DA PAJELANÇA À MEDICINA BASEADA EM EVIDÊNCIAS

 

Visão panorâmica da Saúde no Município de Alvinópolis.

 

A região onde se situa o Município de Alvinópolis era habitada pelos índios botocudos, quando aqui chegaram os primeiros bandeirantes, vindos de Ouro Preto e Mariana, em 1696. Os índios botocudos ocupavam toda a região do Vale do Rio Doce até o litoral do Espírito Santo. Eles eram hostis aos portugueses, não se submetiam ao trabalho escravo e foram dizimados ou expulsos da região.

 

Com os portugueses vieram também os escravos africanos. As construções iniciais, situadas na região onde hoje fica a Matriz de Nossa Senhora do Rosário, eram fortificações para resistir aos ataques dos índios. A partir daí a cidade foi se expandindo lentamente. Pouco se sabe da cultura indígena regional.

 

A medicina praticada, então, era basicamente a portuguesa, já com alguma influência da cultura negra e também da indígena. Desta “Medicina Popular”, mesclada de fitoterapia, crenças religiosas, encontram-se sinais nos dias de hoje, constituindo-se num dos marcos culturais mais importantes de nosso povo. Somente em agosto de 1931 aqui chegou o primeiro médico. Pouca gente tinha recursos para se deslocar a outros centros e consultar médicos e, às vezes, nem estradas existiam.

 

A população se valia da “Medicina Popular” disponíveis, através de seus agentes, muitos dos quais famosos na região: parteiras, parteiros, benzedeiras e benzedeiros, curandeiros, farmacêuticos práticos, farmacêuticos formados e outros agentes da “Medicina Popular” é que socorriam os enfermos e necessitados de cuidados médicos. Nos registros disponíveis não há referências, pois os dados obtidos foram de depoimentos das pessoas citadas na bibliografia ou de conhecimento pessoal.

 

Preocupa-me a falta de documentos que marquem a atividade médica na cidade. Espero que este registro seja o início de outros trabalhos que resgatem a História da Medicina em Alvinópolis.

 

Parteiros que ficaram famosos por sua habilidade foram vários: Chico Cotta (Francisco Cotta), que também era benzedor, fazendeiro de posse e que deixou família numerosa e muito atuante em nossa comunidade; Sô Velho do Canjica (Teotônio Alves Torres), nascido em Bicas (Rio Piracicaba), radicou-se aqui e também deixou descendência numerosa, morreu tentando ajudar uma gestante em parto difícil; Totocha (Sr. Washington Starling), farmacêutico, residiu alguns anos no distrito de Major Ezequiel, hoje residindo em Dom Silvério, onde tem farmácia; Jerônimo Viana Pires, farmacêutico, morou alguns anos no distrito de Fonseca, de onde voltou para Niterói, RJ, de onde procedia; Sr. Duarte (Antônio Duarte Júnior), que atuou em Alvinópolis de 1928 até a década de 60, deixou muita lembrança e família numerosa - dele falaremos ainda, como farmacêutico.

 

Parteiras famosas: Sá Maria Procópia, que usava uma unha para fazer episiotomia mediana, aqui atuou por muitos anos; Teodolina, contemporânea de Maria Procópia, diziam que Teodolina era parteira dos pobres e Maria Procópia, parteira dos ricos...; Dona Fina (Sra. Josefina Miranda); Raimunda Lage; Dona Maria de Zé Capitão; Dona Feliciana; Dona Milota (Emília). A partir de 1949 as Irmãs da Beneficência Popular de Alvinópolis passaram a atuar no Hospital Nossa Senhora de Lourdes e deixaram muita lembrança como parteiras: Irmã Eva Veiga, Irmã Conceição, Irmã Torres, Irmã Leonice, Irmã Amélia, Irmã Berta, Irmã Inês, Irmã Dias e Irmã Maria.

 

Benzedores mais famosos: Chico Cotta, Sr. Bêjo (Benjamim Gregório dos Santos), Joaquim Abreu, Vicente do Canjica, Nico Bento, Tomaz Moray, Nozico Rola, Raulzito (Raul Elias de Oliveira).

 

Benzedeiras: Dona Mariquinha do Curro, Sá Tereza (Tereza Amância Duarte), Maria Amância Duarte, Dona Zulmira, Sá Maria Rita (mãe de João Petisco), Sá Rosa da Perna de Pau, Sá Maria do Cosme e Cadão, Dona Raimunda Matoso e Dona Isabel Antonina Pereira (Isabel da Rua de Cima).

 

 Outras benzedeiras: Sá Ninha (moradora da Rua do Canto, mãe de Joaquim Silva – operário da Cia Fabril e músico da Banda Santo Antonio); Sá Velha (tia de Zé Tiché - moradora da Rua do Canto), Sá Cota (esposa de Horácio Freitas, cunhada de Sô Eurico fotógrafo - moradora do final da Rua São José), Sá Olímpia (moradora da Rua do Rosário, antecedendo de Sá Procópia), Dona Efigênia Veloso (esposa de Sô Nico Soares e mãe de Miguel Soares), sendo as duas últimas também parteiras.

 

Na atualidade, a Irmã Sebastiana da Beneficência Popular faz atendimento à classe pobre com suas receitas fitoterápicas com grande aceitação e procura popular. (Monsenhor Rafael, fundador da Beneficência Popular, quando Vigário em nossa terra incentivou muito a fitoterapia, usava os rituais católicos sempre que podia para divulgar boas normas higiênicas e dietéticas, aconselhava muitos recém-casados nesse sentido).

 

Práticas de candomblé e umbanda são raras, sendo os rituais de cura evangélicos mais comuns.

 

Zeladoras de doentes: Sá Raimunda Formiga, Dona Geracinda, Maria de Zé Capitão, as esposas de Mequiades Tatu e de João de Joana.

 

Enfermeiros populares: Odorico do Hospital, Micaré (José da Conceição Carvalho) e Orlando Lima, que atendiam no Hospital e no Posto de Saúde. O Sr. Orlando Lima, tinha uma habilidade famosa – tirador de solitária: passava sonda naso-duodenal no paciente, através da qual aplicava o único anti-helmíntico eficaz da época, o extrato etéreo de feto macho, intolerável por via oral; depois injetava pela mesma via óleo de rícino. O paciente aguardava no Posto o efeito do purgante, pois o Sr. Orlando Lima fazia questão de verificar se saiu a cabeça da solitária...

 

Certamente, muitos outros participaram da Medicina Popular em nossa terra, tornando difícil o resgate de todos os nomes. Fica aqui registrado meu desejo de que outros o consigam. Tantos continuam e continuarão a coser machucados, benzer maus-olhados, ventos-virados e espinhelas caídas, e fazendo suas raizadas, chás e porções...

 

Farmacêuticos – o Coronel Olímpio Soares Pena foi o primeiro farmacêutico de Alvinópolis; formado em Ouro Preto ainda no século XIX, aqui teve vida profissional e política ativa, tendo chegado a Presidente da Câmara Municipal, o que antes da era Vargas equivalia ao atual Prefeito.Em 1919 começou a atuar aqui o Sr. Juvêncio Vasconcelos Moreira, este o primeiro alvinopolense a concluir curso superior de Farmácia, aqui trabalhou até 1929.

 

O Sr. Altamiro Bessa formou-se pela Escola de Farmácia de Ubá, instalando farmácias na Rua Melo Viana. Em 1932 completou curso e foi diplomado pela Faculdade de Medicina Fisioterápica do Rio de Janeiro. Infelizmente, faleceu em 22 de agosto de 1933, tudo indicando ter sido vítima de meningite, pois encontrava-se tratando de paciente acometido desta doença. A esposa do Sr. Altamiro, Professora Madalena de Oliveira Bessa deixou sua marca como Educadora e também como notável colaboradora na construção e início de funcionamento da Santa Casa, hoje nosso Hospital.

 

Sr. Duarte, Antônio Duarte Júnior, formou-se em Ubá em 1927. Começou a trabalhar em Alvinópolis em 1928. Proveniente de Itamarati, distrito de Cataguases, casou-se com D. Petrina Moreira de Vasconcellos, em 1929. Aqui nasceram 5 de seus 6 filhos. Teve intensa vida profissional em nossa cidade, com breves intervalos: entre 1939 e 1942 teve farmácia em Catas Altas, em 1940 passou algum tempo em Teixeiras, na fazenda Paraíso, e alguns meses no final de sua vida em João Monlevade, onde faleceu em 20 de agosto de 1964.

 

José Catete Braga, o Catete, começou a trabalhar como empregado na Farmácia do Sr. Duarte, no início dos anos 30, onde aprendeu ofício. Após anos, sem desavença com o Sr. Duarte, montou sua própria Farmácia.

 

Sebastião de Vasconcellos Barros, senhor Tatão, trabalhou com Farmácia em Alvinópolis entre 1920/1930. Mudava-se muito e um de seus filhos nasceu aqui. Seu Tatão é pai do Dr. Edgar de Vasconcellos Barros, Sociólogo de renome.

 

José Pio X Martins, o Zé Pio, casado com Dona Vicência, filha de Velho do Canjica, teve farmácia no Gaspar e mais tarde na Rua de Cima, na década de 40.

 

Sô Dodô, em 1944, recém-casado com Dona Maria Cotta Pinto Coelho, filha do Sr. Chico Cotta, chegou em nossa cidade o Sr. José Pinto Coelho, vindo de Rio Piracicaba. Pouco tempo depois, fez exame de suficiência, equipando-se, legalmente, a farmacêuticos formados em Curso Superior. Até hoje Sr. Dodô convive em nosso meio e  vários de seus filhos também seguem a carreira da saúde, mantendo duas farmácias em Alvinópolis.

 

José Boff, formado pela UFMG, procedente de Pedro Leopoldo, aqui chegou no início da década de 50, quando manteve uma farmácia na Praça Bias Fortes, esquina com rua Fonseca, por 5 anos, depois  retornando  à sua cidade natal.

 

José Elísio Pinto Coelho, filho primogênito de Sr. Dodô formou-se em Ouro Preto, em 1969 e mantém uma farmácia na Rua Fonseca, sendo ainda responsável pelo Laboratório de Análises Clínicas do Hospital, além de ser o farmacêutico responsável pelo Projeto Corações de Alvinópolis.

 

Sr. Joaquim Teixeira, farmacêutico em Padre Pinto, Rio Piracicaba – teve intensa atuação na região nas décadas de 60/70, residente, hoje, em Ponte Nova, aposentado da profissão e proprietário rural.

 

Sr. Sávio Antônio Marques dos Santos, que desde 1977 mantém a Drogaria Central, situada à Avenida Padre José Marciano, e tem como responsável técnico o farmacêutico Carlos Roberto.

 

 

O HOSPITAL

 

Na década de trinta foi criada a Santa Casa de Alvinópolis, através da sociedade São Vicente de Paulo, cujo Presidente do Conselho Vicentino foi o Sr. Dr. Orlando de Souza; Diretor Clínico, o Sr. Dr. José Piedade da Silva Pontes, primeiro médico vinculado à história do Hospital, construído em terreno doado pelo Sr. José Rodrigues de Souza.

 

Também nesses tempos iniciais e difíceis, marcou época o trabalho da Professora Madalena de Oliveira Bessa  - Dona Madalena - que tinha o título de Diretora, mas desempenhava todas as funções: de faxineira aos cuidados com os pacientes. Logo depois, começou o trabalho de Sá Donana (Ana de Souza), que ali permaneceu até seu falecimento. Colaborou também, Dona Leonora que, após tratamento, sofreu amputação de membro inferior e permaneceu até o fim de sua vida como responsável pela lavanderia do Hospital. Com seu serviço iniciou a construção da capela do Sertão. É impossível citar neste trabalho todos os abnegados voluntários que construíram, melhoraram e mantiveram essa instituição até hoje. Contamos com tantos doares anônimos, dentre os quais o Sr. João Vasconcellos Barros, que seria o “padrinho”, se houvesse eleição para tal.

 

As Provedorias, Diretorias, funcionários, médicos que ali trabalham, cada um a seu modo, conseguiram fazer da Santa Casa de então, o Hospital Nossa Senhora de Lourdes de hoje, com cerca de 70 leitos e bons projetos de melhoria, apesar das dificuldades financeiras impostas a todos Hospitais, pelas políticas de saúde vigentes. Necessário se faz alguns destaques: o saudoso Dr. Frederico Augusto M. Álvares da Silva - Dr. Fritz, engenheiro e Gerente da Cia. Fabril Mascarenhas, e Dr. Mário França, primeiro médico a assumir o atendimento no Hospital, ambos, exemplos inesquecíveis de idealismo e desprendimento; Sr. Joaquim Vicentino Gomes, Provedor e Historiador; a Liga Monsenhor Horta, tendo à frente Guilhermina de Vasconcellos Moreira e Amélia Barcelos Gomes; o trabalho contínuo e incansável da Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) na rotina do dia-a-dia.

 

Consta-se que o nome, Hospital Nossa Senhora de Lourdes, foi sugestão de uma devota irmã do Dr. Fritz, Laura Álvares da Silva. Além deste dado há fatos interessantes que não constam dos registros existentes no Hospital, onde, até 1965, quase não se faziam partos, só em domicílio. Não se fazia hidratação intravenosa, apenas via subcutânea, além disso, existia apenas um equipo de látex para infusões, esterilizado por fervura. Existia, ainda, só uma agulha de sutura curva, re-aproveitável e re-esterilizada  por fervura, pois não havia estufa.

 

Havia um depósito de cocaína pura que diluída em água destilada  era usada como anestésico local, mais tarde desprezado, por perder sua validade.

 

A primeira transfusão de sangue coletada e transfundida no Hospital da cidade foi feita em 1965. Também neste ano realizou-se a primeira traqueostomia e gastrostomia de urgência, ambas em paciente com obstrução aguda de vias aéreas superiores e esôfago por ingestão de soda cáustica, e ainda sobrevivente. Em 1965 decorreu a primeira e bem sucedida reanimação de parada cárdio-respiratório. Primeira traqueostomia em criança de um ano e meio de idade, em 1966, hoje também adulto saudável. Primeira cesareana em 1967, gestante com deslocamento prematuro de placenta, sem condições para remoção, com o feto morto, sendo que a paciente também sobrevive.

 

A partir de 1965, iniciou-se uma fase de grande melhoria no atendimento hospitalar em Alvinópolis com aquisição de novos equipamentos, instrumental cirúrgico, melhoria nas instalações físicas, contratação de pessoal, serviço de contabilidade, com a atuação do já citado Dr. Fritz  como Provedor;  Dr. Mário França, como Diretor Clínico; Dr. José Sylvio Vieira Gomes, Sr. Joaquim Vicentino Gomes, Sr. Niquinho (Antônio Martins da Silva), voluntários e demais colaboradores da SSVP, nas promoções para se obter recursos.

 

No final da década de 60 foram firmados convênios com o FUNRURAL e com INANPS, ambos remunerando o atendimento médico que antes era gratuito. Em 1972, o FUNRURAL doou um equipamento de Raios-X de 600mA, com seriógrafo, “bucky”, bastante avançado para a época, e em funcionamento até hoje. Com promoções comunitárias associadas à participação da Companhia Vale Rio Doce foi construída uma ala especial para a instalação e funcionamento da aparelhagem de Raios-X. Esse equipamento foi destinado ao Hospital após a gestão do Dr. José Sylvio Vieira Gomes junto à Superintendência Regional do FUNRURAL.Na época uma ambulância fora doada, mas como a manutenção do veículo era impraticável ao Hospital, fez-se a troca pelo aparelho de Raio-X .

 

Outros dados sobre a vida do Hospital estão disponíveis nos documentos da SSVP, nos relatórios feitos pelo Sr. Joaquim Vicentino Gomes, Provedor por várias gestões.

 

Importante ressaltar o trabalho abnegado e cansativo de auxiliares de enfermagem, do laboratório e demais serviços do Hospital bem como das Irmãs da Beneficência Popular ao longo de todos esses anos.

 

 

O POSTO DE SAÚDE

 

Instalado em 1948/1949, por iniciativa do Dr. Mário França, seu Chefe até 1976, deixou marcas indeléveis na área de Saúde Pública local. Lembremos algumas: o Lactário Stela Andrade, que em convênio com a Legião Brasileira de Assistência (LBA) distribuía mamadeiras às crianças carentes, por tantos anos. Funcionou algum tempo na Rua 5 de Fevereiro, sendo depois transferido para o Posto de Saúde. Ali tivemos a atuação de nossas contemporâneas Maria Auxiliadora Moreira Duarte e Maria Turrer Rodrigues, Dona Marica de Zé Rodrigues, que após o trabalho no lactário seguiu por muitos anos no Posto de Saúde. O atendimento odontológico foi implantado, em 1949, pelos odontólogos Antônio Caetano Machado e Ari Moreira, estando o Dr. Antônio Machado entre nós até hoje, tendo trabalhado até pouco tempo. O Dr. Ari Moreira radicou-se em Brasília para onde se mudou ainda na construção da capital. Em 1966 foi implementado o Serviço de Ação Dispensarial contra a Tuberculose. Instituído pelo Prof. José Feldman, aqui sob o comando do Dr. José Sylvio Vieira Gomes. O Hospital cedeu o aparelho de Raios-X, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) fornecia filmes, revelador, fixador, lâminas e corantes laboratoriais. Os prontuários dos pacientes, junto com filmes de Raios-X tórax e lâminas eram enviados à SES – Belo Horizonte, onde uma equipe de tisiologistas examinavam e completavam com a prescrição, devolvidos então a Alvinópolis com a medicação. Essa rotina se repetia a cada 60 dias. O tratamento tinha como base estreptomicina, uma injeção intramuscular por dia, durante pelo menos 360 dias, além das demais drogas via oral.

 

Descobriram-se dezenas de casos novos de tuberculose na cidade e na zona rural, com tratamento preventivo dos contatos além do tratamento dos pacientes. Não demoraram a surgir os bons resultados e o Posto de Saúde tornou-se referência regional do programa. Infelizmente todos os arquivos se perderam, mas ao longo desses anos dezenas de pacientes dos municípios vizinhos aqui foram tratados. Temos hoje o fruto de um bom resultado, onde há vários anos não se diagnosticavam caso de tuberculose ativa no município e somente ao final de 2004 foram notificados dois casos.

 

A Vigilância Sanitária continua ativa. Outro movimento paralelo consistia em fornecer alimentação saudável aos enfermos e contatos. Com o trabalho do Sr. Francisco de Sá, de sua esposa Dona Lourdes, do Sr. Niquinho Gama criou-se uma corrente de colaboradores, cada residência voluntária doava uma marmita por dia, e se conseguiu o fornecimento regular durante anos aos carentes. Os Vicentinos eram a peça chave com sua experiência na utilização dos recursos e fiscalização de seu uso. Nessa mesma época iniciou o funcionamento do Serviço Dispensarial de Hanseníase do qual, durante muitos anos, o Dr. Euclides de Araújo Firmo, residente em Rio Piracicaba era o responsável pelo atendimento na região.

 

O Posto de Saúde manteve-se vinculado ao Centro Metropolitano da Secretaria de Estado da Saúde – Belo Horizonte, até 1980. Passou a denominar-se Unidade Sanitária de Alvinópolis, vinculada ao Centro Regional de Saúde de Itabira. E, finalmente mudou a denominação para Centro de Saúde, vinculado ao Centro Regional de Saúde de Ponte Nova, até sua municipalização semi-plena em 1992. Seus Chefes foram o Dr. Mário França, de 1949 a 1976, Dr. José Sylvio Vieira Gomes, de 1976 a 1989 e Dr. José Mauro, de 1989 a 1992.

 

Figuras marcantes que passaram pelo Posto de Saúde: Orlando Lima, já citado, grande amigo da infância e juventude e incentivador do esporte, manteve por décadas um time de futebol infantil que marcou muitas gerações de Alvinópolis, o LAMBARI.  Micaré (José Carvalho da Conceição) que tinha jeito especial de lidar com os hansenianos sabendo, como ninguém, encontrar e combater focos dos mosquitos. Promovia campanhas de vacinação na cidade e na zona rural. Dona Marica (Maria Turrer Rodrigues), tão alegre no serviço, prestativa e carinhosa com os pacientes.

 

O Dr. Antônio Caetano Machado, dentista vindo de Tocantins, cidadão honorário, até hoje vivendo entre nós, um dos primeiros membros da Diretoria do Hospital e um dos fundadores do Asilo da cidade. Foi o primeiro operador do aparelho de Raios-X portátil que o Hospital teve, junto com seu colega Ari Moreira. Toni do laboratório (Antônio Argemiro de Carvalho), que, ainda hoje, convive conosco. Maria de Micaré (Maria Aparecida de Carvalho Pontes), Aparecida de Tiná (Aparecida Regina Alves), Efigênia dos Santos Quintão, que trabalharam no Posto por mais de vinte anos e continuam atuando na área de saúde. Imaculada da Conceição Carvalho Ferreira, também filha de Micaré, trabalhou no laboratório do Posto.

 

Outro dado interessante: o Posto de Saúde funcionou toda sua vida no mesmo local – casa da Sociedade São Vicente de Paulo, em esquina valorizada, sem pagar aluguel, salvo por curto período.

 

Até 1960 funcionava um matadouro municipal, onde os animais ficavam em quarentena para avaliar sua sanidade antes de serem abatidos. Lembra-nos muito a figura do sr. Joaquim Anastácio com sua habilidade profissional no referido matadouro.

 

 

OS MÉDICOS

                                                                                                                                                  

Dr. José Piedade da Silva Pontes foi o primeiro médico de que se tem notícia na cidade no início da década de 30. Primeiro Diretor Clínico do Hospital local, todavia atendia nas residências ou em seu próprio consultório. Quase nada era feito na Santa Casa. Mais tarde, Dr. Pontes mudou-se para Rio Piracicaba, depois para o Sul Bahia, onde faleceu acometido de “febre amarela”.

 

Dr. Adauto Versiani Caldeira, que aqui residiu entre 1933 e 1935, nomeado Prefeito pelo Governador do Estado, clinicava somente em sua residência e não atendia na Santa Casa.

 

Dr. Mário França, nascido em 23 de março de 1912 em Sete Lagoas, cursou e graduou-se em medicina na Universidade de Minas Gerais hoje, UFMG, formando-se em 1939. Veio para Alvinópolis a convite de “Dr. Fritz” para ser médico da Companhia Fabril Mascarenhas cujo cargo exerceu até aposentar-se. Casou-se com Dona Isabel M. Melo França, com quem teve três filhos: Marisa (falecida), Cristina e Hamilcar França – Ortopedista/Traumatologista na cidade de Pará de Minas. Dr. Mário fundou o Centro de Saúde de Alvinópolis, da Secretaria Estadual de Saúde, em 1949 e foi seu chefe até aposentar-se.

 

Dr. Mário foi também diretor Clínico do Hospital Nossa Senhora de Lourdes de 1939 até seu falecimento em 1980. Em 1950 fez Curso de Médico Sanitarista em Belo Horizonte e, como chefe do Centro de Saúde, implementou vários e bem sucedidos projetos relacionados à saúde pública como o Lactário Stela Andrade, que fazia distribuição gratuita de mamadeiras para lactentes pobres; rotinas de vacinação; serviços dispensariais de tuberculose e de hanseníase; controle de verminoses muito prevalentes na época; combate aos focos de mosquitos. Envolveu-se com dedicação em todos os projetos de construção, reforma e modernização do Hospital. Trabalhou por vários anos com plantão semanal no SAMDU de Ponte Nova, deixando por lá muitos amigos. Prefeito eleito por três legislaturas e vice-prefeito em três, além de participar ativamente como professor voluntário na fundação da Escola Técnica de Comércio “Professor Cândido Gomes”, hoje Escola Estadual. Dr. Mário faleceu em 01 de agosto de 1980. Seu sepultamento foi uma comoção na cidade, com sua urna funerária carregada pelo povo sobre a cabeça de seus amigos e admiradores, fato nunca visto em sua terra adotiva, onde está sepultado.

 

Dr. João Batista, ”Dr. Batista”, de Nova Era, substituiu o Dr. Mário França em 1950, durante os estudos, do mesmo, em curso na Escola de Saúde Pública do Estado.

 

Dr. José Sylvio Vieira Gomes, nascido em Alvinópolis, em 26 de setembro de 1937. formado em 1964, pela Faculdade de Medicina de Porto Alegre, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, veio em seguida para Alvinópolis, convidado pelo Dr. Mário França. Desde janeiro de 1965 atende no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, exceto por curtas interrupções no período de 1989 a 1993, quando trabalhou em Belo Horizonte. Em junho de 1965 foi admitido, por Concurso Público, no Serviço Público Estadual, SES/MG, atendendo no Centro de Saúde até 1989, onde exerceu o cargo de chefia de 1976 a 1989. Em 1976, também por Concurso Público, foi admitido como médico do ex-INAMPS. Manteve-se no cargo de Diretor Clínico do Hospital Nossa Senhora de Loudes de 1980 até 1989. Em 1968 fez estágio e treinamento na área de Anestesiologia, na Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, passando a exercer a especialidade no Hospital local. Até o presente atende no Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

 

Dr. Luciano Nogueira, Cirurgião, atuou por algum tempo aqui, no final da década de 1960, tendo se transferido em seguida para Divinópolis.

 

Dr. Sebastião Irabe do Amaral, Cirurgião, aqui trabalhou por dois anos no início da década de 1970, depois se transferiu para Ipatinga, Hospital Márcio Cunha. Especializou-se em Cirurgia Pediátrica, aposentou-se na Usiminas e transferiu-se para Belo Horizonte, onde faleceu há cerca de 2 anos.

 

Dr. Francisco Marques Gontijo, formado em Montes Claros, trabalhou cerca de dois anos no Hospital Nossa Senhora de Lourdes e na Prefeitura, em meados da década de 70.

 

Dr. Luiz Gonzaga Torres, filho de Alvinópolis, aqui trabalhou entre 1971 e 1976, quando se transferiu para Dom Silvério. Pessoa de grande entusiasmo deixou sua marca na cidade vizinha com a construção e instalação do Hospital Nossa Senhora das Dores e também do Clube Campestre Saudense. Faleceu prematuramente, deixando muita saudade. Deixou três filhos, um dos quais é médico.

 

Dr. Antônio Carlos Torres, irmão do Dr. Luiz Gonzaga, formado pela UFMG, esteve conosco entre novembro de 1975 e julho de 1976. Daqui seguiu para trabalhar em Santa Bárbara, de lá foi para Sabará, onde até hoje é Ginecologista/Obstetra.

Dr. Luiz Gonzaga Gomes Pereira, Radiologista de Ponte Nova, implantou o atendimento da especialidade quando foi recebido aparelho de Raios-X pelo Hospital Nossa Senhora de Lourdes e  aqui atendeu por vários anos.

 

Dr. José Ricardo Gomes Pereira, radiologista, irmão do Dr. Gonzaga, que o substituiu algumas vezes, também exerce a especialidade em Ponte Nova.

 

Dr. Ronaldo Lo Russo Pupo, radiologista em Belo Horizonte, responsável por nosso RX durante alguns anos.

 

Dr. José Lannes Mourão, radiologista na cidade de João Monlevade, também exerceu a especialidade aqui por algum tempo.

 

Dr. Adalto Teixeira Pinto, natural de Santo Antônio de Pádua, RJ, habilidoso Cirurgião Geral, ficou em Alvinópolis entre 1976 e 1986, quando se transferiu para Corinto, de lá retornando a Santo Antônio de Pádua. Faleceu no Rio de Janeiro em 2002. Suas três filhas, hoje residentes em Niterói, nasceram em Alvinópolis.

 

Dr. Luiz Alberto Martins, oriundo de Vitória/ES, psiquiatra e clínico geral, trabalhou em nosso Hospital Nossa Senhora de Lourdes por poucos anos, na época em que para cá veio o Dr. Adalto Teixeira Pinto.

 

Dr. Euclides de Araújo Firmo, de Rio Piracicaba, por muitos anos realizou atendimento em nossa cidade, no Programa de Hanseníase da SES e Ministério da Saúde.

Dr. Afonso Cândido da Silva Filho, cirurgião, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), chegou a Alvinópolis em 29 de junho de 1981, permanecendo até outubro de 1987, quando foi para Corinto. Ali ficou por um ano, retornando a Ponte Nova, onde permanece até hoje, como cirurgião do Hospital Arnaldo Gavazza Filho e do SAMDU. Desde janeiro de 1997 assumiu, novamente, a Clínica Cirúrgica do Hospital Nossa Senhora de Lourdes. Indicado como Secretário de Saúde de Alvinópolis em novembro de 1998 a dezembro de 2000. Encarregado, também, do Serviço de Cirurgia do Hospital Nossa Senhora das Dores, de Dom Silvério, desde 1991. Presta serviços nas cidades de Rio Doce e Urucânia, como Cirurgião Geral.

 

Dr. José Mauro de Carvalho Rocha, também formado pela UFJF, veio para Alvinópolis em dezembro de 1979. Continua prestando seus serviços como Anestesiologista, Clínico Geral e Médico do Trabalho em Alvinópolis, São Domingos da Prata, Nova Era, Dom Silvério, Ponte Nova e Viçosa. Diretor Clínico do Hospital Nossa Senhora de Lourdes de 1989 a 2003 e continua colaborando ativamente com a administração da instituição. Desde 1981 é médico, por concurso, da Secretaria Estadual de Saúde e médico da Prefeitura Municipal de Alvinópolis. Foi Chefe do Serviço de Saúde da Prefeitura de 1989 a 1992. Idealizador e fundador da Clínica Médica e Odontológica na Praça Bias Fortes em Alvinópolis. Três filhos nascidos em nossa cidade, para ela trouxeram também os seus pais, que aqui viveram seus últimos anos de vida.   É Cidadão Honorário de Alvinópolis.

 

Dr. Ronaldo José Martins Ferreira, Cirurgião Geral, trabalhou conosco entre 1983 e 1987.

 

Dr. Flávio de Almeida Gutierrez, Ginecologista/Obstetra, também atuou aqui na mesma época.

 

Dr. Marcos Rovirce Faria, também Cirurgião Geral, no mesmo período trabalhou entre nós, casando-se com uma alvinopolense.

 

Dr. Nilson Geraldo de Barcelos, alvinopolense, graduou-se em Medicina na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, onde também fez residência em Pediatria, concluída em janeiro de 1993, em Botucatu,SP. Trouxe importante colaboração para a melhoria do atendimento em Pediatria e Neonatologia para nosso meio. Fez curso de Ultrassonografia em Ribeirão Preto, SP, sendo responsável pelo Setor de Ultrassonografia do Hospital da cidade. Exerce o cargo de Diretor Clínico, atualmente, de nossa instituição. Mantém, ainda, a função de médico das Prefeituras de Alvinópolis e Dom Silvério e sócio proprietário da Clínica Médica e Odontológica de Alvinópolis.

 

Dr. José Milton da Silva, natural de Oratórios, Ponte Nova, MG, irmão do Dr. Afonso Cândido. Formou-se pela UFJF em 1986. Cirurgião Geral e Obstetra.  Fez o curso de Médico Legista na Academia de Polícia Civil de Minas Gerais, Belo Horizonte, onde também concluiu Curso de Aperfeiçoamento, em 1991; como Médico Legista  atua em João Monlevade, Alvinópolis e Dom Silvério. Trabalhou no Hospital Nossa Senhora de Lourdes entre os anos de 1993 e 2002, retornando em janeiro de 2004. Foi eleito para Prefeito Municipal de Alvinópolis no quadriênio 1997/2000. No período em que se afastou de Alvinópolis atuou na cidade de João Monlevade, como plantonista do Hospital Margarida, e Médico do PAM (Posto de Atendimento Médico). Continua com os mesmos atendimentos, além de Cirurgião Geral e Plantonista do HNSL, e médico do quadro da Secretaria Municipal de Saúde de Alvinópolis.

 

Dra. Maria Gorette de Oliveira, radicada em Dom Silvério, atendeu por algum tempo como plantonista no Hospital Nossa Senhora de Lourdes. Continua atendendo pela Prefeitura Municipal na Unidade Básica de Saúde da Avenida Antônio Carlos.

 

Dra. Áurea Célia de Oliveira Coura, irmã da Dra. Gorette, também radicada em Dom Silvério, e com histórico profissional semelhante ao da Dra. Gorette, acima referido.

 

Dr. Roberto Gomes, formado pela UFJF, com Residência em Clínica Médica, atua no Hospital Nossa Senhora de Lourdes, é Médico da Prefeitura Municipal de Dom Silvério e do Programa de Saúde da Família (PSF) José Carvalho da Conceição. Em 2003 terminou Curso de Especialização em Acupuntura. Também é sócio da Clínica Médica e Odontológica.

 

Dr. Ederlon Ferreira Nogueira, natural de Cuiabá, MT, graduado pela UFJF, trabalhou no Hospital Nossa Senhora de Lourdes e no PSF do distrito de Fonseca, entre abril de 2003 e janeiro de 2004. Aprovado em seleção para Residência Médica, transferiu-se para Ipatinga, Hospital Márcio Cunha.

 

Dra. Monique Damásio do Vale, natural de Cataguases, MG, graduação pela UFJF. Residência em Pediatria pelo Hospital Regional de Taguatinga, da Fundação Hospitalar do Distrito Federal, em 1997/1999 (Residente nível 1 e Residente nível 2). Em 1999/2000 fez terceiro ano de Residência Médica em Pediatria e Adolescência pelo Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP. Prestou concurso para Título de Especialista, obtido pela Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Pediatria e Conselho Federal de Medicina, em 1999. Atendendo no PSF do distrito de Major Ezequiel e Postos de Saúde da Prefeitura na cidade.

 

Dr. Custódio Campos Viana, Ginecologista e Obstetra, atende no Hospital Nossa Senhora de Lourdes e no Posto de Saúde José Carvalho da Conceição, semanalmente. Radicado em Ponte Nova.

 

Dr. João Batista Campos, Cardiologista, formado em 1978 pela UFJF, natural de Pedra do Anta, MG, também radicado em Ponte Nova, atende semanalmente no Posto de Saúde José Carvalho da Conceição e no Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

 

Dr. Jésus Anselmo Dutra, Ginecologista e Obstetra em Ponte Nova, atendeu no Hospital e nos Postos de Saúde da Prefeitura.

 

Dr. Neder S. Lima Filho, Cardiologista em Ponte Nova, atendeu no Posto  de Saúde José Carvalho da Conceição da Prefeitura.

 

DESTAQUE – Reconhecimento aos colegas médicos de Ponte Nova, que através de seu trabalho nos Hospitais Arnaldo Gavazza Filho e Nossa Senhora das Dores recebem os pacientes mais graves de nossa cidade que necessitam atendimento de alta complexidade. Aos dois Hospitais citados, que também atravessam dificuldades como o nosso, e aos colegas do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Piranga - CIS-AMAPI que prestam o atendimento especializado. Impossível citar todos merecedores desse louvor e também os colegas e Hospitais de referência em Belo Horizonte.

 

Dr. Antônio Viçoso Cota, o Dr. Viçoso, que clinicou em Dom Silvério de 1933 a 1983, requisitado freqüentemente por Alvinópolis durante esses 50 anos de clínica. Em 1983 mudou-se para Belo Horizonte onde continuava fazendo Perícia Médica para o DETRAN, pois não conseguia “ficar parado”. Viveu longa vida e faleceu recentemente.

 

Dr. Ângelo Fuzaro, o Dr. Fuzaro, também de Dom Silvério e que, como o Dr. Viçoso, era muito requisitado nas freqüentes ausências de médicos por aqui. Trabalhou em Dom Silvério entre 1943 e 1956. Nessa época, perdendo eleições municipais, mudou-se para Belo Horizonte, onde trabalhou muitos anos.

 

Dr. Sebastião Sérgio Gomes, também radicado em Dom Silvério, muitas vezes ajuda no nosso atendimento na falta de colegas, ora como plantonista, ora como anestesista.

 

OS DENTISTAS

 

No passado eram comuns os “dentistas ambulantes”, geralmente práticos, que se estabeleciam temporariamente em fazendas, enquanto houvesse dentes para extrair ou dentaduras para fazer, transportando seus gabinetes em caixas levadas em lombo de animais.

 

O primeiro deles a se estabelecer em Alvinópolis foi o Sr. Pedro Gomes Domingues, no início da década de 20, e que exerceu o ofício até 1971, aos 83 anos de idade, tendo morte súbita enquanto atendia uma cliente. Procedente de São Domingos do Prata, residiu algum tempo em Dom Silvério, na época Distrito de Alvinópolis, vindo em seguida para a sede do município, onde viveu o resto de sua vida.

 

Ainda na década de 20, os práticos Pedro Gomes Figueiredo e Mário Teodoro Gomes se fixaram na cidade.

 

O primeiro Odontólogo formado, Dr. Antônio Caetano Machado, aqui chegou em 1939, e nessa época ainda trabalhavam Pedro Gomes Domingues e Mário Teodoro Gomes. O Dr. Antônio Machado foi o primeiro dentista a atender no Posto de Saúde, começando em 1945 e mantendo este atendimento até 1977 quando se aposentou pela SES. Nascido em Tocantins adaptou-se tão bem em nossa terra que aqui vive até hoje. Foi um dos fundadores do Asilo, participou intensamente na fundação e manutenção do Hospital. Radioamador, por muitos anos foi o elo de comunicação da nossa cidade com o mundo. O primeiro equipamento de Raios-X do Hospital o tinha como operador, além de outro colega abaixo referido. Há muitos anos cidadão honorário de Alvinópolis.

 

Dr. Ari Pinheiro Moreira, trabalhou em companhia do Dr. Antonio Machado no Posto de Saúde, além de manter consultório na Praça São Sebastião, de 1945 até final da década de 1950 quando se transferiu para Brasília/DF, como dentista do Senado Federal, onde se aposentou e reside até hoje. Alvinopolense, foi um dos professores voluntários nos difíceis anos iniciais do Colégio Cândido Gomes.

 

Dr. Antonio João de Oliveira, teve consultório na travessa Prof. B. Morais por poucos anos, no início da década de 1960.

 

Sr. Said Peres, prático, manteve atendimento na Rua Prof. João Alves Fernandes por poucos anos.

 

Dr. J. Salustio Rousseau, boliviano, trabalhou em nossa terra entre 1962 e 1966. Também ministrou aulas de Francês no Colégio Cândido Gomes.

 

Dr. René Pales Soares, veio para Alvinópolis em 01/08/1972. Natural de Almenara, MG, cursou Odontologia em Itaúna, MG. Ainda com consultório Odontológico à Rua Monsenhor Bicalho, atende nos Postos de Saúde da Secretaria de Saúde da Prefeitura e aqui recebeu título de cidadão honorário.

 

Dr. Rômulo Oliveira, procedente do Espírito Santo, residiu e tinha consultório na Rua Desembargador Moreira dos Santos, entre 1980 e 1982.

 

Dr. Amilton Barros Cota, desde 1974 com Consultório Odontológico, hoje à Av. Mag. Pinto. Alvinopolense, formado em Diamantina/MG, também atende pela Secretaria Municipal de Saúde. Sua filha Dra. Sofia, também é Odontóloga, trabalha em Rio Piracicaba.

Dra. Sônia Maria Rossi de Oliveira, hoje radicada em João Monlevade, residiu aqui por cerca de 10 anos, construiu casa e consultório à Avenida Mag. Pinto, nos anos 80.

 

Dra. Delba Verdolim teve consultório à Av. Antônio Carlos entre 1987 e 1990.

 

Dra. Eneida Paiva Corrêa, conterrânea, radicada em BH, atendeu por algum tempo no Sindicato dos Tecelões de Alvinópolis.

 

Dra. Salomé Rodrigues Cotta de Sá, Formada pela Pontifícia Universidade Católica de MG – Belo Horizonte, onde hoje reside e trabalha, por nove anos fez atendimento de Ortodontia em Alvinópolis, em Consultório à Avenida Mag. Pinto, até 2003.

 

Dr. Eduardo Alves de Brito, também do quadro da Secretaria Municipal de Saúde, é um dos sócios da Clínica Médica e Odontológica, natural de Curvelo/MG, formado pela Faculdade de Odontologia de Governador Valadares, desde agosto de 1993 encontra-se radicado em Alvinópolis.

 

Dr. Álvaro Luiz Figueiredo Linhares, alvinopolense, tem consultório à Rua Monsenhor Bicalho, também do quadro da SMS, formado em Diamantina, em 1994, trabalhando aqui desde 1995.

 

Dra. Gisela Schettini Carvalho, formada em Itaúna/MG; alvinopolense, desde 1996 mantendo consultório odontológico à Avenida Antonio Carlos.

 

Dr. Rossini Schettini Carvalho, formado pela UFMG-MG, também atende no mesmo endereço de sua irmã Gisele, desde 1996.

 

Dra. Regina Cotta Cordeiro, natural de Dom Silvério/MG, do quadro da SMS, tem consultório à Rua Monsenhor Bicalho, formou-se pela UFMG-BH, trabalha em Alvinópolis desde 1989.

 

Dra. Christiane Morais Ferreira, do quadro da SMS, tem consultório à Avenida Padre José Marciano. Nascida em Nova Era/MG, formou-se em Itaúna, em 1998, está em Alvinópolis desde o ano de 2001.

 

Dr. Lucas Torres Viana, com consultório à Avenida Antonio Carlos, pertence ao quadro da SMS. Alvinopolense, formado pela UFMG-BH, trabalhando em nosso meio desde Outubro de 2003.

 

PROTÉTICOS

 

Funções antes exercidas pelos próprios dentistas e, nos últimos anos, assumida por profissionais especializados.

 

Argental Lucas Borges, Tuca, fez curso de Prótese em São Paulo e trabalhou muitos anos em Alvinópolis, à rua Marechal Floriano, 81. Faleceu em 2002.

 

Renilton Novais, trabalhando aqui desde 1995, fez curso em Belo Horizonte.

Jean Jaques do Amaral Pales Soares, fez curso em Itaúna, atua como protético desde 1997.

 

Luiz Ângelo Alvernaz Perdigão, também fez curso em Belo Horizonte e trabalha desde 1998.

 

PSICÓLOGAS

 

Maria das Graças de Souza Figueiredo, formada pela FUMEC - BH, trabalha em Alvinópolis desde dezembro de 1987. Foi Secretária Municipal de Saúde entre os anos 1992 e 1996.

 

Marcela Cota, formada pela UFMG - MG, trabalha entre nós desde novembro de 2002. Atende na Clínica Médica Odontológica.

 

Lara Drumond Machado, formada pela FUMEC - BH e pós-graduada em Gestão Estratégica de Recursos Humanos pela UNI - BH. Atua em Belo Horizonte, João Monlevade e, atualmente, também em sua cidade natal.

 

FISIOTERAPEUTAS

 

Marco Antonio Vieira, radicado em João Monlevade, instalou o serviço de Fisioterapia do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, em 2001, e atendeu aqui de maio de 2001 até o final do ano de 2003.

 

Lediana Júlia Cota, formada pela FAFISC de Caratinga, MG, atendendo no Hospital e domicílios desde março de 2002. Alvinopolense, além de continuar o atendimento  acima referido  tem Serviço de Fisioterapia próprio, à Rua Fonseca.

 

Glauco Magalhães Trindade, conterrâneo, também formado pela FAFISC de Caratinga, MG, atende no Hospital Nossa Senhora de Lourdes e em domicílios, desde 2003.

 

OUTROS FATORES IMPORTANTES RELACIONADOS À SAÚDE PÚBLICA EM ALVINÓPOLIS

 

Captação e distribuição de água e construção de esgotos sanitários, gestão do Dr. José Guaracy de Vasconcelos na Prefeitura nos anos de 1951 a 1954.

 

Urbanização do Bairro do Asilo, projeto extremamente criativo do Sr. Nilo Gomes Vieira (gestão 1963 a 1967) cujo resultado foi o quase desaparecimento dos casos de febre tifóide antes tão freqüentes na cidade – esgoto corrida a céu aberto em quase todas as ruas do bairro, o que motivou a população a fazer mutirões que em poucos anos transformaram barracos de sapé em casas de alvenaria.

 

Campanha do Quilo da Sociedade São Vicente de Paulo, iniciada em meados de 1950 e desde então fornecendo cestas básicas às famílias carentes, além de verificar nas moradias, as condições de higiene, se as crianças estão freqüentando as aulas, providenciando encaminhamento, aos que podem, para o mercado de trabalho, tratamento para os dependentes de álcool ou drogas.

Vicentinos que implantaram a campanha do quilo em Alvinópolis: Antônio Justino Alves (Tonico Alves), Antonio Martins da Silva (Sô Niquinho), Sebastião Menezes Terra, Raimundo Tito Gomes, Paulo de Vasconcelos Figueiredo, José Rodrigues Leite, Francisco Caetano de Souza, Durval Coelho Linhares e todos seus continuadores até nossos dias.

 

Asilo da Sociedade São Vicente de Paulo, comemorou 50 anos em 23 de maio de 2004. Atualmente com 27 internos, mantém um padrão muito bom de instalações e de atendimento aos idosos carentes.

 

Creche e Escola de Ensino Infantil Irmã Helena, anexa ao Educandário Monsenhor Rafael, da Beneficência Popular de Alvinópolis, atualmente atendendo 230 crianças de 0 a 6 anos, cujas mães trabalham.  Inaugurada em 1992, proporciona assistência às crianças durante 8 horas por dia, com boa alimentação, educação e carinho. Belo exemplo de parceria do poder público e instituição privada aparece no trabalho incansável de Irmã Maria Helena Vasconcelos Paiva, nossa querida Irmã Helena. O nível de saúde da nossa infância deu um enorme salto de qualidade desde que a creche começou a funcionar.

 

Creche Leonídio de Oliveira Cota, Distrito de Fonseca, inaugurada em 17 de dezembro de 2000, com o nome do doador do terreno onde foi construída. Atualmente atende 100 crianças, tendo na Irmã Helena o maior impulso para sua fundação e manutenção, dentro dos mesmos princípios de sua congênere na sede do município.  

 

Atuação das equipes da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) presente em todo município trouxe como resultado o controle da Doença de Chagas, diminuição da incidência de esquistossomose, principalmente dos casos mais graves. São raros casos de esquistossomose graves. Ainda não foi notificado sequer um caso de dengue adquirido na cidade.

 

Associação de Pais e Amigos de Excepcionais – APAE: Funcionando desde 07 de abril de 1990, atualmente com 135 educandos distribuídos em seus diversos programas de Saúde Mental. Já encontra-se em fase de implantação a inclusão dos assistidos no mercado de trabalho, prestando benefícios incalculáveis a estes e a suas famílias. Toda a comunidade reconhece a dificuldade encontrada e a enorme dose de amor ao próximo dos funcionários e professores – coordenados pela sua grande incentivadora Luiza de Marilac.

 

Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através de seus programas de prevenção e também curativas, desde 1992 vinculados à Diretoria Regional de Saúde de Ponte Nova, mantém todos os programas de imunização em níveis excelentes de qualidade,  como já  implantados em todo município pelo antigo Posto de Saúde:  assistência materno-infantil, teste do pezinho, prevenção de câncer de colo uterino, programas de controle de diabete melito e hipertensão arterial, distribuição de medicamentos através da Farmácia Básica, marcação de consultas e tratamentos fora do município através da CIS-AMAPI   e da Central de Leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), transporte de pacientes para Ponte Nova, Belo Horizonte e eventualmente outros centros de atendimento, como o de Oftalmologia, em Mirai (cirurgias de catarata).

Número considerável de pacientes em hemodiálise (Ponte Nova) em tratamentos quimioterápico e/ou radioterápico nos Centros de Oncologia do Estado, menção ao Hospital Mário Pena, Hospital das Clínicas da UFMG, Santa Casa de BH, Hospital da Baleia, João XXIII (Pronto Socorro), Odilon Behrens, São José, Hospital Israel Pinheiro do IPSEMG, todos em Belo Horizonte. Remoção dos casos de urgência, sempre disponíveis, aos médicos e pacientes.  (Vale lembrar nas décadas de 50/60 os transportes de pacientes via aérea, por táxis-aéreos da Aero-Sita, do piloto Jucá, de Alvinópolis a Belo Horizonte; a comunicação se fazia via rádio da empresa, cuja sede era no sobrado onde hoje funciona o “Ninho da Águia”; o rádio amador dr. Antônio Machado e o telégrafo com Amaury e Zeca do Correio eram nossas ligações com o mundo, além do rádio da Aero-Sita).

 

Há cerca de um ano e meio implantaram-se os Programas de Saúde da Família no município, sediados no Posto de Saúde José Carvalho da Conceição (Bairro do Asilo), distritos de Fonseca e Major Ezequiel. 

 

Consultórios Médico-Odontológico há alguns anos funcionando à Praça Bias Fortes, integrado pelos médicos Dr. José Mauro de Carvalho Rocha, Dr. Nilson Geraldo Barcelos e Dr. Roberto Gomes, e pelo odontólogo Dr. Eduardo Alves de Brito, local onde colegas de outras especialidades também atendem.

 

Localizada na mesma praça funciona a ACOM, com atendimento feito por colegas de outras cidades, através de sistema de cartão de desconto com pré-pagamento. Recentemente a ACOM abriu farmácia anexa a suas instalações.


DIRETORIA DO HOSPITAL NOSSA SENHORA DE LOURDES

 

Presidente: Cosme Damião Chaves

Vice Presidente: Vicente de Paula Rocha

1° Tesoureiro: Narciso de Souza Trindade

2° Tesoureiro: Sérvulo Linhares Perdigão

1° Secretário: José Geraldo da Silva

2° Secretário:  Maurílio Bento Batista

 

FUNCIONÁRIOS

Contador: Antônio Jorge Chaves; Auxiliar de Escritório: Giliani Magalhães Trindade, Helenice de Souza Pena Fiemo, jane Aparecida Pontes Oliveira, Jaqueline Aparecida P. Menezes, Marilene Santos Dias Alves, Nataly do Rosário Ferreira; Supervisor de Compras: Aparecida Maria Crepalde; Recepcionistas: Andréia Daniela da Conceição, Liliane Martins Terra, Nercina Vieira Magalhães, Romeu Ramiro Ferreira; Limpeza: Ângela Madalena Alves Silva, Divina Maria Gomes de Almeida, Maria Aparecida dos Passos; Cozinheiras: Maria Aparecida Faustino, Maria Iria de Souza, Rita Cassimiro Sutero Maciel, Rita São José de Oliveira; Lavadeiras: Maria do Rosário Rodrigues; Bioquímico: José Elizio Pinto Coelho; Técnico em Laboratório: Ana Maria Cota, Ana Lúcia da Silva Alves; Enfermeira: Célia Auxiliadora Costa; Técnico em Enfermagem: Antônio Luiz Pascoal, Aparecida Lourdes dos Santos, Doralice Ferreira Damasceno, Edinaldo Moreira dos Santos, Edna Márcia Pinto Alves, Eva Elizabeth de Jesus, Geraldo Carvalho de Souza, Jacó Juvêncio da Silva, Luzia Aparecida da Silva, Luzimar dos Santos Cota Reis, Maria Gonçalves da Conceição Gonçalves Viana, Maria Geralda Mendes Rola, Maria Saleta da Silva, Marlene Geralda de Assis, Rogério César dos Reis, Socorro Consolação P. Azevedo; Auxiliar de Enfermagem: Maria Célia Ferreira Linhares, Maria do Rosário  da Conceição; Operador de Caldeira: Benedito Correia da Cruz; Técnico em  Radiologia: Antônio Jorge do Couto.

 


ORGANOGRAMA DA SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE

 

Prefeito Municipal: Márcio Alves de Carvalho

Secretário M. de Saúde: Antônio da Assunção de Carvalho

Coordenador S. V. Epidemiológica: Conceição A. Fonseca

Coordenador S. Vigilância Sanitária: Maurício C. Abreu Lima

Coordenadora do Serviço de TFD: Jane A. Ferreira Cabral

 

FUNCIONÁRIOS

 

Médicos: Monique Damázio do Valle, José Milton da Silva, Maria Gorete de Oliveira, Áurea Célia Coura de Oliveira, Nilson Geraldo Barcellos, José Mauro de Carvalho Rocha, Afonso Cândido da Silva, Roberto Gomes, Custódio Campos Viana, João Barista Campos; Dentistas: René Palles Soares, Amilton Barros Cotta, Eduardo Alves de Brito, Álvaro Linhares Figueiredo, Cristiane Ferreira, Lucas Torre Viana, Regina Cotta Cordeiro; Enfermeiras: Fernanda de Carvalho Campos, Renata Ellerati Schmdit, Kiara de Amorim Siqueir, Célia Auxiliadora Costa; Técnico em Enfermagem: Cleousimar Rosária da Silva, Júlio César Carioca, Lucilene de Paula Santos, Eliane Aparecida Moreira, Luzimar dos Santos Cota Reis, Marlene Geralda de Assis, Rosângela Gomes Torres, Conceição Martins Lima, Maria da Consolação Ferreira Cota, Maria Pontes, Luzia Helena Martins; Auxiliar de Enfermagem: Maria Célia Ferreira Linhares, Marlene do Rosário Linhares, Eliana Trindade dos Santos, Elizabeth Maria Ferreira; Atendentes de Saúde: Jamile Aparecida Torres, Joaquim Frankim dos Santos, Maria Auxiliadora Lama, Maria Geralda de Araújo Cota; Agente de Saúde: Josemara Torres Martins, Maria de Fátima Ferreira, Natália Fernandes da Cunha, Raniele Cristina Gomes, Maria José Valamiel, Elaine Maria Pinheiro Ribeiro, Eunice Pereira Rocha, Ivanilda Neves de Souza, Márcia Aparecida Alves, Marciley Aparecido Alves, Maria da Conceição Batista, José Sebastião Rafael, Daniela Ferreira Cabral, Gilvania Linhares Cota, Carmem Aparecida Coelho, Joseane Catarina da Luz, Edleuza Maria Ribeiro, Irineia Aparecida Ribeiro, Efigênia Ferreira Quaresma, Cristina do Rosário Cota, Edvirges Marlene Patrício de Carvalho, Maria da Conceição Souza e Silva, Alexsandra Moraes Bicalho, Ângelo Custódio da Silva, Eduardo José Gomes, Marlus Henrique Alves, Alexandre Eugênio Pascoal, Hernane José Figueiredo Perdigão, Nilvan Figueiredo Alvernaz, Luci Franca Dias; Faxineira: Ana Maria Florentina, Maria Ângela Monteiro; Auxiliar de Saúde: Maria Cristina Siqueira Braga, Efigênia da Cunha Quintão, Meire Aparecida da Silva Quintão, Frederico de Lima, Milaine de Cássia Rola, Sandra Mara dos Santos, Lucilene Aparecida Pascoal, Janira Carioca; Laboratórios: Joseane Martins da Silva, Ludiane Aparecida Dias, Linete Trindade Carvalho, Rosângela Melo Cota.

 

 

CÃMARA MUNICIPAL DE ALVINÓPOLIS

 

Presidente: Aurélio de Oliveira

Vice Presidente: José Sérgio Carneiro Guedes

Secretário: Ronaldo Alves Torres

 

Vereadores: Ledes Cota, Carlos Roberto, Manoel Ferreira Prímola, José Geraldo dos Santos, Josafá Jorge Pereira, José Agostinho Pontes, Zenaide Martins de Oliveira Figueiredo e Leandro Verdolim Ferreira de Sousa.

 

Secretária Administrativa II : Sra. Dayse Conceição Alves

Técnica de Contabilidade: Sra Aryzélia Rodrigues Gomes do Espírito Santo

Oficial Administrativa: Sra. Angélica Maria de Souza

Agente Administrativa: Sra. Natália Santos de Azevedo

Auxiliar de Serviços Gerais: Sra. Marília Aparecida Ferreira

 

CONSELHO PARTICULAR DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO EM ALVINÓPOLIS

 

Presidente: Geraldo de Miranda Mendes

Vice-Presidente: Lucimar Cotta Chaves

1° Tesoureiro: Cosme Damião Chaves

2° Tesoureiro: Maria Célia Ferreira Linhares

1° Secretário: Antônio Jorge Chaves

2 ° Secretário: Laércio Cotta

 

ASILO DA SOCIEDADE SÃO VICENTE DE PAULO DE ALVINÓPOLIS

 

Presidente: Remo de Souza Terra

Vice-Presidente: José Jorge Pereira

1° Tesoureiro: Gilberto Ferreira Rola

2° Tesoureiro: Geraldo Gomes Ferreira

1° Secretário: Maria Célia Ferreira Linhares

2 ° Secretário: Laércio Cota

 

 RESUMO

 

As boas condições de saúde no município, com seus marcadores de saúde acompanhando as melhores estatísticas nacionais, resultam do conjunto de fatores acima resumidos e do pequeno porte da cidade, que facilita tais ações. No presente, Alvinópolis não tem mendigos e são pouquíssimos os casos de desnutrição grave. Ainda não foi alcançada pela epidemia de Dengue que há vários anos assola o país. Muitos anos sem diagnóstico de casos novos ou ativos de tuberculose, apenas dois notificados em 2004; sem notificação de hanseníase; raros casos de AIDS; Doença de Chagas sob controle; esquistossomose em declínio há anos sem ocorrência das formas hepato-esplênicas graves.

 

O abastecimento de água potável, em fase de implantação pela COPASA, é um antigo sonho nosso agora se realizando... Com o aumento da expectativa de vida é chegado o momento de se programarem ações de prevenção das doenças cardiovasculares que apresentam níveis altos e crescentes, em parte ocasionadas pelo aumento da população idosa, mas passíveis de melhora através de medidas de baixo custo, passíveis de se implementar principalmente através da educação populacional em relação às mudanças no estilo de vida para melhor controle dos fatores de risco cardiovasculares como a hipertensão, obesidade, colesterol e triglicérides altos, sedentarismo, diabete melito, tabagismo e abuso de álcool.

Daí surgiu nossa vontade de fazer o Projeto Corações de Alvinópolis, participando de um estudo maior e de alcance nacional, o Projeto Corações do Brasil, da Sociedade Brasileira de Cardiologia / FUNCOR, (incentivado pelo Prof. Raimundo Marques do Nascimento Neto, diretor da FUNCOR); orientado pelo Prof. Ricardo Simões, da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, com participação da Universidade Federal de Ouro Preto, através do Doutor George Luiz Lins Machado Coelho, do DEFAR/UFOP.

 

Tivemos apoio da Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Saúde, da Câmara de Vereadores, da Companhia Fabril Mascarenhas e da Construtora Alvinópolis. Almejamos que seja apenas o início de um projeto de longo prazo, a ser assumido por gestões futuras municipais e com apoio dos demais setores da sociedade, por seu evidente potencial de benefícios.


Figura 1. Esperança de Vida ao Nascer

(número médio de anos que se espera viver a partir do nascimento)

 

 

 

 

 

Figura 2. Taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos)

 

 

 

 

Tabela 1 - Obituário 2003 do município (CID 10).

 

ÓRBITOS DO MUNICÍPIO DE ALVINÓPOLIS – 2003

Freqüência por Causa (CID 10 3C) e Faixa Etária OMS

Causa CID103C

 

<1a o

 

1/4

 

5/14

 

25/34

 

35/44

 

45-54

 

55/64

 

65/74

 

75e+

 

ign

 

Total

A41-Outras septicemias

0

0

0

0

0

1

2

0

0

0

3

C16-Neoplasias malignas do estômago

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

1

C32-Neoplasias malignas da laringe

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

1

C50-Neoplasias malignas da mama

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

0

 

 

0

 

 

2

 

0

 

0

 

0

 

2

C80-Neoplasias malignas /localização

 

0

 

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

1

E14-Diabetes mellitus NE

0

0

0

0

0

1

1

1

5

0

8

E43-Desnutrição protéico-calórica grave NE

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

 

0

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

 

0

 

 

0

 

 

1

 

 

0

 

 

1

F29-Psicose não orgânica NE

 

0

 

0

 

0

 

0

 

 

1

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

G80-Paralisia cerebral infantil

 

0

 

 

1

 

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

I10-Hipertensão essencial

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

 

1

 

1

 

0

 

0

 

2

I11-Doença cardíaca hipertensiva

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

5

 

6

I21-Infarto agudo do miocárdio

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

 

0

 

2

 

4

 

3

 

0

 

10

I27-Outra forma de doença cardíaca pulmonar

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

0

 

 

1

I42-Cardio-miopatias

0

0

0

1

0

0

1

0

0

0

2

I48-Flutter e fibrilação atrial

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

1

I49-Outras arritmias car-díacas

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

3

 

0

 

3

I50-Insuficiência cardíaca

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

2

 

0

 

3

I51-Complica-ções cardiopatias doenças cardíacas mal definidas

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

1

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

1

I61-Hemor-ragia intracerebral

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

1

I64-Acidente vascular cerebral Ne como hemor-ragia isquêmico

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

1

 

 

1

 

 

4

 

 

0

 

 

6

I67-Outras doenças cerebrovas-culares

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

 

1

J11-Influenza devido vírus não identificado

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

1

J18-Pneu-monia por microorga- nismos NE

 

0

 

0

 

 

1

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

5

 

0

 

7

J43-Enfisema

0

0

0

0

0

0

0

0

1

0

1

J44-Outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

1

 

 

0

 

 

2

 

 

4

 

 

0

 

 

7

J93-Pneumotorax

0

0

0

0

0

0

0

0

1

0

1

J96-Insuf respirat NCOP

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

1

J98-Outro transtorno respiratório

 

0

 

0

 

0

 

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

K56-Ileo paralítico e obstrução intestinal s/hérnia

 

 

0

 

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

1

 

 

0

 

 

1

K72-Insuficiência hepática NCOP

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

1

K74-Fibrose e cirrose hepáticas

 

0

 

0

 

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

N17-Insuficiência renal aguda

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

1

P01-Feto recém -nascido afetado complicações maternas gravidez

 

 

 

1

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

1

P20-Hipóxia intra-uterina

0

0

0

0

0

0

0

0

0

1

1

P59-Icterícia neonatal devido outras causas e as NE

 

 

1

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

1

P95-Morte fetal de causa NE

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

 

0

 

0

 

0

 

2

 

2

R09-Outros sintomas sinais realt aparelho circulatório respiratório

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

0

 

 

 

 

0

 

 

 

1

 

 

 

1

 

 

 

0

 

 

 

2

R96-Outras mortes súbitas de causa desc.

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

 

1

 

1

 

2

 

0

 

 

5

R98-Morte s/assist.

1

0

0

0

0

0

0

2

0

0

3

R99-Outras causas mal deficiência NE mortalidade

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

0

 

1

 

0

 

0

 

0

 

1

V29-Motociclista outros acidentes transporte e NE

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

 

1

 

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

0

 

 

1

TOTAL

3

1

1

1

6

6

15

14

47

3

97

Fonte: DADS Ponte Nova – CIE – Vig. Epidemiológica

 

 


Tabela 20 – Morbidade Hospitalar 2002

MORBIDADE HOSPITALAR – Município de Alvinópolis/MG

Distribuição Percentual das Informações por Grupo de Causas e Faixa Etária – CID10 (por total de residência) 2002

 

Grupo de causas

 

<1

 

1a4

 

5a9

 

10a

14

 

15a

19

 

20a49

 

50a64

 

65e+

 

Total

Todas idades (%)

I-Algumas doenças infecciosas e parasitárias

 

2.0

 

12.2

 

26.7

 

19.2

 

4.3

 

6.5

 

 

6.5

 

7.4

 

 

 

7.6

 

II-Neoplasias (tumores)

-

-

-

-

10.0

3.7

5.1

2.5

3.1

 

III-Doenças sangue órgãos e transt imunitár

 

-

 

0.8

 

-

 

-

 

-

 

1.4

 

0.7

 

1.1

 

0.9

 

IV-Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas

 

-

 

 

-

 

-

 

-

 

 

-

 

1.2

 

8.0

 

3.2

 

2.1

 

V-Transtor-nos mentais e comport.

 

-

 

-

 

-

 

-

 

 

-

 

2.8

 

-

 

0.4

 

1.1

 

VI-Doenças do sist nerv

1.0

3.3

3.3

3.80

-

1.4

2.2

0.4

1.4

 

VII-Doenças do olho e anexos

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

VIII-Doenças do ouvido e da apófise mastóide

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

IX-Doenças do aparelho circulatório

 

2.0

 

1.6

 

-

 

-

 

1.4

 

7.2

 

23.2

 

33.0

 

13.4

 

X-Doenças do aparelho respiratório

 

70.3

 

74.0

 

50.0

 

30.8

 

8.6

 

12.4

 

21.7

 

30.9

 

30.1

 

XI-Doenças do aparelho digestivo

 

1.0

 

3.3

 

10.0

 

19.2

 

-

 

5.4

 

15.2

 

5.7

 

6.1

 

XII-Doenças da pele e do tecido subcutâneo

 

-

 

-

 

-

 

-

 

1.4

 

-

 

-

 

2.1

 

0.6

 

XIII-Doenças sist osteo-muscular e tec conjunt

 

-

 

-

 

6.7

 

-

 

7.1

 

0.9

 

0.7

 

2.8

 

1.7

 

XIV-Doenças do aparelho geniturinário

 

-

 

1.6

 

3.3

 

3.8

 

1.4

 

7.5

 

12.3

 

5.3

 

5.8

 

XV-Gravidez parto e puerpério

 

-

 

-

 

-

 

11.5

 

58.6

 

42.3

 

-

 

0.4

 

18.9

 

XVI-Algumas afec originadas no período perinatal

 

23.8

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

2.0

 

XVII-Malf cong deformid e anomalias cromos-sômicas

 

 

-

 

 

 

0.8

 

 

-

 

 

3.8

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

0,2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


BIBLIOGRAFIA E DEPOIMENTOS

 

[1]. Erario Mineral – Ferreyra, LgEd – Editora Centro de Memória da Medicina de Minas Gerais – UFMG – Belo Horizonte, 1997. Ed – Lisboa Ocidental, 1735.

[2]. M. A. Ibañez-Novion et al - Sistemas Tradicionais de Ação para a Saúde – Fundação João Pinheiro, 1977.

[3]. Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, em http://www.igtf.rs.gov.br acessado em 31/10/03.

[4]. Medicina Popular em http://www.cesamep.hpg.ig.com.br acessado em 27/10/03.

[5]. A Cura que vem do povo, International Journal of Psychiatry, em http://www.polbr.med.br, acessado em 27/10/03.

[6]. De Portugal ao Sul do Brasil 500 anos, em http://www.vilsonfarias.com/index.php?page=cap13, acessado em 02/11/2003.

[7]. Psicologia – Ciência e Profissão – Psicologia das Raças e Religiosidade no Brasil: uma intersecção histórica, em http://www.pol.org.br/revista/arquivo/2002/22, acesso em 27/10/03.

[8]. Atas da Beneficência Popular de Alvinópolis, separadas por Irmã Helena de Vasconcelos Paiva.

[9]. Atas do Conselho São Vicente de Paulo de Alvinópolis, separadas por José Geraldo da Silva.

[10]. Atas da Diretoria do Hospital Nossa Senhora de Lourdes de Alvinópolis.

[11]. O Alvinópolis, edições de 20/03/1932 e de 27/08/1933 exemplares de nº 18 e 61, respectivamente.

[12]. Depoimentos escritos ou entrevistas:

Sra. Mary Castro Pimenta

Sra. Miriam Bessa de Vasconcelos

Sra. Vicentina Agostinha de Souza Mayer

Sr. José Cesário dos Santos

Sr. Antônio Caetano Machado

Sr. Ulisses Moreira de Souza

Sra. Eponina Ribeiro Machado

Sra. Alódia Correa

Sr. Antônio Alves de Moraes

Sr. Antônio Guimarães

Sr. José Geraldo da Silva

Sr. José Mauro de Carvalho Rocha

Sr. José Mauro de Figueiredo

Sr. Ênio Magno Rodrigues

Sra. Rita Carvalho Santos

Sr. Washington Starling

Sra. Maria da Conceição Carvalho

Sra. Ana Terezinha Drumond Machado

Sr. Edmundo Antônio Ribeiro Machado

Sr. Geraldo Moreira Duarte

Sr. José Afrânio Moreira Duarte

Sr. Nilo Gomes Vieira

Irmã Helena Vasconcelos Paiva

Sr. Amaury Martino

Sr. Carmo Cruzino Cota

Sr. René Palles Soares

Sr. Amilton Barros Cota

Srª. Luiza de Marilac Hosken Vieira Teixeira

Srª. Maria de Lourdes Pinheiro

Sr. Mário Afonso da Silva

 

 

AUTOR

José Sylvio Vieira Gomes

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