A HISTÓRIA DO VERDE TERRA

PARTE 37

 

Neo Gêmini

 

Matriz Santo Antônio do Grama - 2011

 

 

FESTIVAL DE SANTO ANTÔNIO DO GRAMA - DEZ / 1986

Um presente divino - conquistas, receptividade de estudantes.

Ainda no mês de outubro de 1986, após o Festival de Rio Casca, iniciamos em Alvinópolis e várias cidades da região, onde o grupo já era bastante conhecido, o famoso "Plebiscito para Avaliação", ideia minha (que estudava esse assunto, na cadeira de Administração Mercadológica, na FACE FUMEC- BH) e do Jovelino Carvalho, o marqueteiro ambulante do Verde Terra.

Basicamente esse plebiscito consistia em colher assinaturas de várias pessoas, que se sujeitavam a colaborar na aquisição do próximo disco do grupo, ou seja, seria uma promessa de confiança entre a gente e os amigos e colaboradores. Foi uma maneira que encontrei para sensibilizar o investidor e colega de serviço Odon, colega na Fumec, para a viabilidade do investimento dele; principalmente nas gravações em estúdio, que realmente é o que encarece um disco.

O resultado: em pouco mais de 2 meses, conseguimos mais de 400 assinaturas de pessoas de Alvinópolis, Belo Horizonte e diversas cidades da região central de Minas, onde já se ouvia muito sobre o VERDE TERRA.

O pessoal colocava o nome, endereço, telefone para contato e quantos discos desejaria adquirir.

 

Nos meses de novembro e dezembro de 1986, todos os componentes cuidaram de colher essas assinaturas entre amigos e parentes próximos. Na realidade, todos do Verde Terra queriam gravar pela primeira vez um disco.

 

O sonho era real, também tem o ditado: a primeira vez, de tudo que fazemos, a gente não esquece jamais...

 

Mirante do Cerca-Lá, também conhecido como "Pedra do Oratório", na divisa de Jequeri com Santo Antônio

do Grama. Fotografia: Memória Arquitetura

 

Já no inicio de dezembro, fizemos a inscrição para o Festival da Canção em Santo Antônio do Grama, uma pequena cidade da Zona da Mata Mineira, localizada perto de Ponte Nova e Urucânia, Rio Casca e outras daquela região.

Era o primeiro festival da cidade, e organizado por uma turma de formandos do 3o. Ano de Magistério da cidade, ou seja, muitas mulheres, que são organizadas para realizar eventos e contam com o dinamismo característico feminino.

O objetivo dos organizadores era fazer uma viagem para comemorar a formatura.

 

A participação no I Festival Gramense da Música foi ótima. Na época, era um distrito de Rio Casca, creio que hoje já seja cidade.

Sendo assim, haviam muitas fãs do Verde Terra na cidade, antigas namoradas dos integrantes e também futuras, possíveis paqueras, enfim amigos e casais que se identificavam bastante com as letras e melodias verde terranas.

 

O evento teve o apoio da Prefeitura de Rio Casca. Foi com certeza a cidade mais interiorana de todas que percorremos. Ficamos alojados em uma escola, um grupo, construção antiga. Dormimos na sala de aula, ou seja; praticamente só descansamos...

Inclusive na cidade tinha uma barbearia com o letreiro bem grande: Barbearia do Manoel, e tiramos algumas fotos lá para recordação.

Apesar de não nos apresentarmos muito bem, conquistamos o 3o. lugar, com a conhecida e cada vez mais aplaudida canção "Nós, os loucos", uma eterna vencedora de festivais.

 

"O Da lua, sempre vem para ajudar o Verde Terra com o dim dim..."

 

Nesta foto do acervo do Verde Terra no facebook, Jovelino, Ronaldinho e Manoel.

 

Após o resultado, realizamos um pequeno show de improviso no encerramento do evento e fomos recepcionados com um prêmio em dinheiro e troféu, além de uma leitoa assada, após o resultado. Foi uma linda oferta das professoras recém formadas, que mostraram a delicadeza e gentileza de pessoas nascidas no interior, que tem uma educação bem diferente das grandes metrópoles.

O alojamento na escola municipal foi legal. Quem gostou muito foi o baterista Ricardo Simões, que na época estava noivo da então namorada, Marlene, uma paranaense, fã do Verde Terra, e que esteve também no festival.

 

Outro detalhe do evento é que ele foi realizado poucos dias antes do Natal, creio que 22 e 23 dezembro. O clima e ambiente natalino contribuiu muito para o alto astral das pessoas, e também da cidade e dos organizadores.

 

Uma estrela muito forte pairou, principalmente na apresentação nossa no encerramento, no dia 23/12/1986. O astral contagiou o público presente.

Lembro-me que eu pulava no palco, com aquele baixo, e o tablado de maneira, quase que ia abaixo. Depois uma chuvinha fina, acalmou a galera.

Foi bom demais aquela sensação de renascimento do Verde Terra e preparação para as festas de fim de ano e do sonho das gravações em 1987.

 

O grupo Verde Terra já tinha pronta a estrutura dos instrumentos e os componentes que iniciariam as gravações do LP, grande sonho do grupo,  em Janeiro de 1987, no Estúdio Bemol, em Belo Horizonte.

 

Passaríamos o réveillon, já pensando naquilo....

 

Abraços a todos, muita paz e saúde.

Neo Gêmini

 

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