MEMÓRIAS DE ALVINÓPOLIS

 

Inauguração do Campo Aviação

 

Mauro Sérvulo

 

              Na década de 50, Manoel Antonio Puig, casado com Rita Turrer Puig, homem de muita visão e empreendedor, com o apoio da Prefeitura de Alvinópolis, construiu a pista de pouso para aviões,  hoje conhecida como Campo da Aviação.

 

 

A foto, do acervo do Mauro Sérvulo,  mostra Puig e o tratorista da Prefeitura, Velho de Leonildo e outros trabalhadores durante as obras.

 

Concluída a pista de pouso, Puig conseguiu que a empresa de aviação de B.H., Aero Sita, da qual um dos sócios era o Comandante 

Jucá, incluísse Alvinópolis na rota dos  vôos regulares (diários), entre Belo Horizonte, Alvinópolis, Manhuaçu e Manhumirim.

 

O tempo de viagem entre Belo Horizonte e Alvinópolis, era de aproximadamente  30 minutos.

 

Na foto acima, a Av. Antônio Carlos de hoje e a casa de Minô, Ninho da Águia dos dias atuais,

onde funcionava, em um pequeno cômodo, o escritório da Aero Sita. Ali as passagens

eram emitidas  e mantidos contatos por rádio  com a sede em Belo Horizonte.

O prefixo de Alvinópolis era 05; BH, PPC 24. 

 

Nas fotos, José Faustino Gomes,  Zuipa, Dr. Fritz,  José Américo, Zezito de Quinzinho, Lauro,

D.Miriam,  Dr Guaracy,  Prefeito de Alvinópolis,

Monsenhor Bicalho (Alvinopolense, Vigário Geral de BH,  

um dos passageiros do vôo inaugural), Hermon, Dr.Mário França,

médico na cidade por muitos anos, Euclides de Almeida, Neco Gomes, além de outros.  

 

           Durante um certo tempo, fui agente da Aero Sita em Alvinópolis, indicado pelo gerente

do Banco Crédito e Comércio de Minas Gerais,S.A, José Américo da Costa Junior, casado com Angélica, e também “controlador de vôo”. Outros controladores foram o Magela da Caixa e Lourenço irmão de Tatão.

Através do rádio mantinha contatos diários com a Aero Sita em BH, no aeroporto do Carlos Prates, avisava se tinham passageiros ou encomendas e informava as condições do tempo, olhando por uma pequena janela do escritório da empresa.

 

Portanto, não havia certeza absoluta das condições do tempo. Se fora da pequena janela estivesse armando chuva, a informação dada pela olhada na janela estaria completamente diferente.

 

Quando chegavam passageiros ou encomendas, o comandante Lopes tirava um raso sobre o Gaspar (as mangas maduras, da mangueira da casa de Augusta, caiam todas), avisando da chegada do Avião.

Era a senha para enviar um táxi ao campo. Era comum também tirar alguns rasos sobre o campo para espantar os bois que descansavam na pista. Á noite, costumávamos usar o rádio da Aero Sita para transmitir música ao vivo para a cidade.

Vicente Prisco, Totó de Inhozito, Tito Ossada também participavam das apresentações. Os moradores interessados, eram informados da freqüência da rádio para sintonizarem, em ondas tropicais, a nossa programação.

As transmissões eram abertas com a seguinte frase:

- Rádio Alvinopolense transmitindo para o Brasil e para o Mundo.

Era uma rádio “pirata” e fomos  proibidos de usar o equipamento para esse fim.  Não me recordo da época do cancelamento dos vôos para Alvinópolis.

 

Mauro Sérvulo é fotógrafo alvinopolense, residente em Belo Horizonte.

Todas as fotos deste artigo são do seu acervo histórico.

Contato : cursofotografiamauroservulo@gmail.com