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Éramos felizes...
Contos e Crônicas
Zózimo
Franca Drumond
Capítulo 7 - Americana em Alvinópolis
- Baile em S.
Domingos do Prata
- Demônio da Garoa
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Uma americana em Alvinópolis
Esta
hora-dançante era num sábado e estávamos no
bar do Remo fazendo um pré-aquecimento
(pré-aquecimento na nossa linguagem era
tomar umas “birinaites” - se não estou
errado, este termo deve-se a beer = cerveja
e night = noite, daí, cerveja noturna).
Na
hora-dançante de sábado e domingo era
permitido tomar uns drinques, durante a
semana, não, por dois motivos:
1- tínhamos o
cuidado de não exercer a arte etílica todos
os dias pela preocupação de não nos
tornarmos dependentes;
2- pelo simples fato
que ninguém tinha dinheiro disponível todo
dia.
Bem no meio do bate-papo, chega um da
turma (se não me engano, o Comodoro)
e fala
que está no clube uma americana: mão no
copo, copo na boca, cerveja na garganta,
copo no balcão e, “Quanto foi a despesa,
Remo?”
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Tatai, Jujuca, Dadico,Chico,
Bené, Marquinho, Heleno e
Comodoro. |
E saímos para o clube. No caminho,
veio-me à mente o modelo de americana que
tínhamos: loiras, altas, com protuberâncias
que enchiam os olhos.
Lá chegando, duas
duchas de água fria:
1 – ninguém está
dançando com ela porque ela só fala em
inglês;
2 - a americana era bem diferente
da que eu havia posto na cabeça: magrela,
sardenta, cabelo cor de fogo, um vestido
batendo nas canelas (naquela época o chique
era a míni-saia), sapato fechado baixo, com
meias soquetes, uma verdadeira
maria-mijona.
Mas conversa vai, conversa
vem, eu perguntei como a mortalha fora parar
nas nossas cercanias, ao que me disseram que
a americana estava hospedada na vizinha
cidade de Santa Bárbara, que teria ido
passear em uma fazenda da Cata Preta e que
lá, disseram que Alvinópolis tinha festa
todo dia, os rapazes muito simpáticos,
alegres, receptivos etc., etc.
Foi aí que eu
disparei contra eles:
“Depois desta rasgação
de sedas a nosso favor, vocês têm coragem de
deixá-la voltar sem ter dançado, pelo menos
um bolerozinho? E a nossa reputação lá em
Santa Bárbara com os topetudos de lá? E a
caridade?”
Realmente seria uma caridade
dançar com aquela “coisinha”.
“Mas, e o
inglês?”
“Quê inglês?
Vocês não são estudantes? Lá no colégio não
há aula de inglês?”
Eu estava
querendo por a turma para frente, mas estava
difícil.
De repente, um falou:
“Então vai
você e dança com ela!”
“E eu vou
mesmo. Para quê que eu sei dançar e falar em
inglês...”
Realmente eu não esperava
este tranco de sopetão mas não dei o braço a
torcer. Parei, respirei fundo, oxigenei o
cérebro e parti para a luta. Nós (a turma)
estávamos na sacada da direita e a
“coisinha” estava sentada bem próximo à
porta de entrada do toillete
feminino, o que representava a distância que
eu tinha para preparar os primeiros “acordes”
em inglês. A cabeça erguida e o peito
estufado disfarçavam os tremidos da perna lá
em baixo.
Pensei em voltar mas, e a turma
lá, de olho em mim. Continuei, aproximei-me
e, “Good night” e, sem esperar a resposta
dela lasquei meu inglês fluente:
“Do
you want to dance?”
Antes de ouvir a resposta
dela e, na incerteza de estar sendo
compreendido, pus a mão direita no peito,
estendi a esquerda como quem estivesse
dançando, dei uma meia volta com o ombro
para a esquerda e em seguida para a direita,
repetindo o gesto mais umas vezes,
caracterizando, assim, a figura de uma
pessoa dançando. Eu não podia correr riscos
porque a turma estava seguindo os meus
passos e atitudes. Ela tinha que sair
dançando comigo de qualquer jeito pois do
contrário eu estaria fulminado. Deu certo.
Ela assentiu. Fomos até a pista.
A música que saía da
radiola era “Moon River”, com a orquestra de
Green Miller.
“What
is your name?”
“My name is Karine.
And your name?”
Nesta hora
quase falei “Zózimo” mas, num raciocínio
rápido (eu tinha raciocínio muito rápido),
parei, pensei e lasquei, mais uma vez, o meu
fluente inglês :
“My
name is Alexandre”. O
Alexandre
foi pronunciado silabicamente.
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Baile em Alvinópolis |
Pensei que
poderia ali, num simples citar de nome,
correr o risco de ela interpretar tratar-se
de uma gozeira, largar-me ali no salão e a
turma lá, de olho.
“Beautiful
name!”
Bem. Confesso
que aí eu senti que estavam esgotando os
meus recursos e condições de elaborar frases
completas e inteligíveis em inglês. Mas
pensei: nem por isto vou calar. Aliás, não
podia calar pois os meus examinadores
estavam lá, de prontidão, braços cruzados, a
postos, vigiando-me. Então pensei: inglês
nela. O que vier na cabeça vai sair pela
boca.
“Tomorrow I
go passear numa fazenda.”
E ela: “Yes,
yes.”
E eu: “Do you
want ir também?”
E ela: “Yes,
yes, yes.”
Que
bom. Ela vai comigo.
E eu:
“Every day I have muitas alegrias, and you?”
E ela: “Yes,
yes, yes.”
Aí eu comecei
a pensar que ela estava falando “yes”
demais.
“Será que ela não sabe falar inglês,
porcaria nenhuma?”
Vou fazer um teste. Vou
chamá-la de feia. Se ela falar “yes” a coisa
está explicada.
E eu:
“You're very horrorosa.”
E ela: “Yes,
yes, yes.”
E eu:
“Sacana!
Gozando a minha cara!”
E a pateta:
“Yes, yes.”
Resolvi fazer novo teste,
para ter certeza. Vou chamá-la de boba.
E
eu: “You are a
stupid!”
E ela:
“WHY???”
Gelei-me.
Todos sabemos que “why” equivale a “porque”
mas todos sabemos também que a pronúncia é “uai”.
Quando ela falou aquilo, bem perto dos meus
tímpanos, tive uma falha e raciocinei em
português e pensei: além de não falar
inglês, ainda é mineira. Fiquei revoltado.
Tive que me controlar e, para vingar,
lasquei mais inglês fluente nela:
“You're uma
impostora!”
E a retardada:
“Yes, yes, yes.”
E eu: “Sua
americana da Cata Preta!”
E a magricela:
“Yes, yes.”
Pensei: “Essa
Dona Ieié está passando dos limites. Vou
devolvê-la para a mesa agora.”
Nesta hora,
eu creio que a cerveja que tomei no Remo
estava subindo e no subir, encontrou-se com
a adrenalina que com razão também estava em
ascensão, a reação química não permitiu mais
protelação :
“Retournèe a votre place,
AGORA!”
E a
desbotada: “Yes, yes.”
Bom. Sou
obrigado a reconhecer que neste último “yes,
yes” ela não teve culpa. É que o
poliglota aqui, sob efeito da reação
química citada anteriormente, confundiu-se e
expressou-se em francês.
Assim sendo corrigi: “Come
back.
Come back. Seat down, por
favor.”
E ela: “Nice to meet you.
You’re very pleasant and I loved to dance
with you. I would like to meet your family
when I come back here again.
Thank you.”
E eu: “Yes,
yes” E pensei: “ Agora me ferrei!” Eu acho
que ela sabe falar em inglês sim. Será que
ela não estava é entendendo o meu inglês
fluente? Ainda bem que quando a chamei
de retardada e pateta, não o fiz com muita
convicção.
Recentemente
recebi um e-mail versando sobre tempos
antigos, saudades, etc., e, em determinada
tela, aparecia uma pessoa idosa, revendo
álbuns fotográficos e, na parte inferior,
uma legenda: “ O quê mais me atormenta em
relação às tolices de minha juventude, não é
havê-las cometido ... é sim não poder voltar
a cometê-las.”
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O BAILE DE SÃO DOMINGOS DO PRATA
Não nos limitávamos a festas
só em Alvinópolis. Era comum irmos jogar
futebol em cidades vizinhas (com o time da
Escola ou com o do Alvinopolense) ocasião em
que, após as partidas (à noite,
naturalmente) havia bailes oferecidos aos
visitantes (nós). Clube cheio de “moças de
fora”.
“Mas não são de fora. Elas
são daqui.”
“Não me interessa. São
desconhecidas, logo, são ‘moças de fora’.”
Uma vez recebemos a visita de
três rapazes de S. Domingos do Prata que
queriam participar da Reunião do Grêmio,
para levar o modelo e implantá-lo naquela
cidade. Procuramos dar um tratamento que
mereciam as pessoas bem educadas que eram. À
noite, os levamos ao clube, tendo o cuidado
de assumirmos os ônus eventuais. Ficaram
muito agradecidos e disseram que,
posteriormente, numa boa ocasião iriam
chamar-nos a visitá-los também.
Passado
algum tempo o Zé Alvarenga procurou-nos
informando que os três (Olegário, Antônio e
Alcides) enviaram uma carta convocando-nos
para participarmos de um baile lá, num
determinado sábado. Reunião, discussão,
sugestões e uma coisa preocupou-nos:
São Domingos do Prata estava fora da rota
por onde passavam os poucos ônibus que saíam
de Alvinópolis.
Surgiu então o Nonô Tubarão:
“vamos no meu jipe e vocês pagam a
gasolina”
Combinado.
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A turma reunida em
Alvinópolis |
Naquele jipe que
comportava cinco pessoas, fomos nós, nove
rapazes e mais uma mala grande pois, dentro
desta iam exatos nove colarinhos brancos,
devidamente engomados (mais os ternos,
gravatas) como o evento exigia. Como iríamos
vestir as “fatiotas” e entrar num
jipe que romperia alguns quilômetros de
estrada poeirenta? Chegamos lá o dia estava
acabando. A noite já dava sinal de sua
vinda. Esperamos escurecer totalmente pois
não concebíamos vestir terno e gravata
durante o dia. Escureceu totalmente e veio o
primeiro obstáculo: onde trocar as
roupas? Dentro do jipe? Atrás de alguma
árvore?
Todas sugestões refutadas
pelo bom senso. Então tive uma idéia: “vamos
ao Posto abastecer o jipe, em seguida
pedimos ao frentista para deixar-nos usar o
banheiro para aquela finalidade”.
Fomos então
“fazer o caixa”. Esta era uma expressão que
usávamos em situações semelhantes. Seria
mais ou menos, todo mundo puxar os bolsos
para fora, deixar cair todo dinheiro
existente e um da turma, previamente eleito
caixa, sem se preocupar em quem deu mais ou
quem deu menos, juntava aquilo e assumiria
todas as contas. Nesta hora tínhamos uma
certeza: era a coisa mais difícil tirar
dinheiro do Modestino. Era o mão-de-vaca .
Ele puxou os dois bolsos da calça para fora
e não saiu nada.
“Gente, não é que eu não
queira, é que eu não tenho.”
“Não tem importância. Você
volta a pé.” - bradou Tubarão.
“Esperem aí. Vou olhar no
bolso do paletó.”
E tirou, do bolso
externo-direito uma nota enrugada:
“Achei.”
“Nós também!”
Eram mais três mãos que,
conhecendo a fera, vasculharam os outros
bolsos, logrando um grande sucesso.
Tudo bem. Pagou-se a
gasolina, o caixa conferiu o saldo e veio a
primeira prestação de contas: o quê
sobrou está pouco para drinques, cigarros e
salgados. Recebemos o consentimento do
frentista, trocamos as roupas, colocamos as
viajadas na mala e fomos procurar o Clube.
Esperamos um bom tempo pelos amigos da
cidade, e nada. Perguntamos por eles e
ninguém dava notícia. A orquestra começou a
tocar e lá estava cheio de “moças de fora”.
Esperamos mais, e nada, nada e nada.
Começamos a ficar preocupados. Fomos à
portaria e descobrimos que o ingresso era
muito caro. Estávamos sem alternativa.
O
Caixa emitiu o segundo balanço: as
reservas em seu poder mal dariam, se
fôssemos pagar o ingresso, para uns dois
maços de cigarros e, pela madrugada, quando
os estômagos os exigissem, uns salgados. Mas
não houve outra alternativa. Compramos os
ingressos na certeza de que seríamos os mais
sóbrios do recinto. Entramos.
Poucos
minutos depois chega o Olegário com mil
desculpas porque houve um imprevisto e ele
não chegou a tempo. Na verdade, o imprevisto
é que ele não conseguiu convencer o
Presidente do Clube a liberar a nossa
entrada, como tentara antes de chegarmos.
Concluímos que ele deveria estar escondido
atrás de alguma árvore, espreitando-nos,
esperando a nossa entrada para então
aparecer. Naquela hora o Olegário
perguntou-nos se recebemos, na entrada, um
número para concorrermos ao sorteio que
haveria. Ao respondermos que sim, ele, sem
titubear, pediu que mostrássemos pelo menos
o número de um de nós. Ficamos curiosos.
Logo em seguida veio a explicação: a
Orquestra parou de tocar, o Presidente
apareceu e disse que, como fora noticiado,
iriam agora proceder ao sorteio. Convidou o
Diretor-social, Sr. Olegário, para
dirigi-lo. Este chamou uma moça para enfiar
a mão na sacola e tirar um número. Ela assim
o fez e entregou-lhe um papel. Ele,
despistando, abriu-o mas, em vez de ler o
seu número, disse o nosso, que ele havia
memorizado, tentando assim resgatar a dívida
que julgava ter conosco.
Recebemos um grande
embrulho. Pensamos tratar-se de um buquê de
flor ou uma jarra de vidro ou coisa assim.
Qual nada! Quando abrimos a caixa o quê
tinha lá dentro?
Dois litros de whisky Ballantine's.
Era com estes que os poderosos
exibiam as suas condições. Eu nunca havia
conseguido nem chegar perto de um. Só o
conhecia de anúncios de revistas. O Olegário
conseguiu uma mesa para nós e nela mandou
colocar muitos salgados.
Imediatamente o Modestino procurou o Caixa (era o Adair)
alegando que, como não teríamos mais
despesas, deveria haver a devolução do saldo
credor. Não foi atendido. Como éramos nove,
alternávamos, alguns dançando, alguns
assentados e outros de pé. O combinado era
de que não poderíamos dançar todos ao mesmo
tempo pois ficávamos com muita pena dos dois
litros de Whisky, sozinhos ali na mesa, sem
ninguém para conversar. Aproximou-se a
meia-noite e a orquestra parou de novo. O
Olegário pediu que as moças que fossem
dançar a valsa se postassem na pista.
Naquela hora, oito rapazes locais,
contrariadamente, tiveram que se assentar.
Oito porque o Nonô Tubarão agradeceu, sob o
argumento que não sabia dançar valsa.
Eu
achei muito boa aquela atitude do Tubarão,
pois estava muito preocupado como seria
dançar valsa com o litro de whisky que ainda
respirava, debaixo do braço.
Zé Alvarenga
dançou com uma irmã do Olegário, Adair com a
filha do Presidente do Clube, eu,
especializado em não-nativas, dancei (e a
partir daí, até acabar o baile), com uma que
estava em visita à cidade, natural de Rio
Casca. Acabada a valsa, houve um intervalo
para os músicos lancharem, ocasião em que o
Zé Alvarenga procurou-me e pediu-me que
fosse ao palco para, em nome da turma,
agradecer tanta gentileza. Para nós, ir ao
palco, subir ao altar e entrar na cozinha
das nossas casas, não fazia diferença.
Atendi ao pedido e procurei falar rápido,
pouco e de maneira simples. Foi mais ou
menos assim:
“Este carinho que vocês estão
dirigindo a mim e a meus colegas, ficará
incrustado em nossa mente, de maneira
INDELÉVEL. Quando a recepção é portadora de
tanta espontaneidade e autenticidade ela se
torna INDISSIPÁVEL. A festa está fluindo com
tanta harmonia e ordem que só uma atitude
INEXORÁVEL dos diretores poderia
consegui-lo. Não seria uma UTOPIA dizer que
este foi o melhor baile da minha vida”
Eu deveria ter parado por aí,
mas não o fiz. E não foi bom. É que,
querendo “enfiar” naquela gente ali,
debaixo do palco, olhos todos em mim, mais
uma palavra das reuniões (INDEFECTÍVEL) e,
no embalo da festa., no calor da alegria e
do Balanttine’s subindo, confundi a palavra,
e saiu assim:
“Para
finalizar, não poderia deixar de agradecer o
whisky e os deliciosos salgados, no nosso
pensamento, INDEFECÁVEIS para sempre.”
Imediatamente senti a minha
gafe mas não dei o braço a torcer.
Achei até que, pela manifestação geral,
(muitas palmas, nada de risos, nada de
entreolhares) o fato passou despercebido, só
vindo a certeza quando, na primeira edição
do nosso jornalzinho, “O Marreta”, nada foi
noticiado. Nada, em termos. Sim, na primeira
edição, na coluna “Sociais” ficaram
noticiados o convite, a beleza da festa e a
“desenvoltura e esmero com que improvisamos
um agradecimento simples.”
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OS DEMÔNIOS DA GARÔA
O José
Silvério (de Anita) não me perdoaria se eu
não citasse aqui esta passagem.
De repente,
nós com aquela agenda que vocês já tiveram
notícia (das 07:00 às 23:30), ele me inventa
de criar um grupo de futebol para jogar, de
segunda a quinta, pasmem, das 05:00 (isto
mesmo, cinco da manhã) até às 07:00.
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Demônios da Garôa sob o sol |
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O campo
não tinha iluminação. Era exigido a gente
ir, de preferência, de roupa branca para
diminuir as trombadas. Parece brincadeira.
Parece mentira. Eu não sei aonde a gente
arranjava tanta resistência, tanta energia.
Para quem quiser comprovar, existem várias
pessoas em Alvinópolis que participaram.
Lembram-se de quando no princípio eu disse
que não iria justificar os nomes que
recebíamos de desocupados, improdutivos,
etc.?
Lembram-se de que disse que o faria
“naturalmente”?
E então? Devo justificar, ou
não há necessidade?
Meus
conterrâneos: estou chegando ao fim
de uma tentativa de resgatar um pouco de
nossa história. Sem demagogia, tenho certeza
de que este trabalho deve ser portador de
várias falhas mas tenho esperança de que
alguém, ao lê-lo, dar-me-á um retorno
sugerindo e criticando o que merecer
crítica, para que eu possa melhorar, se
ousar novamente escrever.
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Zózimo e a lambreta |
Deixo ao fim, meus
endereços para eventuais contactos. Apesar
de não ter criado nem inventado nada,
confesso que em determinados tópicos, dei
uma “dourada na pílula”. E para
compensar a paciência de vocês em lerem esta
escrita, deixo ao fim, uma cópia xerografada
de um exemplar de “O Marreta” e transcrevo a
seguir um poema de quem, de fato, sabia
escrever: Mário Quintana.
“A
vida são
deveres que nós
trouxemos para
fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas...
quando se vê, já é sexta-feira...
quando se vê, já é Natal...
quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, não sabemos mais por
onde andam nossos amigos
Quando se vê,
perdemos o amor da
nossa vida.
Quando se vê, passaram-se 50 anos.
Agora, é tarde demais para ser reprovado
Se me fosse dado, um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas.
Seguraria todos os meus amigos,
que já não sei onde e como estão, e diria:
Vocês são extremamente importantes para mim.
Seguraria o meu amor que está, há muito, à minha frente, e diria:
Eu te amo.
Dessa forma, eu digo:
não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter alguém ao seu lado, ou de fazer algo,
por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será desse tempo que infelizmente...
não voltará mais”
Dados para
contato:
Zózimo Franca
Drumond - Tel. (31) 3441-9476 - Cel.
(31) 9704-2206
Rua Padre
Silveira Lobo, 289 São Luiz – Pampulha
CEP 31.
270-740 – Belo Horizonte E-mail:
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A maioria das fotos usadas nestas páginas
foram registradas por Mauro Gomes, fotógrafo
alvinopolense. A ele o nosso muito obrigado.
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