A HISTÓRIA DO VERDE TERRA
PARTE
39
Neo Gêmini
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Locutor
da rádio FM de São José do Rio Pardo,
com os músicos Neo, Marcos e Rogério,
que divulgavam a música "Do outro lado
do espelho." - 18 de setembro de 1987.
Foto :
Acervo Neo Gemini |
Março/abril/maio – 1987.
Gravações do LP, preparação das fotos, capa do
disco, Festivais, trabalho
Após as gravações da bateria e do baixo (Janeiro e
Fevereiro/1987), demos
uma pausa para o carnaval. Como sempre a maioria curtiu as
Festas do Rei
Momo em Alvinópolis.
Naquela
época o Carná era sensacional, com os Blocos de rua, o BAG,
o desfile dos clubes e também os bailes de matinês para
crianças e à noite para os maiores.
Em Março/87 começamos já as gravações dos violões,
algumas guitarras, teclados, flauta e também as vozes, que
realmente foi o item que deu mais trabalho para a gente e
para o técnico de som Perón Rarez. Tudo realizado no
tradicional Estúdio Bemol, localizado na rua Antônio
Aleixo, do querido Bairro de Lourdes em Belo Horizonte.
Com o andamento das gravações correndo num ritmo
legal e com tudo bem
adiantado, começamos a procurar uma agência de publicidade
para cuidar da criação da capa, de acordo com a concepção
que queríamos.
O título do disco "Nós, os Loucos", e
os integrantes do
Grupo, fariam parte da ideia principal. Teríamos que tirar
as fotos, e conseguimos agendar com o grande fotógrafo e
conterrâneo Mauro Sérvulo Gomes, que faria as fotos
no início de Maio, na nossa querida Alvinópolis.
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Nas
gravações do disco "Nós, os loucos".
Estúdio
Bemol
Manoel,
Zueira e Rogério. |
Em Abril/87, já no final do mês, participamos do
tradicional Festival da
Canção de João Monlevade, realizado novamente
no Ginásio do
Grêmio, no Bairro Siderúrgica (hoje
não existe mais o ginásio, que foi demolido).
As músicas
classificadas e apresentadas foram "Do Outro Lado do
Espelho" e “Programação de Gente", duas ótimas e
vencedoras canções.
Infelizmente, nenhum prêmio foi conquistado devido
às apresentações, que não
foram boas. Acho que o grupo estava mais ligado nas
gravações que estavam sendo realizadas em BH.
Na realidade nem chegamos a ensaiar
para o evento.
Fomos de carro diretamente de Alvinópolis, tomamos algumas no Bar Rampas, tradicional de JM e
voltamos para
Alvinópolis no mesmo dia.
As músicas foram
classificadas para a final mas não houve prêmios.
Quem esteve presente foi o flautista Luiz Flávio,
que estava gravando também o disco. As apresentações
serviram de ensaio para ele,
que colocaria as flautas nas músicas que estavam sendo
gravadas para o disco nos dias
seguintes.
Ele tinha ligações na região, pois a família de
sua esposa é da cidade vizinha de São Domingos do Prata.
O resultado do
festival não nos entristeceu. Curtimos bastante o evento,
já avisando o pessoal de Monlevade sobre o disco que sairia
ainda naquele
ano, e com certeza vários fãs de JM iriam adquirir.
Em Maio/87, aproveitando o Festival de Monlevade,
que aconteceu nos dias 29 e 30/04,
logo no dia seguinte, exatamente no dia do Trabalho (01/05)
e com praticamente
todo o grupo reunido na região, fizemos a produção das fotos
para a capa do disco.
O pessoal da
agência de publicidade "Insight", localizada na época na
rua São Paulo, bairro de Lourdes, perto do Colégio
Estadual, nos pediu para tirar bastante fotos, para depois
usar a criatividade e montar a foto definitva.
O local escolhido
para as fotos foi a casa de minha tia Judith, antiga
residência de minha Vó Rosa, onde meu pai morou também, na
Praça da Matriz, parte antiga de Alvinópolis.
Várias pessoas ajudaram na produção, entre eles
meus pais e a cunhada do meu primo
Franklin. Na época, a Selma Drumond que fez a maquiagem,
principalmente nos
3 que ficaram na foto do meio, o Marcos (personagem
de um dark da época),
o Ronaldinho (de índio) e o Jovelino (de um hippie comum).
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Capa do
disco "Nós, os loucos".
Fotos do
Mauro Sérvulo |
Minha mãe e a saudosa Liquinha fizeram um almoço
especial de uma tradicional
família mineira: arroz, tutu, frango caipira e verduras.
Montamos a mesa onde alguns integrantes
ficaram sentados, todos de terno. O
"pai" desses que estavam sentados para o
almoço era o baterista Ricardo
Simões.
Os "filhos": Rogério, Manoel e João Carlos.
O "garçom", o
Luiz Flávio.
Na foto da janela, estavam os 3 integrantes que
foram maquiados e ficaram, diga-se
novamente, muito bem caracterizados pelos personagens.
Depois almoçamos de verdade, todos da produção e
comemoramos bastante
aquele belo momento. Agora era aguardar a
revelação das fotos pelo Mauro e levar para
a agência de publicidade.
De posse das fotos,
teríamos uma reunião com o Sr. Raul, responsável pela
criação da capa e
explicar o
que queríamos passar de mensagem, de acordo com o
título do disco, e esperar
a criatividade do pessoal da agência.
Falamos para eles que queríamos uma
cor sépia, bem envelhecida na capa, juntamente com
a cor preta.
Tivemos que levar as letras para o pessoal da
composição digitar, depois
corrigimos tudo, ficha técnica, etc.
A crítica da
apresentação do disco foi feita pelo Fred Ozanam Barcelos,
meu primo e que acompanhou o VERDE TERRA desde sua estréia
no Festival de Alvinópolis, em Julho de 1980, no pátio do
colégio, naquele memorável festival.
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Show de
Pré-lançamento do disco "Nós, os loucos".
Nesta
foto Marcos, Ronaldo, Luiz Flávio, Joãozinho,
Manoel e Jovelino.
Abaixo
do palco, Pedro Valério (Baiano), filmando o
show. |
Ainda em Maio/1987, época em que "bombavam" as
festas de clipes, com a novidade
dos telões, o grupo fez um show de "pré lançamento" do
disco, nos salões do Industrial S. Club (23 de Maio), um
sábado.
O público lotou o
clube e curtiu bastante. Todas as mesas foram vendidas.
Fizemos
uma grande divulgação com cartazes nas escolas, etc. Até
matéria nos jornais de BH (Estado de Minas e Diário da
Tarde), rádios, ajudaram bastante.
O Jovelino
e o Ronaldo, com apoio de outros integrantes que moravam lá
em Alvinópolis, fizeram uma decoração super legal que ficou
no fundo do palco.
Apresentamos mais de 20 músicas neste show, no
tradicional clube azul e
branco da cidade, localizado na Praça São Sebastião,
bairro da Baixada.
O evento foi todo filmado pela recém criada empresa
Filmavídeo, através do jovem
Pedro Valério Alves, e a iluminação a cargo do conhecido
"Zueira", meu primo Márcio Vasconcelos, hoje da
Multivisão.
A renda do show nos ajudou a custear o final das
gravações (mixagem
e masterização) e pagar a 1a. parcela da prensagem nas
Gravações Elétricas
(São Paulo), através da Bemol de BH.
Abraços a todos, muita paz e saúde
Feliz Páscoa aos conterrâneos e internautas.