INDUSTRIAL  SPORT CLUB

Tradição Azul e Branca

 

 

Dos anos 30 aos anos 90

Parte 3

 

José Silvério de Carvalho

 

 

 

Outros grandes times da história do Industrial

 

 

ISC anos 50

Zezé de Carlos, Miguel Soares, Zé Padeiro, Ieié.

Foto: Mauro Sérvulo

 

ISC ano 45.

Apenas reconhecidos:  Ieié de Sá Mina: Goleiro, Jair de Marica  ,segundo em pé à esquerda e Miguel Soares, segundo à esquerda sentado.

Foto acervo Mauro Sérvulo

 

 

ISC anos 50.

Zé Padeiro,Luizinho Trator, Zé  Lúcio, Nestor  e Antonio Quintão.

Goleiro: Ieié de Sá Mina.

Foto: Mauro Sérvulo

 

 

ISC em 1950

Em Pé : Antonio de Sá Lucinda(Técnico), Barruga, Zé Adelino,Padeiro, Geraldo de Nelson, Antônio Quintão e Lincoln.
Agachados: Ciro, Fernandinho, Sô Neco, Luiz Carlos, Ataíde e Jesus de Jucazinho.

Foto: Mauro Sérvulo

 

ISC em 1952

Em Pé: Dico Munheca, Jair de Marica, Nico Barra Longa, Luizinho Trator, Barruga, Padeiro, Antônio de Sá Lucinda (Técnico). Agachados : Zezé Juquinha,  Zé Martins, Paulo Almeida, Ciro, Lincoln e o Goleiro Zé Adelino.

Foto : Mauro Sérvulo

 

 

Industrial Anos 60

Em pé:  Tutuca, Ary de Caetaninho, Zé Couve, Luiz Teieiro.

Agachados:  Geraldo Tranquilo, Arizinho, Izaías.

Foto: Mauro Sérvulo

 

ISC anos 70.

José Alvarenga, Moraes, Zé Flávio, Tiãozinho, Geraldo Tranquilo,Hermes, Tião de Silvério,  Zé Rezende, Silvério.

Agachados : Nivinho, Ademir, Oreia, Zé Mariinha, Tão e Piniquinho.

Foto: Mauro Sérvulo.

 

ISC anos 70.

Adairim, Luiz Bocão, Luiz Pintacuda, Cosme, Geraldo Tranquilo, Branco e Juca.

Agachados : Zé Luiz, Doca, Cabo Maurício, Nivinho e Jorge de Nego.

Foto: Mauro Sérvulo.

 

Equipe Mista do Cruzeiro de 1968, que jogou  contra o ISC.

Miro, Moraes, Canarinho, Misael, Ademar e Bocaiúva.

Agachados : Dirceu Alves, Eduardo, Baiano, Aender, Raul.

Foto : Mauro Sérvulo

 

ISC 74.

Mateus, Zé Juquinha, Severino, Cosme, Toco, Nivinho, Luiz, Ademir, Ciro e Quinca.

Agachados : Tutuca, Piniquinho, Zé Luiz, Afonso, Bereco, Zé Rezende, Nô e Jorge de Nego.

Foto: Mauro Sérvulo.

 

ISC Campeão de 79.

Adairim, Tiãozinho, Laércio, Cosme, Vantuil, Branco, Zé Rezende, Jorginho, Moreira.

Agachados : Bené, Tiririca, Didi, Paulinho, Piniquinho, Nivinho, Ênio e Zezé Juquinha.

Foto: Mauro Sérvulo

 

Equipe B, o popular "Cascudo"

 

Nas  décadas de 50 e 60 o "cascudo" do ISC  era um dos melhores da região.

Este Time comandado por Adairim com a camisa "10"  tinha  um  padrão de jogo até mais bonito  que o time principal.   Tive a oportunidade  de assistir vários jogos do cascudo, todos com vitórias fáceis e sempre de goleada.

O Time base era :  Lalau de Jucazin ou Tutuca, Zé Piloto, Juarez, Tião Borges, Sabará, Mateus, Adairim, Zuipa, Narcizo, Nonô Rolinha, Dojão, Nonô Pata Choca e  Cézar do Bar. 

 

 

Em pé: Nonô Pata Choca, Zé Piloto, Narciso, Sureco, Quito, Bené Abelha, Adairim  e Bilaca (Técnico)
Agachados: Zé de Zé Lucio, Agapito, Renato, Nilo, Zézé Juquinha, Amantino e  Tião Silvério.

 

 

As categorias de base do Industrial

 

Nos  Anos  50  Bilaca, que também era craque do Time Principal, comandou a garotada do Infantil, Infanto-Juvenil  e  Juvenil.

Revelou grandes craques para o Clube  .

Nas Décadas de 60,70 e 80,  Adairim também montou ótimas equipes juvenis, trabalho este que o credenciou a técnico do time principal nos anos 80.

Abaixo um time juvenil comandado por Adairim.

 

Juvenil de Adairim - Final anos 70.

Em pé: Marrueiro, Múcio irmão de Athos, Edmir, Careca da baixada, Geraldim, Cóem, Adairim.  Agachados: Banana, Paulinho Bronca, Tom João, Carlim do Fonseca, Marcinho de Noé.

 

Logo depois que Adairim assumiu o time principal, o juvenil foi treinado por Juarez do Souza, o infanto juvenil pelo Checha, filho de Zè Martins, que tomava conta do campo e treinava a meninada.
Logo em seguida, veio o Tetega, que fez  um trabalho muito bom com a categoria de base. O time fez vários jogos contra os grandes times de toda a região.

Abaixo uma foto do time juvenil do Industrial treinado pelo Tetega em 1986.

 

 

Juvenil treinado pelo Tetêga - 1986

Em pé : Roney, Quito, Marcinho, Rossine, Agnaldo, Betinho, Tuquim, Itamar e Tetêga.

Agachados : Juninho, Barranco, Renato, Bolão, Klínger, Pedrinho, Nenem e Bêé.

 

 

Os torcedores fanáticos

 

Vamos citar os mais fanáticos Torcedores do Industrial: 

Pra mim  o mais fanático era o meu Tio Caetaninho.

Certa vez o Industrial contratou  um craque de fora, que veio trabalhar na Fabril  e  jogar na sua equipe. 

Eu gostava muito  de "cutucar" o meu Tio Caetanin e perguntei pra ele:

- Como é Tio, este cara que chegou aí é bom? 

Resposta:

O homem bateu seis pratos de comida no Bar do Jucazin.

Eu insisti :

- E aí, joga alguma coisa??? 

Resposta:

- Eu não sei, se jogar o que ele come, estamos feitos. 

 

Além do meu Tio Caetaninho, cito outro Tio meu, chamado Nico Indete, que também tinha grande paixão pelas cores do Industrial.

Outros torcedores que fazem parte dessa seleção são : Zé Nosso, Silvério Veloso, Diogo, Juvêncio de Leopoldina, Carlim Martino, Clodomiro,  Quinzinho, Paulo Andrade, Jucazinho, Quinca Alvernaz, Paulo Mascarenhas, Waldir Alves, Pinto, Inhô Barata, Zé de Jucazinho, Zezé de Juquinha, Adairim, Zuipa, Nonô Rolinha, Quinquin Terra, Miguel Soares, Taninho Carvalho, Jamil, Dico Leite, Antonio de Sá Lucinda, Amantino, Joaquim Nardy, Zé Avelino, Bastião de Olga, Rui Veloso,  Antônio de Rita, Francisquinho de Rita, Sebastião Mascarenhas, Zé Moreno e Quim Alves.

 

A Torcida Fanática do ISC  comparecia ao Campo do AFC sempre para apoiar o time de fora e posicionava-se do outro lado da entrada, no barranco.  Daí foram apelidados pela torcida do AFC  como  'a turma do barranco'.

 

As torcedoras fanáticas também não deixavam a peteca cair e mostravam um carinho especial pelo time.

Algumas delas eram  Detinha de Ciro, Bia de Jucazinho, Vitória, Nazinha, Alaíde e outras.  

 

 

As festas de aniversário do Industrial nas décadas de 40, 50 e 60.

 

Sede do Industrial - Anos 70

Foto: Mauro Sérvulo

 

As  Festas do Industrial eram bem planejadas  e as atividades bem executadas.

 

Vejam abaixo como era a programação daquela época : 

 

Tudo começava às 4 e meia da matina, com a Banda Santo Antônio, sempre presente nos grandes acontecimentos, e da qual  eu fazia parte, apresentava-se  na porta da sede do ISC e saía em desfile pelas ruas e avenidas da cidade, executando os mais belos dobrados, para a felicidade da população de Alvinópolis. 

Por volta das 7 e meia, depois de desfilar por toda a cidade, a Banda  Santo Antônio  retornava à sede do ISC .

Neste horário a eficiente equipe de Landulfo Linhares Perdigão, fogueteiro de renome na região, executava a "Salva de 21 Tiros", tradição nos grandes eventos.

Eram estrondos que ecoavam e eram ouvidos em todos os cantos de Alvinópolis.

A cada 05 segundos um tiro, ou seja, os tiros eram pausados. 

Em seguida era servido um lanche com pães, salgados, refrigerantes, café com leite e toddy quente para os componentes da Banda Santo Antônio, Diretores e Associados do Clube.

 

Em seguida, à partir das 09 horas da manhã, eram iniciadas diversas atividades esportivas, com a participação de adultos e crianças de 10 a 13 anos. 

Vejam a relação das atividades :

01-  Corrida de 50 metros com 1 ovo na colher. Se o ovo caísse, o  participante era eliminado.

02- Corrida de 50 metros  dentro  de um saco,  o participante que caísse era eliminado.

03- Corrida de 50 metros para  crianças.

04- Corrida de 50 metros para adultos.

05- Lançamentos de argolas em Garrafas para adultos.

 

E para finalizar, a atividade mais difícil, o temido pau de sêbo, que era só para adultos. Este era cravado no meio da Baixada, com um pau de eucalipto, medindo aproximadamente  7 metros. Sua casca era retirada e a  madeira rigorosamente untada com muito sêbo de boi.

Lá em cima na ponta  do eucalipto  era amarrada uma nota de R$  100,00 (cem reais no dinheiro de hoje). Quem conseguisse subir até o topo ganhava o prêmio.  Uma tarefa árdua, dificilmente alcançada por alguém.

 

Na parte  da tarde  a festa continuava,  desta feita no campo do ISC,  para uma grande partida de Futebol.

 

 

Sede do ISC - Anos 80

Foto: Mauro Sérvulo

 

Décadas de 60 e 70 - Os grandes bailes.

 

Nos  anos 60,  sob o comando de Bia de Jucazin, assessorada  por Paulo Andrade e Clodomiro, foram realizados os mais famosos Bailes do Industrial.

Começando com a contratação da "Orquestra Cassino de Sevilla" (foto abaixo), de origem Espanhola, que na época era  a mais famosa orquestra  de baile  do Brasil. 

Esta grandiosa festa  provocou alvoroço em Alvinópolis e disputa acirrada por reservas de mesas.  Sem dúvida um dos bailes mais marcantes.

 

 

 

Posteriormente tivemos outros bailes, também famosos com a animação de grandes orquestras como a  Orquestra  de Walter Machado de São Paulo, Orquestra Los Mexicanitos de Belo Horizonte. 

 

Outro grande Baile que marcou época em Alvinópolis, agora nos anos 70, sob o comando de Julio Batista Papa foi o  Grande Baile das Misses Minas Gerais.

Alvinópolis recebeu as 25 moças mais lindas do estado, representando  suas respectivas cidades.

No comando do desfile,o mais famoso colunista social da época, que trabalhava no Jornal Estado de Minas, que se chamava  Nicolau Neto.

Na  animação do Baile,  a Grande Orquestra da Polícia Militar de Minas Gerais. 

 

 

Praça São Sebastião - Baixada - Anos 80

Palco das Grandes Festas do Industrial

Foto: Mauro Sérvulo

 

As grandes Festas Juninas do ISC, no Centro da Baixada.

Bailes Juninos com Forró e a tradicional "Quadrilha" eram realizados com muita eficiência pelos Mestres Joaquim Anastácio e Aristides Faria (Pai de Zé Rezende e Aristidina).
Eram construídas fogueiras de 10 metros de altura, além de barraquinhas vendendo de tudo: canjica, quentão, cuscuz, caipirinhas diversas, pipoca e tudo mais. Realmente um tempo inesquecível.

 

Espero ter contado um pouco da história do grande Industrial Sport Club pra vocês. Que outros alvinopolenses possam relembrar de mais fatos e acrescentarem a este depoimento.

 

Um grande abraço a todos os alvinopolenses.

 

José Silvério de Carvalho.

Contato : josesilverio.carvalho@gmail.com