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Nunca Alvinópolis teve uma amostra pop rock de tamanha
qualidade.
Foram 3 dias em que bandas muito boas se revezaram no
palco.
Teve rock pra todos os gostos.
QUINTA-FEIRA – DIA 12
Na quinta feira, subiram ao palco as bandas Black Morro
e Vovó Piluca de Alvinópolis e a banda Ênfase, de João
Monlevade. A banda escalada para abrir, era justamente a
debutante do festival, recém-batizada como Black Morro (
pelo amor de Deus, não troquem o nome para MENOPAUSA). O
Black Morro fez um show correto, sem erros, com uma boa
disposição no palco e uma excelente qualidade
instrumental.
Depois, foi a vez da banda Ênfase de Monlevade. A galera
da cidade vizinha botou pra quebrar. Um show competente,
com uma boa qualidade de músicas próprias e um jeito
diferente de tocar as covers. Saiu com moral alta.
A última banda a se apresentar foi a badalada Vovó
Piluca de Alvinópolis. A família Piluca entrou no palco
muito nervosa e sua performance não foi a esperada. Quem
conhece a banda, sabe que tem qualidade. Quem assistiu a
apresentação da banda no PALCO LIVRE, sábado à tarde,
pôde perceber que tem muito mais qualidade, com
instrumental perfeito e vocal superafinado. Outras
chances virão para apagar essa impressão negativa.
SEXTA FEIRA – DIA 13
Na sexta-feira, subiram ao palco as bandas OS OUTROS e
FATOR ALMA de Alvinópolis e as bandas CRUZ CREDO e
DAMAGE de Belo Horizonte.
O Fator Alma abriu, mostrando muita evolução. Fizeram um
show com muita garra e conquistaram a galera.
Depois foi a vez da banda CRUZ CREDO de B.Horizonte.
A banda CRUZ CREDO é formada por uma turma muito nova. O
mais velho da banda tem 21 anos, mas á despeito da
idade, a banda parecia veterana. Tiveram a frieza de
regular um retorno baixinho no palco ( uma manha que o
pessoal de Alvinópolis precisa pegar). Com retorno
baixo, o pessoal do som pôde colocar o som do microfone
do vocalista um pouco mais alto e com isso deu pra ouvir
a voz com toda clareza. O Cruz Credo surpreendeu a todos
com uma apresentação perfeita. A sexta-feira treze deu
sorte pra eles. Depois, foi a vez da banda OS OUTROS de
Alvinópolis. O show começou até bem, mas no meio do show
houve um problema técnico no palco que prejudicou a
banda. Parece que um problema com um cabo ou com
amplificador e o show teve uma interrupção de mais de 40
minutos. Quando a banda voltou a tocar, o público já
tinha se dispersado. De qualquer maneira, é de registrar
a ousadia da banda ao tocar algumas músicas difíceis com
muita correção. Ã última banda da noite foi a DAMAGE
de Belo Horizonte. Sem dúvida, foi a banda mais pesada a
tocar em Alvinópolis em todos os tempos. As casas da rua
de cima tremeram com a massaroca sonora da banda. O
baterista parecia ter uns 8 braços e ainda era o cantor
da banda. Os guitarristas também pareciam manusear
serras elétricas, tamanho o barulho e o peso que
despejavam. A alta qualidade instrumental e o volume era
altíssimo fizeram a alegria da galera, com direito a
invasão do palco por parte do público.
SÁBADO – DIA 14
No sábado, foi a vez das bandas KALAMIDADE PÚBLICA e
PORÃO 71 de Alvinópolis e EFECTO de Belo horizonte.
A primeira banda a se apresentar foi a Alvinopolense
KALAMIDADE PÚBLICA.
Os rapazes do Kalamidade faziam um show correto,
perfeito, até que também foram prejudicados por
problemas técnicos. De repente, o amplificador de
guitarra parou de funcionar e até que o pessoal
conseguiu consertar, perdeu-se muito tempo e o público
dispersou. Na volta, a banda voltou até bem, mas a
interrupção acabou dando uma esfriada no show.
Depois do kalamidade, pintou o rock politizado da banda
EFECTO de B.Horizonte. Os, caras, já conhecidos da
galera de Alvinópolis do festival de música, detonaram,
embora também tenham tido problemas com o som.
Pra finalizar, o Porão 71 mostrou porquê tem tanta moral
junto ao público Alvinopolense. Bons músicos, uma
cozinha firme, boa movimentação de palco , um
repertorio maduro e um vocalista meio xamã, daqueles que
parece incorporar espíritos selvagens e promover uma
catarse com o público. Só tem de tomar cuidado para não
causar acidentes com pedestais de microfone e outras
coisas no palco...ou então, que as empresas de
sonorização tenham seguro.
O RESULTADO
A premiação foi decidida através da votação popular e da
avaliação de um júri técnico definido pela organização.
A premiação foi a seguinte:
Primeiro lugar : Banda CRUZ
CREDO – Belo Horizonte
Segundo lugar : Banda EFECTO
– Belo Horizonte
Terceiro lugar : Banda PORÁO
71 – Alvinópolis
Melhor banda cover – Banda ENFASE – J.Monlevade
Melhor Música própria - Heróis de papel -
Banda Fator Alma de Alvinópolis
Melhor instrumentista – Juliano – Banda
DAMAGE – Belo Horizonte
Banda
REVELAÇÃO – Banda Black Morro – Alvinópolis.
O PÚBLICO
O ponto negativo do SUPER ROCK foi o público reduzido
nos três dias de evento. As pessoas apontam vários
motivos para isso, como preços altos para os padrões
alvinopolenses, rejeição das pessoas na cidade pelo
proprietário do local, tido como polêmico , distancia do
centro da cidade, chuva, carro de som ligado na praça
que prendeu a galera na baixada. A ausência de um
público numeroso, foi compensado pela paixão dos
presentes.
Só pela alegria na cara de vários jovens instrumentistas
Alvinopolenses e pela possibilidade a abrir espaços até
para as bandas de fora, também sem espaços pra mostrar
suas músicas, já valeu a pena.
Como será eu não sei, mas vamos nos preparar desde já
para o SUPER ROCK 2007,
quem sabe numa praça.
As críticas
construtivas serão sempre bem-vindas.
MARCOS MARTINO |