Alvinópolis em Revista

 

SUPER ROCK 2006 - QUEM NÃO FOI PERDEU
 

 

Nunca Alvinópolis teve uma amostra pop rock de tamanha qualidade.

 

Foram 3 dias em que bandas muito boas se revezaram no palco.

Teve rock pra todos os gostos.

 

QUINTA-FEIRA – DIA 12

 

Na quinta feira, subiram ao palco as bandas Black Morro e Vovó Piluca de Alvinópolis e a banda Ênfase, de João Monlevade. A banda escalada para abrir, era justamente a debutante do festival, recém-batizada como Black Morro ( pelo amor de Deus, não troquem o nome para MENOPAUSA). O Black Morro fez um show correto, sem erros, com uma boa disposição no palco e uma excelente qualidade instrumental.

Depois, foi a vez da banda Ênfase de Monlevade. A galera da cidade vizinha botou pra quebrar. Um show competente, com uma boa qualidade de músicas próprias e um jeito diferente de tocar as covers. Saiu com moral alta.

A última banda a se apresentar foi a badalada Vovó Piluca de Alvinópolis. A família Piluca entrou no palco muito nervosa e sua performance não foi a esperada. Quem conhece a banda, sabe que tem qualidade. Quem assistiu a apresentação da banda no PALCO LIVRE, sábado à tarde, pôde perceber que tem muito mais qualidade, com instrumental perfeito e vocal superafinado. Outras chances virão para apagar essa impressão negativa.

 

SEXTA FEIRA – DIA 13

 

Na sexta-feira, subiram ao palco as bandas OS OUTROS e FATOR ALMA de Alvinópolis e as bandas CRUZ CREDO e DAMAGE de Belo Horizonte.

O Fator Alma abriu, mostrando muita evolução. Fizeram um show com muita garra e conquistaram a galera.

Depois foi a vez da banda CRUZ CREDO de B.Horizonte.

A banda CRUZ CREDO é formada por uma turma muito nova. O mais velho da banda tem 21 anos, mas á despeito da idade, a banda parecia veterana. Tiveram a frieza de regular um retorno baixinho no palco ( uma manha que o pessoal de Alvinópolis precisa pegar). Com retorno baixo, o pessoal do som pôde colocar o som do microfone do vocalista um pouco mais alto e com isso deu pra ouvir a voz com toda clareza. O Cruz Credo surpreendeu a todos com uma apresentação perfeita. A sexta-feira treze deu sorte pra eles. Depois, foi a vez da banda OS OUTROS de Alvinópolis. O show começou até bem, mas no meio do show houve um problema técnico no palco que prejudicou a banda. Parece que um problema com um cabo ou com amplificador e o show teve uma interrupção de mais de 40 minutos. Quando a banda voltou a tocar, o público já tinha se dispersado. De qualquer maneira, é de registrar a ousadia da banda ao tocar algumas músicas difíceis com muita correção.   Ã última banda da noite foi a DAMAGE de Belo Horizonte. Sem dúvida, foi a banda mais pesada a tocar em Alvinópolis em todos os tempos. As casas da rua de cima tremeram com a massaroca sonora da banda. O baterista parecia ter uns 8 braços e ainda era o cantor da banda. Os guitarristas também pareciam manusear serras elétricas, tamanho o barulho e o peso que despejavam. A alta qualidade instrumental e o volume era altíssimo fizeram a alegria da galera, com direito a invasão do palco por parte do público.

  

SÁBADO – DIA 14

 

No sábado, foi a vez das bandas KALAMIDADE PÚBLICA e PORÃO 71 de Alvinópolis e EFECTO de Belo horizonte.

A primeira banda a se apresentar foi a Alvinopolense KALAMIDADE PÚBLICA.

Os rapazes do Kalamidade faziam um show correto, perfeito, até que também foram prejudicados por problemas técnicos. De repente, o amplificador de guitarra parou de funcionar e até que o pessoal conseguiu consertar, perdeu-se muito tempo e o público dispersou. Na volta, a banda voltou até bem, mas a interrupção acabou dando uma esfriada no show.

Depois do kalamidade, pintou o rock politizado da banda EFECTO de B.Horizonte. Os, caras, já conhecidos da galera de Alvinópolis do festival de música, detonaram, embora também tenham tido problemas com o som.

Pra finalizar, o Porão 71 mostrou porquê tem tanta moral junto ao público Alvinopolense. Bons músicos, uma cozinha firme,   boa movimentação de palco , um repertorio maduro e um vocalista meio xamã, daqueles que parece incorporar espíritos selvagens e promover uma catarse com o público. Só tem de tomar cuidado para não causar acidentes com pedestais de microfone e outras coisas no palco...ou então, que as empresas de sonorização tenham seguro.

 

 

O RESULTADO

 

A premiação foi decidida através da votação popular e da avaliação de um júri técnico definido pela organização.

A premiação foi a seguinte:

 

Primeiro lugar :   Banda CRUZ CREDO – Belo Horizonte  

Segundo lugar :  Banda EFECTO  – Belo Horizonte

Terceiro lugar :   Banda PORÁO 71 – Alvinópolis 

 

Melhor banda cover – Banda ENFASE – J.Monlevade

 

Melhor Música própria - Heróis de papel - Banda Fator Alma de Alvinópolis

 

Melhor instrumentista – Juliano – Banda DAMAGE – Belo Horizonte

 

Banda REVELAÇÃO – Banda Black Morro – Alvinópolis.

 

 

O PÚBLICO

 

O ponto negativo do SUPER ROCK foi o público reduzido nos três dias de evento. As pessoas apontam vários motivos para isso, como preços altos para os padrões alvinopolenses, rejeição das pessoas na cidade pelo proprietário do local, tido como polêmico , distancia do centro da cidade, chuva, carro de som ligado na praça que prendeu a galera na baixada. A ausência de um público numeroso, foi compensado pela paixão dos presentes.

Só pela alegria na cara de vários jovens instrumentistas Alvinopolenses e pela possibilidade a abrir espaços até para as bandas de fora, também sem espaços pra mostrar suas músicas, já valeu a pena.

Como será eu não sei, mas vamos nos preparar desde já para o SUPER ROCK 2007,

quem sabe numa praça.

As críticas construtivas serão sempre bem-vindas.

 

MARCOS MARTINO

 

 

 

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