Baú do Esporte
Alvinopolense x Industrial
- 1954
A regra é clara.
José Silvério de Carvalho
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Homenagem
ao Wilson Pontes - Campo do AFC - 2013.
Foto :
Vidrilho 2013 |
A
história de Wilson Pontes no jogo dramático
entre Alvinopolense e Industrial, em 1954, no Estádio
Anastácio de Souza, bairro do Asilo, vulgarmente
conhecido na época como Bananeira.
Naquele ano, como era de praxe entre os
dirigentes das equipes, Antônio Martins Silva, vulgo
Niquinho Gama, pelo Alvinopolense, e Joaquim Ferreira
Terra, vulgo Quimquim Terra, pelo Industrial, se acertaram para a realização
de 2 jogos de grande envergadura e muita rivalidade, que
mexiam com a cidade.
Desta forma,
Alvinopolense e Industrial marcaram dois
jogos, sendo o primeiro no Estádio Anastácio de Souza e
o segundo no Estádio Paulo Mascarenhas, no bairro da
Fábrica.
Expectativa geral no bairro do Gaspar, com vários grupos
destacando os grandes jogadores do AFC. Já na Baixada, a
mesma coisa, os torcedores do Azulão tentando desvendar
os caminhos da vitória para o Industrial.
Para apitar estas partidas, muita
discussão, catimba, complôs daqui e dali, até que
chegaram a um acordo para que o Juiz fosse o Sr.
Mangabeira, Gerente de Produção da Fábrica de Calçados,
que funcionava alí de frente para o Banco do Brasil nos
dias de hoje.
Finalmente chega o dia do primeiro clássico.
Escalação das equipes :
Alvinopolense Futebol Clube
Zeca do Correio-Geraldo de Nelson-Zé
Preto-Muado e Tolac.
Joãozinho-Neder e Paulo Almeida-Ari de
Souza-Nestor e Remo
Reservas: Babucho-Tutuia e Wilson Pontes.
Industrial Sport Club
Juca de Sô Ilidio-Sô Neco-Zé
Padeiro-Barruga Zé Moreno e Ciro
Zézé de Juquinha-Zé Martins-Lincoln de
Otávio-Luciano e Jesus de Jucazinho
Reservas: Luizinho Trator-Antonio
Quintão-Zé Adelino-Jair
Fotos de times da década
de 50.
Acervo do Mauro Sérvulo.
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| Equipe
Industrial - Anos 50
Em Pé :
Antonio de Sá Lucinda(Técnico), Barruga, Zé
Adelino,Padeiro, Geraldo de Nelson, Antônio
Quintão e Lincoln.
Agachados: Ciro, Fernandinho, Sô Neco, Luiz
Carlos, Ataíde e Jesus de Jucazinho.
Foto: Mauro
Sérvulo |
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Equipe
do Alvinopolense Futebol Clube
Viagem
à Barra Longa - 1953.
Zeca,
Zé Padeiro, Nestor, Tutuia, Paulo
Almeida, Muado, Ari de Souza, Remo,
Tolac, Wilson Pontes, Babucho.
Foto:
Mauro Sérvulo |
Em jogo bastante nervoso, com o campo
abarrotado, o Industrial vencia por 2 a 1 com grandes
exibições de Zé Martins, Padeira e Lincoln.
Quando o jogo já se aproximava do fim, o
AFC cresceu na partida, empurrado pela sua apaixonada
torcida, quando Paulo Almeida, em grande jogada, empatou
a partida. O AFC estava com Muado , Néder e Paulo
Almeida em tarde inspirada.
Entusiasmado, o AFC partiu pra cima e Babucho, que havia
entrado na segunda etapa, acertou uma bomba de fora da
área, com a bola pegando um efeito e entrando na gaveta.
Seria a virada do AFC se não fosse o Sobrenatural de
Almeida, personagem de Nelson Rodrigues, muito citado em
colunas de esporte, que apareceu com tudo.
O atleta do AFC Wilson Pontes, reserva naquele
jogo, assistia à partida encostado na trave do goleiro
do Industrial.
Naquele momento de pressão, o juiz Sr. Mangabeira anulou
o gol de Babucho, alegando que o Wilson havia
atrapalhado a defessa do ISC.
Imediatamente o tumulto foi formado, com muita discussão
e reclamação geral da torcida 'pouca roupa'. Mas não
adiantou, o resultado final foi de 2 a 2.
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Estádio
Antônio Anastácio de Souza. Campo do AFC -
2013.
Foto :
Vidrilho 2013 |
Apesar da confusão e
chiadeira geral com o resultado do primeiro jogo, os
dirigentes dos clubes resolveram manter o Sr. Mangabeira
para a segunda partida.
Desta feita, os erros do
árbitro foram ainda mais grotescos.
Estádio da Fábrica lotado,
expectativa geral e no primeiro tempo, Geraldo de
Nelson, jogador do AFC chutou da intermediária, uma
bomba que entrou sem dar tempo de reação ao goleiro Juca
do Industrial. Inexplicavelmente o Sr. Mangabeira alegou
impedimento de Ari de Souza, que nem participou da
jogada, e anulou o gol.
O AFC dominava a partida
mas o Sr. Mangabeira, interferindo novamente na partida,
expulsou o volante Joãozinho do AFC e ainda marcou um
penalty duvidoso para o Industrial.
Quando tudo conspirava
para a vitória do Industrial, Zeca do Correio salvou o
AFC defendendo o penalty cobrado por Ciro.
Resultado final, 0 a 0.
Esses foram dois grandes
momentos do futebol de Alvinópolis, com o grande
clássico da cidade, que durava muito além dos 180
minutos jogados.