquela parada, a 1a. Despedida. Precisávamos de um tempo para refletir muito.

 

Essa data foi um enigma esotérico-numerológico-astrológico e surreal que só o tempo dirá se foi benéfico ou não. E principalmente nosso Criador.

Quem participou deste dia tem muitos motivos para se emocionar até hoje com o VERDE TERRA, sua história e sua música.

 

Pra finalizar este capítulo, vou realizar uma promoção com o Alvinews.

O leitor da coluna que enviar um email para neogeminiano@yahoo.com.br , falando sobre o Rock Elíptico da Banda Pau com Arame, citando 4 músicas que goste, irá concorrer a dois cds.

O CD Grosso será para o melhor email masculino.

O CD Intenso será para o melhor email feminino.

Participem!!!

 

Abraços a todos

Boas férias, (com ou sem festival em Alvi), saúde, paz e felicidades.

Até o próximo capítulo.

 

 

Neo Gêmini

 

Acesse www.neogemini.com.br e conheça um pouco minhas obras literárias.

Acesse: www.myspace.com/bandapaucomarame e ouça um pouco do rock elíptico da banda Pau com Arame.

 

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