A HISTÓRIA DO VERDE TERRA

 

PARTE 44

 

Neo Gêmini

 

Verde Terra se encontra em Alvinópolis.

Em pé : Cozzó, Dico, Sidney Ribeiro (locutor), Marcos e Ronaldo.

Agachados : Manoel, Carlinhos Gipão, Jovelino e Rogério.

 

 

As últimas participações em Festivais - 1987. A mudança sonora que  surgia...

 

Após o grande Festival da Primavera de São José do Rio Pardo, onde tocamos a música "Interior", em Setembro de 1987, eu praticamente estava em final do curso de Administração de Empresas na FUMEC, em Belo Horizonte, além de estagiar na CEMIG. O tempo que sobrava era destinado às entregas dos Lps (vinil) do Verde Terra para as pessoas que encomendaram e outras novas que eu fazia contato. Eu tinha um prazo determinado para acertar com o meu colega de faculdade Odon de Oliveira Filho, que viabilizou o empréstimo do dinheiro para a prensagem dos discos em São Paulo. Por isso eu não participei com o grupo em alguns Festivais.

 

Sendo assim, relatarei apenas o prêmio conquistado e a data do evento. 

Em Bela Vista, Setembro/87, no outro final de semana,  o grupo foi  representado com pessoas de Alvinópolis, liderado pelo Marcos, conquistando o 2o. lugar, que foi importante, mantendo em atividade a galera. Resultado alcançado com a música "Prisma", que tem uma letra bem legal e que também já havia participado do Festival na Lagoa do Nado em BH, em 1985.

 

No início do mês de Outubro/87, novamente com a mesma turma, a conquista de outro 2o. lugar, na cidade de Nova Era, também região do Vale do Aço, com a linda canção de nome "Caixinha de Música".

Os integrantes que foram nesses dois festivais gostaram muito e houve uma identificação grande do público com as músicas. Também o nome do VERDE TERRA, já era bastante conhecido na região.

 

Na sequência, eu consegui uma folga na minha agenda e participei no fim do mês do Festival de Rio Casca. No ano anterior, 1986, fomos bem com a música "Nós, os Loucos", mas não conquistamos prêmio de destaque, apenas a melhor letra com "Programação de Gente".

Dessa vez, em Outubro de 1987, fomos muito bem recebidos por todos lá, e participamos com "Interior". Conquistamos apenas o prêmio de "Melhor Arranjo". Foi uma grande decepção. Apesar de todos terem curtido bastante a cidade, as garotas, os amigos, e tocarmos em alguns barzinhos lá. No fundo, tivemos um prejuízo com a viagem, hotel, alimentação, etc. Também não posso falar mais detalhes desse evento que estive, pois não fiz o relato, por escrito, dos acontecimentos.  Além disso, estava "namorando" uma garota de lá, e fiquei um pouco distante dos integrantes durante o evento. Lembro que todos gostaram muito da marcha ranho, "Interior" e fomos pra final, bastante aplaudidos e esperávamos um prêmio mais significativo.

 

Depois de algumas lamentações, um balanço positivo do ano, principalmente pelo lançamento do esperando disco, continuávamos (os integrantes e amigos) a fazer as entregas e novas vendas. Estávamos juntando  dinheiro, e já no final do ano, pude acertar tudo com meu colega e ficamos um pouco mais despreocupados.

 

 

No final do ano, o grupo dá a impressão que passaria por algumas mudanças em 1988, com a saída de alguns integrantes, mas mantendo a espinha dorsal dos fundadores. 

Já no réveillon daquele ano, o ambiente estava se modificando. Apesar das vendas do disco estarem boas, o estilo de músicas de pop rock, reggae, funk, dominavam as rádios, a mídia em geral. Grande shows de grandes grupos internacionais estavam programados para o Brasil. E também na música brasileiral, a força do rock comandava a galera jovem. E nós, estávamos vivendo aquela fase maravilhosa da música brasileira.

Gênios do rock tupiniquim  faziam muito sucesso: Renato Russo, Cazuza, Arnaldo Antunes com o Titãs, RPM, Ultraje, Barão, Paralamas, Kid Abelha, Lulu Santos, Lobão e outras "feras". E também no mundo: Sting, Simple Minds, Simply Red, Duran Duran, UB-40, The Cure, etc.

 

Nessa época, já residindo em BH há 2 anos, Marcos Martino começava compor músicas em outros estilos, não muito comuns ao Verde Terra. Eram canções que retratavam mais a vivência com o ambiente urbano da metrópole (Belo Horizonte) e novos valores foram incorporados à sonoridade e aos poucos estava sendo mudado o rumo de tudo.

Também não trabalhamos na mídia o disco "Nós, os Loucos", que já se esgotou em Março de 1987.

Ou seja, 06 meses após o lançamento. Na minha opinião deveríamos ter feito outra tiragem de 1.000 cópias e começar a fazer shows nas cidades da região onde já éramos conhecidos e tínhamos um público fiel. Também alguns integrantes saíram, mudaram e foram trabalhar em outras cidades distantes do nosso convívio. A metamorfose só estava começando...

 

No próximo e último capítulo, irei descrever um pouco dessa mudança e o último show, ainda com o nome de Verde Terra, que foi realizado num dia dos Namorados: 12. 06. 88, na cidade de Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte.

Falarei também da mudança definitiva da sonoridade e a criação de outro grupo. Ou seja, o fim, que não aconteceu, do VERDE TERRA. Foi apenas uma pausa, segundo os integrantes, para a realização de outros projetos mais ousados.

 

Contato : neogeminiano@yahoo.com.br

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Acesse: www.myspace.com/bandapaucomarame e ouça um pouco do rock elíptico da banda Pau com Arame.

 

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