FESTIVAL DE
SANTO ANTÔNIO DO
GRAMA - DEZ /
1986
Um presente
divino -
conquistas,
receptividade de
estudantes.
Ainda no mês de
outubro de 1986,
após o Festival
de Rio Casca,
iniciamos em
Alvinópolis e
várias cidades
da região, onde
o grupo já era
bastante
conhecido, o
famoso
"Plebiscito para
Avaliação",
ideia minha (que
estudava esse
assunto, na
cadeira de
Administração
Mercadológica,
na FACE FUMEC-
BH) e do
Jovelino
Carvalho, o
marqueteiro
ambulante do
Verde Terra.
Basicamente esse
plebiscito
consistia em
colher
assinaturas de
várias pessoas,
que se
sujeitavam a
colaborar na
aquisição do
próximo disco do
grupo, ou seja,
seria uma
promessa de
confiança entre
a gente e os
amigos e
colaboradores.
Foi uma maneira
que encontrei
para
sensibilizar o
investidor e
colega de
serviço Odon,
colega na Fumec,
para a
viabilidade do
investimento
dele;
principalmente
nas gravações em
estúdio, que
realmente é o
que encarece um
disco.
O resultado: em
pouco mais de 2
meses,
conseguimos mais
de 400
assinaturas de
pessoas de
Alvinópolis,
Belo Horizonte e
diversas cidades
da região
central de
Minas, onde já
se ouvia muito
sobre o VERDE
TERRA.
O pessoal
colocava o nome,
endereço,
telefone para
contato e
quantos discos
desejaria
adquirir.
Nos meses de
novembro e
dezembro de
1986, todos os
componentes
cuidaram de
colher essas
assinaturas
entre amigos e
parentes
próximos. Na
realidade, todos
do Verde Terra
queriam gravar
pela primeira
vez um disco.
O sonho era
real, também tem
o ditado: a
primeira vez, de
tudo que
fazemos, a gente
não esquece
jamais...
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Mirante
do
Cerca-Lá,
também
conhecido
como
"Pedra
do
Oratório",
na
divisa
de
Jequeri
com
Santo
Antônio
do
Grama.
Fotografia:
Memória
Arquitetura |
Já no inicio de
dezembro,
fizemos a
inscrição para o
Festival da
Canção em Santo
Antônio do
Grama, uma
pequena cidade
da Zona da Mata
Mineira,
localizada perto
de Ponte Nova e
Urucânia, Rio
Casca e outras
daquela região.
Era o primeiro
festival da
cidade, e
organizado por
uma turma de
formandos do 3o.
Ano de
Magistério da
cidade, ou seja,
muitas mulheres,
que são
organizadas para
realizar eventos
e contam com o
dinamismo
característico
feminino.
O objetivo dos
organizadores
era fazer uma
viagem para
comemorar a
formatura.
A participação
no I Festival
Gramense da
Música foi
ótima. Na época,
era um distrito
de Rio Casca,
creio que hoje
já seja cidade.
Sendo assim,
haviam muitas
fãs do Verde
Terra na cidade,
antigas
namoradas dos
integrantes e
também futuras,
possíveis
paqueras, enfim
amigos e casais
que se
identificavam
bastante com as
letras e
melodias verde
terranas.
O evento teve o
apoio da
Prefeitura de
Rio Casca. Foi
com certeza a
cidade mais
interiorana de
todas que
percorremos.
Ficamos alojados
em uma escola,
um grupo,
construção
antiga. Dormimos
na sala de aula,
ou seja;
praticamente só
descansamos...
Inclusive na
cidade tinha uma
barbearia com o
letreiro bem
grande:
Barbearia do
Manoel, e
tiramos algumas
fotos lá para
recordação.
Apesar de não
nos
apresentarmos
muito bem,
conquistamos o
3o. lugar, com a
conhecida e cada
vez mais
aplaudida canção
"Nós, os
loucos", uma
eterna vencedora
de festivais.
"O Da lua,
sempre vem para
ajudar o Verde
Terra com o dim
dim..."
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Nesta
foto
do
acervo
do
Verde
Terra
no
facebook,
Jovelino,
Ronaldinho
e
Manoel. |
Após o
resultado,
realizamos um
pequeno show de
improviso no
encerramento do
evento e fomos
recepcionados
com um prêmio em
dinheiro e
troféu, além de
uma leitoa
assada, após o
resultado. Foi
uma linda oferta
das professoras
recém formadas,
que mostraram a
delicadeza e
gentileza de
pessoas nascidas
no interior, que
tem uma educação
bem diferente
das grandes
metrópoles.
O alojamento na
escola municipal
foi legal. Quem
gostou muito foi
o baterista
Ricardo Simões,
que na época
estava noivo da
então namorada,
Marlene, uma
paranaense, fã
do Verde Terra,
e que esteve
também no
festival.
Outro detalhe
do evento é que
ele foi
realizado poucos
dias antes do
Natal, creio que
22 e 23
dezembro. O
clima e ambiente
natalino
contribuiu muito
para o alto
astral das
pessoas, e
também da cidade
e dos
organizadores.
Uma estrela
muito forte
pairou,
principalmente
na apresentação
nossa no
encerramento, no
dia 23/12/1986.
O astral
contagiou o
público
presente.
Lembro-me que eu
pulava no palco,
com aquele
baixo, e o
tablado de
maneira, quase
que ia abaixo.
Depois uma
chuvinha fina,
acalmou a
galera.
Foi bom demais
aquela sensação
de renascimento
do Verde Terra e
preparação para
as festas de fim
de ano e do
sonho das
gravações em
1987.
O grupo Verde
Terra já tinha
pronta a
estrutura dos
instrumentos e
os componentes
que iniciariam
as gravações do
LP, grande sonho
do grupo,
em Janeiro de
1987, no Estúdio
Bemol, em Belo
Horizonte.
Passaríamos o
réveillon, já
pensando
naquilo....