Fábrica de Calçados em Alvinópolis

Década de 50

 

José Silvério de Carvalho

 

Indústria e Comércio de Calçados S.A. - 1953

Foto : Mauro Sérvulo.

Da esquerda para a direita :

Limonada, Pepino, Zito Prímola, Ary de Caetaninho, Dilson de Alodia, Toni, Tatão, Zé de Melo, Geraldo Caldeira, Fábio, João Bicalho.

O último à direita é o Sr. Mangabeira, gerente da Fábrica.

Dentre as mulheres a penúltima é a Sra. Guidoca, tia de Mariângela de Repolês.

 

 

No ano de 1953, um senhor conhecido como Juquinha da Ponte, da família Franco, tradicional em Alvinópolis, trouxe para nossa cidade uma filial da sua Fábrica de Calçados, cuja Matriz era localizada em Belo Horizonte.

O nome da fábrica era Indústria e Comércio de Calçados S/A que funcionava num galpão ao lado da Guelo Schetini de frente para o atual banco do Brasil.

 

Esta Fábrica, embora tenha durado apenas cinco anos, trouxe muitos benefícios para Alvinópolis, principalmente para os jovens, pois emprego naquela época era difícil de conseguir.

Além dos salários, o mais importante era o aprendizado, que ajudava as famílias alvinopolenses na sobrevivência diária.

 

Com o fechamento da Fábrica, Toni e Tatão de Luzia, que trabalhavam na mesma, adquiriram experiência para abrir uma sapataria e oficina de consertos em Alvinópolis.

Esta sapataria funcionava na casa de Inhozito, em frente ao atual ‘Bar do Mundão’, na avenida Antonio Carlos.

 

 

Sapataria de Toni - 1956

Foto : Mauro Sérvulo

Da esquerda para a direita : Tataia, Aníbal, Cuca, Toni, Jadir, Zé de Inhozito, Zé Arcanjo, Nonô de Dico Gama(De chapéu)

Atrás ao fundo : Fernando Rodrigues, Chico e Bené Classe.

Assentado : Mauro Sérvulo.

Os dois garotos próximos do Nonô são os tios do João Galo Índio.

O último à direita é o Toninho Miau, mensageiro da Sapataria.

 

 

Nesta iniciativa, precisavam contratar aprendizes e assim fizeram.

Foram contratados Pateca, Zé de Inhozito e eu. Além de nós havia um mensageiro, que era o Toninho Miau, personagem de alguns casos aqui no Alvinews.

Miau prestava serviços para a equipe da Sapataria. Comprava cigarros, levava a correspondência no Correio, comprava refrigerantes  e salgados nos bares. Além de tudo, extendia esses serviços aos “sapos” da sapataria, como descreverei a seguir.

 

 

Em frente à Sapataria, no atual Bar do Mundão. - 1956

Foto : Mauro Sérvulo

Da esquerda para a direita : Léte, Toninho Miau, Toni, Gustavo, Geraldo Louro, Cuica, Teodoro, Paulo César, Tataia, Pateca, Walter de Dodô.

Agachados e deitados : Zé de Inhozito, Repolês, Mauro Sérvulo, Zòzimo, Sidon, Zé Geraldo e Sumário.

 

 

A Sapataria de Toni, tinha uma freqüência enorme de pessoas, principalmente jovens estudantes, que adoravam aquele recinto, além é claro de uma grande amizade e consideração pelo Toni.

Nós da equipe de trabalho chamávamos essa turma de “sapos”.

De vez em quando, Toni perdia a paciência e ameaçava fechar a Sapataria.

Logo depois se acalmava e a paz voltava a reinar.

 

 

Em frente a Sapataria. - 1956.

Foto : Mauro Sérvulo

Em pé : Mauro, Zé de Inhozito, Paulo César.

Agachados : Célio, Pateca, Magela, Vicente Prisco, Toni, Zózimo.

Assentados : Totó de Inhozito e Adair de Juquita.

 

 

Num belo dia, quem perdeu a paciência fui eu.

Peguei lápis e papel com o Toni e fiz a contagem dos “sapos”.

Encontrei 38 no recinto da Oficina e 12 na calçada. Haja “Brejo” para tanto sapo.

Embora em atividades diferentes, comparo a Sapataria de Toni com o Bar Ninho da Águia nos dias de hoje, onde freqüentadores se sentem muito a vontade, como se estivessem em suas casas.

Me aguardem, vem mais chumbo grosso por aí.

 

Um abraço a todos alvinopolenses.

José Silvério de Carvalho (Vidrilho)

Contato : alvinews14@gmail.com ou (31) 3495-2300